Bernardo
Bertolucci gosta mesmo de ser versátil não apenas nos temas de seus filmes ,
seja ele o polêmico “O Último Tango em Paris” ou o premiadíssimo filme,
“O Último Imperador”.Enveredou também comoautor nessa película.
Dessa
vez ,põe sua criatividade a serviço da
difusão da nobreza de caráter e divulgação da reencarnação. Aproveita etoca com as pontas dos dedos na majestosa
história de Sidarta Gautama , o príncipe da família de guerreiros do reino
Sakyaque se tornaria num libertador de
mentes aprisionadas ao apego e ignorância ,filhas diletas do sofrimento. Entre
uma imagemenebriante aqui e uma sacada
poética ali , dá para fazer terapia breve...
Keanu
Reeves , tem mesmo vocação para herói , antecipando em seis anos omessias Neo de Matrix . Ótimo no papel dá até
para sentir o gosto de“que pena que
acabou”.
Comoenrredo ,refere-se a episódio comumentre os avançados monges budistas :a procura e encontro de antigos companheiros reencarnados em várias
partes do mundo . Convidando uma família a deixar quea criança identifique seus antigosobjetos da outra reencarnação e que seja possível
deixá-la desenvolver-se entre seus atuaiscompanheirosde monastério
torna-se possível prosseguir na jornada de aperfeiçoamento.Foi dessa forma que
o atual Dalai Lama foi identificado e no Brasil , ainda é famoso o caso do
pequeno Michel ,que decidiu aos 12 anos ser monge e hoje já é Lama na Índia.É o respeito ao indivíduo levado ao
extremo. Pais não como donos de filhos,
e sim como tutores dos filhos da Vida Maior.Você deixaria seu filho seguir o
caminho espiritual (nato)ou desejaria
que ele tivesse todo sucesso material( influência)?
Com
certeza , essa dúvida o pai de Siddarta
, o futuro Buda , não teve.
E
os pais do “ pequeno Buda”?
Se
você tem vocação para monge ,buscador ou aspirante à sabedoria vai achar o
filme um prato cheio.