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Em
tudo o que fazes pões o condimento do amor. A quem amas o fazes com toda a
dedicação para preservar esse amor e tornar a pessoa amada sempre mais feliz –
dizes.
Para
ti, nada há que te impeças de agir para agradar o ser que fez ninho em teu
coração, que elegeste por sócio dos teus projetos de felicidade. Tudo na vida
parece, então, girar em torno da alma querida que ocupa todos os teus sentidos.
Nessa
direção caminhaste com todos os teus sonhos. Nos caminhos da alma amada,
semeaste as tuas esperanças. Com ela sorriste, por ela choraste e por ela
enfrentaste desafios, correste riscos de que só um grande amor é capaz.
Viveste, enfim, para ela, tudo dando sem nada cobrar, como alegas.
Agora
sofres por não te veres correspondida na tua dedicação, no teu carinho. Achas
que deste sem retribuição. Teu coração, antes cheio de esperanças, amarga agora
a indiferença de quem menos esperavas. Desalentada, concluis que toda a tua
doação de amor ao ser amado foi em vão. Destes flores e recebestes só espinhos
– queixas-te, nas tuas elucubrações mais íntimas.
Quando
te encontrares no tumulto desses conflitos afetivos, tomando-te por vítima das
incompreensões ou da indiferença de alguém a quem afirmas ter entregue o
coração na aurora de um sonho de amor, foge por alguns instantes do circuito
fechado em que roda o filme das tuas decepções e distende a tua visão
espiritual na direção do calvário. Lá ainda poderás enxergar a grande vítima da
incompreensão e da indiferença.
Não
te digo o nome, porque tu o conheces muito bem, com detalhes inclusive da
história do infamante desejo a quem tudo deu de si para as alegrias e
felicidade dos homens. E nessa reflexão recorre à prece por amiga e conselheira
leal, que essa grande vítima te surgirá na tela das recordações em algum lugar
do passado, perguntando a um dos apóstolos: – Pedro, filho de Simão, tu me amas?(João XXI,
15-17).
E
fez essa pergunta três vezes ao apóstolo querido, o mesmo que lhe negou também
três vezes, depois em Jerusalém, mostrando a fragilidade do coração humano em
matéria de amor verdadeiro.
Reflete,
pois, sobre estas verdades e toma a cruz do Cristo por lição sublime, para que
aprendas a amar sem ser amado, a dar sem receber, a ser feliz por já saberes
proporcionar a felicidade a alguém sem nada cobrar-lhe, respeitando-lhe a
liberdade de ser como deseja ser.
Amar
verdadeiramente não é receber amor; é dar. Porque quem dá com amor, que lhe
importa receber do mundo, se é certo que recebe de Deus?
Com
as bênçãos de Jesus, nosso Senhor.
Joana
Pereira, Wanderley. Ditado pelo Espírito Joana.
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