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Originada
diretamente dos apóstolos que seguiram Jesus, o catolicismo (do grego katholikos, que significa universal) é o
maior ramo do cristianismo e o mais antigo como igreja organizada, sendo ainda
hoje a religião cristã que detém o maior número de adeptos no mundo. E mesmo
após a reforma protestante e as mudanças ocorridas nestes 2000 anos, continua
influenciando pessoas em todo o planeta.
Impossível
reproduzir fielmente a história da Igreja católica em poucas páginas,
entretanto procuraremos relatar os principais acontecimentos que marcaram o catolicismo.
A
vinda de Jesus à Terra, aperfeiçoando os conceitos da religião judaica vigente,
pode ser considerada como o início do catolicismo. Após a partida do mestre,
coube ao apóstolo Pedro continuar o trabalho de propagação do cristianismo,
entretanto a necessidade de levar a boa nova às pessoas não podia mais se
restringir apenas àquela região, era preciso cruzar fronteiras e espalhar a religião
cristã. Para esta tarefa foi fundamental a adesão de Paulo de Tarso, que pela
sua cultura e capacidade encarregou-se desta tarefa, sendo chamado de o apóstolo
dos gentios.
A
rápida propagação da nova religião fez com que tanto os sacerdotes judeus como
Roma, então capital do mundo, passassem a enxergar o cristianismo como uma
ameaça, perseguindo e matando todos os identificados como seguidores de Jesus.
Porém a identificação das pessoas com os novos conceitos, a decadência do
império romano e os vigorosos exemplos de fé dados pelos mártires foram pouco a
pouco minando as resistências até que em 392 o imperador romano Constantino
institui o cristianismo como a religião oficial do império.
Estando
agora fortalecida e disseminada pelo território romana, a Igreja foi obrigada a
criar uma estrutura hierárquica mais complexa, baseada na própria estrutura do
império romano, visando a disciplina e a fidelidade aos seus princípios.
No ano de 869 os bispos de Roma e Constantinopla tiveram um grande
atrito, que resultou na mútua excomunhão e da cisão da Igreja, originado dois
ramos:
1.
O Catolicismo Oriental - representado pelas igrejas de rito
grego também chamado de Igreja Ortodoxa Grega;
2.
Catolicismo Ocidental - representado pelas igrejas de rito
latino - também conhecido como Igreja Católica Apostólica Romana.
No
século XIII a Igreja católica escreve um dos seus mais negros capítulos,
através da chamada inquisição, ou tribunal do Santo Ofício, cujo objetivo era
combater os hereges, ou seja, aqueles de professavam uma doutrina contrária ao
que pregava a Igreja católica. Em nome da fé cristã, milhares de pessoas foram
torturadas, mortas (principalmente nas fogueiras) e submetidas a diversas
formas de violência. Apesar de
teoricamente só ser aplicável aos católicos, membros de outras religiões, como
os celtas foram implacavelmente perseguidos e mortos pela Igreja.
Ao
chegar à idade média, a Igreja Católica era tão poderosa e rica como as maiores
monarquias da época, completamente dominada por interesses econômicos,
políticos e por disputas internas. Estava cada vez mais se distanciando de sua
missão original. Foi por discordar das práticas equivocadas do clero que
Martinho Lutero deu início à reforma protestante (vide item reforma protestante).
A igreja se via então diante do seu primeiro grande desafio, sendo urgente a necessidade
de medidas para combater a reforma. Foi criado o movimento chamado de
contra-reforma, tendo como destaque a criação da companhia de Jesus, ou ordem
dos jesuítas, que sob o comando de Inácio de Loyola, ajudou a atenuar os
efeitos da reforma e a levar o catolicismo para o novo mundo.
Atualmente
a estrutura da Igreja encontra-se praticamente inalterada, estando sua sede no
Vaticano, um pequeno estado independente no centro de Roma, sua autoridade
maior é o Papa, que é o herdeiro direto do apóstolo Pedro. Foi investido de infalibilidade,
não sendo, portanto, permitido questionamentos às suas decisões. Abaixo do Para
existe uma hierarquia muito bem definida:
·
Leigos - São
os fiéis incorporados em Cristo, constituídos no Povo de Deus;
·
Religiosos
- São todos os padres e ou pessoas que pertencem a uma congregação ou ordem
religiosa, podendo ser de ambos os sexos. Parte deles se dedica exclusivamente
à oração.
