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A
religião judaica está tão presente na história do povo judeu, que é impossível
separá-los claramente. Tudo começou quando por volta do ano 1.800a.C. Abraão deixou
a cidade de Ur, atual sul do Iraque, e partiu com sua esposa Sara em busca da terra
prometida e da criação da sua descendência, a partir deste fato deu-se início a
criação, do então, povo hebreu.
Após
séculos de peregrinação, os hebreus foram escravizados pelos egípcios, sendo
libertados por volta do ano 1.200a.C. por Moisés, que deu início à nova
peregrinação, de cerca de 40 anos pelo deserto, onde recebeu de Deus as Tábuas
da Lei, que continham os dez mandamentos. Também foi Moisés o responsável pela
criação da religião judaica e pela implantação da adoração ao Deus único, Jeová
ou Javé, ou como se escreve em hebraico IHVH,
que quer dizer “Eu sou quem sou”.
Toda
a história do povo judeu é marcada por perseguições e disputas, desde dos
conflitos com filisteus, amoritas e moabitas por volta do ano 1.050 a.C.,
passando por perseguições na Espanha no século XIV, até o extermínio de seis
milhões de judeus na segunda grande guerra.
A
religião judaica é monoteísta e suas bases religiosas estão contidas em dois
livros: A Bíblia Judaica e o Talmude.
O primeiro é equivale ao antigo testamento da Bíblia católica, organizada em 24
livros e dividida em três grupos:
1. A Lei (Torá)
– composta pelo Pentateuco, os cinco livros de Moisés: Gênesis,
Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Contém as normas legais, morais e as
regras do culto judaico.
2. Os profetas (Neviim) –
são livros históricos e proféticos que buscam uma interpretação religiosa para
a história. Os livros proféticos são: Isaías, Jeremias, Ezequiel e os Doze
Profetas Menores; Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc,
Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
3. Os escritos (Ketuvin) –
demais livros escritos, Os Salmos, textos poéticos com grande significado
histórico. Grande parte desses livros foi escrita durante o período dos reis,
podendo ser divididos em vários tipos, sendo os três mais importantes: cânticos
de louvor (hinos), de lamentação (orações) e de ação de graças. O Livro de Jô, o
Livro de Daniel – a mais recente escritura do Antigo Testamento,
aproximadamente 165 a.C. onde estão contidos as normas legais, morais e as regras do culto
judaico.
Já o Talmude é composto por sessenta e três
livros contendo temas legais, éticos e históricos. Foi escrito pelos rabinos a
partir de estudos e interpretações das leis mosaicas para orientar os fiéis em
situações concretas da vida e contém leis, regras, preceitos morais,
comentários, histórias e lendas sobre “A Lei”.
Segundo o judaísmo a
melhor maneira de adorar a Deus é imitando suas virtudes, como a misericórdia,
a justiça e a paciência. Além disso, o Talmude
fala dos três fundamentos básicos da vida que devem ser seguidos:
1. O amor ao saber –
Por isto todo judeu deve estudar não só a lei, mas o estudo tradicional;
2. O serviço de Deus –
Prega que Deus deve ser amado e não temido;
3. Caridade –
Baseada na distribuição por igual, pois tudo pertence a Deus;
A religião judaica não
crê nas figuras do céu ou do inferno, mas que tudo que existe é parte de Deus e
que após a morte todos retornaremos a Deus, sendo que quanto melhores tivermos
sido durante nossa existência na terra mais perto de Deus ficaremos quando a
Ele retornamos.
Entre o cristianismo e o
judaísmo há muitas semelhanças, visto que o primeiro origina-se do segundo,
entretanto os judeus não compartilham da crença de que Jesus foi o Messias, não
institui o pecado original e prega que cada um deve chegar a Deus através dos
seus próprios meios, sem necessidade de intermediários.
Edilson
Botto
Fontes:
História Geral – Heródoto Barbeiro
História Geral – Osvaldo R. de Souza
www.asreligioes.com.br
www.edeus.org
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