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Fundado
no século VI a.C. por Vardhamana Mahavira
(Grande Herói), o Jainismo surgiu como um movimento de reforma do Hinduísmo. Mahavira pertencia a uma casta de
guerreiros (kshatryas) e,
inconformado com as posições religiosas existentes, resolveu criar esta
dissidência que cresceu e tornou-se uma religião independente.
A palavra jainismo é derivada de jaina ou jina que quer dizer vencedor, mas no caso desta religião a
vitória que se busca é sobre a espiritual, a vitória sobre as paixões, que ele
consideram como a origem de todo o mal. As paixões são as grandes inimigas da
alma, pois a mancham prejudicando a compreensão e levam a conhecimentos falsos.
As maiores paixões são: fome, ira,
desejo, senilidade, nascimento, morte, medo, orgulho, apego, aversão, paixão
cega, aborrecimento, arrogância, ódio, mal-estar, suor, sono e surpresa.
Sendo uma religião ateísta, o jainismo não prega a
existência de um deus, de um criador e regulador do mundo, de um ser que sempre
foi perfeito. A perfeição é a meta a que todos devem se esforçar para alcançar.
Aliás, assim como outras religiões orientais, os jainistas acreditam que o
homem ao conseguir se livrar das paixões pode atingir um estado de libertação (Moksha) que o torna uma divindade (Tirthankaras) e são estas divindades que
eles veneram. Este caminho para a divinização passa por cinco níveis:
·
Arhats - Também conhecido como tirthankara ou jina
(grande mestre), um arhat é o primeiro
ser supremo, um mestre que lança os fundamentos para a libertação de outros;
·
Siddhas - Ele é o
segundo ser supremo, uma espécie de santo. Um siddha é uma alma que alcançou a libertação sob a orientação de um
mestre, vivendo em estado de êxtase no topo do cosmo;
·
Acharyas - São guias espirituais e formam o terceiro nível dos seres
supremos. Cada acharya conduz uma
ordem de monges ou monjas;
·
Upadhyayas –
Este é o quarto nível dos seres supremos
que são monges instrutores que transmitem seu conhecimento das escrituras a outros
monges e monjas;
·
Monges - O restante dos monges jainistas ocupa o quinto nível
dos seres supremos;
Outra crença que eles consideram inconcebível é a de
um mundo criado a partir do nada, para eles o mundo é eterno e comporto por seis
substâncias reais. Estas seis substâncias são: espaço, tempo, matéria, almas, Dharmastikaya (sustentáculo do
movimento), e Adharmastikaya (sustentáculo
da estabilidade ou repouso). O espaço serve como um receptáculo para as outras
substâncias. Ele é infinito. O tempo é real. Ele é sem começo e sem fim. Os objetos
materiais são constituídos de átomos.
Como já dissemos, o jainismo não prega a existência de deuses e,
por conseguinte não crê também em demônios, sua filosofia se baseia num dualismo
onde o universo está dividido em duas categorias:
·
Jiva – que representa todas as coisas
animadas e que possuem alma, nele estão incluídos todos os seres vivos que são
uma combinação da alma com a matéria;
·
Ajiva – Que representa todas as coisas
inanimadas, materiais, sem alma. Esta categoria tem quatro sub-divisões: matéria,
movimento, repouso e tempo;
O principal objetivo dos jainistas é a dominação e a conseqüente
libertação das coisas mundanas para que se possa encontrar a verdade. Isto só é
possível através da razão e da adoção de uma fé reta, de uma conduta reta, do conhecimento
reto e da moderação com misericórdia. Além disso, é preciso seguir com rigor o
princípio do ahimsa (não fazer mal a
nenhuma criatura), pois este é muito mais amplo, visto que são consideradas
criaturas, os seres inanimados, como as pedras, a água, o vento, etc.
O jainismo prega também a reencarnação, sendo este o mecanismo
pelo qual o homem vive através de várias existências na carne, podendo vir como
homem, animal ou planta, vai gradativamente se depurando, libertando-se do seu karma (ação), que atrai a alma para baixo, impossibilitando a
libertação e enredando a alma no ciclo da reencarnação. Somente quando está
livre das ações mundanas é que a alma recupera a leveza natural, flutuando para
o topo do universo e vivendo em êxtase (nirvana).
Fontes:
Challaye,
Félicien. As Grandes Religiões. (1998) IBRASA.
www.cacp.org.br/jainismo.htm
www.sivananda.org.br/religioes/jainismo.php
www.vidaperpetua.com.br/jainaismo_conteudo.asp
www.viacapella.com.br/portal/religioes.htm#4
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