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Vira
o Natal do Cristo estranho culto
Ao
fausto, ao vinho – à vista e ao crediário!
Como
no paganismo milenário,
A
fé ajusta ao trágico tumulto.
Quando
atavismos culturais consulto,
Eis
que me surge, límpido, o cenário
Da
capelinha simples, do vigário...
E
à volta dele o povo pobre inculto.
Era
um Natal sem pompas, mas tão puro
Que
a multidão até pensava – eu juro –
Que
era Jesus que em carne renascia.
Hoje,
depois das luzes do progresso,
Tem-se
de tudo no Natal – confesso,
Menos
Jesus, o filho de Maria.
Dimas
Batista
* Mensagem
recebida por W. Pereira às 22h30min do dia 13.12.03.
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