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Não
te irrites.
Mantém
a serenidade e a cordialidade no lar, para que o ambiente doméstico opere por
luz pacificadora na sociedade tumultuada em que vives.
Se
não tens luz no lar, como queres dissipar a escuridão do mundo em conflito?
Compenetra-te
de que o lar é célula da humanidade. Se adoece, compromete fatalmente a saúde
do mundo.
Aceita
o teu lar por ponto de encontro de almas que aí se reúnem com o fim de se
ajustar a se ajudar mutuamente na reparação do passado de erros e na construção
de um presente de amor com vistas a um futuro de justas alegrias.
Não
transformes, pois, o teu ninho familiar em caldeirão explosivo, nem em praça de
desabafo das infelicitações que te alcançam lá fora, nas tuas relações com o
mundo que te examina a toda hora os níveis de progresso que já alcançaste na
escola da vida.
Preserva
o teu ninho doméstico das intempéries do tempo, para que se mantenha incólume
ante a borrasca da violência expressa nas mais diferentes formas dos males que
assolam o mundo. Lembra-te de que ele poderá rolar desfeito do galho da árvore
do amor, se não estiver bem amarrado pelos cipós da compreensão e da
solidariedade.
Contém
os impulsos do personalismo que não conseguiste ainda abrandar e poda o quanto
antes os brotos das viciações que ameaçam a segurança e a paz do teu ninho. As
leis do dever te cobrarão o eventual descaso ou te premiarão pelo zelo à
família que assumiste um dia sob contrato de amor. E quem ama verdadeiramente
tudo faz para tornar feliz o objeto do seu amor.
Ama
a tua casa, e o mundo se transformará no recanto de paz que tanto almejas e
apregoas.
Com
a paz do Senhor e Mestre Jesus.
Joana
Pereira, Wanderley. Ditado pelo Espírito Joana.
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