·
Padres - Têm
a missão de abrir novos horizontes para os membros da Igreja e manter a fé
entre os fiéis e de renová-la, nas novas condições em que estes se encontram.
·
Bispo - É
um padre que cumpriu, por quinze ou vinte anos, sua missão com amor e certo
êxito; quando, além disso, passou pela experiência de Coordenador da Pastoral
na Diocese; quando possui alguma especialização ou talento especial; quando,
afinal, é apreciado por seus colegas, pelo Bispo e muito aceito pelos leigos;
pode acontecer que, um dia, seja chamado pelo Núncio Apostólico, representante
do Papa no País, e receba dele a proposta de ser Bispo de uma determinada
Igreja.
A palavra igreja vem do latim, “Ecclesia", que representa o termo hebraico "qahal" ou "qehal", que significa o ato de
reunir ou também o próprio grupo reunido. Assim sendo, Igreja é termo que
define a comunidade de católicos. A Igreja tem por fundamentos quatro
características: Ela é una, santa, católica e apostólica:
·
Una –
Porque é uma só, professa a mesma fé, seus seguidores acreditam nas mesmas coisas
e nos mesmos princípios, que são:
o A Trindade - Existe um Deus que existe em três pessoas: o Pai,
o Filho e o Espírito Santo. Eles são co-iguais, co-eternos e da mesma natureza;
o Monoteísmo - Existe um único Deus e nunca existiu outro;
o União
Hipostática - Jesus é tanto Deus
como homem;
o Salvação
pela graça – Jesus, através do seu
sacrifício na cruz, redimiu o pecado de todos os homens;
o Ressurreição
de Cristo – Após três dias de seu
sepultamento Jesus ressurgiu dos mortos;
·
Santa –
Porque procura imitar Deus e seguir os ensinamentos de Jesus;
·
Católica –
Porque é universal, não se restringindo a um único lugar, ou a um grupo de
pessoas;
·
Apostólica
- Porque conserva a pregação escrita e viva, transmitida desde o tempo dos
Apóstolos de Jesus;
A Igreja católica tem, segundo o cardeal Dom Paulo
Evaristo Arns, por missão:
·
Evangelizar:
que é levar a Boa Nova a todos os homens, de qualquer país e de qualquer meio,
para transformá-los, a partir de dentro, e assim tornar nova a própria
humanidade.
·
Santificar:
que é tornar o homem santo ou cristão, ou seja, levá-lo a assemelhar-se a Cristo.
·
Pastorear:
é saber conduzir o homem ao seu fim último. No entanto, este precisa estar
unido e organizado, estando sempre a serviço dos demais homens. Cito alguns dos
grandes líderes, ou pastores do povo, antes da chegada de Cristo foram Abraão,
Moisés e Davi.
Como religião formalmente constituída, o catolicismo
tem na Bíblia o seu livro sagrado, que escrita sobre inspiração divina,
divide-se em duas grandes partes: O antigo e novo testamento, onde estão
narradas desde a criação do mundo até a passagem de Jesus na Terra, os atos dos
apóstolos e algumas previsões sobre o futuro (Apocalipse).
Há também dentro do Catolicismo alguns ritos
(sacramentos), que visam à confirmação da ligação com Deus e a manutenção deste
vínculo.
Apesar de todos as aspectos negativos que se pode
encontrar na história da religião católica, (como em qualquer atividade humana)
é inegável a sua grande contribuição para a evolução dos princípios religiosos
e morais da humanidade, e sem sua atuação na continuidade da transmissão dos
ensinamentos de Jesus, nós certamente ainda estaríamos mais atrasados na nossa
jornada rumo à nossa evolução espiritual.
Fontes:
www.edeus.org
www.seapongol.org
www.conhecimentosgerais.com.br/religioes/cristianismo.html
www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/historia-do-cristianismo-00.html
www.pregai.cjb.net
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