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Manika
(Manika
- une vie plus tard , França - 1988)
Atores: Julian Sands, Ayesha
Dharker, Stéphane Audran, Jean-Phillippe Ecoffey, Suresh Oberoi.
Direção:
François Villiers
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Para quem acredita
em reencarnação este filme talvez não apresente
grande impacto, mas para quem não acredita
o caso Manika leva a profundas reflexões.
O filme, embora romanceado,
é o relato real do caso Shanti Devi, que
nasceu na Índia em novembro de 1926 e
que a partir dos 4 anos de idade começou
a recordar com riqueza de detalhes de sua
encarnação anterior como Ludgi Devi, a esposa de um rico brâmine de Mathura
(Nepal), cidade que
dista uns 140 quilômetros de Delhi e que morrera cerca de 1 ano antes de Shanti
Nascer.
No filme Manika mora
num pequeno vilarejo de pescadores e vive contando
histórias de uma vida anterior de riqueza
e opulência. Como não é levada à série a
menina resolve fugir. O padre Daniel (Julian
Sands), recém chegado ao vilarejo promete
encontrar a menina e de tanto ouvir seus
relatos decide levá-la ao Nepal. A
viagem representa para Manika um reencontro
com seu passado e para o padre Daniel é
a descoberta de novos paradigmas para a
sua fé.
O filme é pouco
divulgado nas locadoras, mas é sem dúvida
um trabalho muito bom e que vale a pena
ser visto, pricipalmente por ser baseado
em um fato real e que foi amplamente investigado,
tendo inclusive sido matéria de várias revistas,
como a italiana L´Europeo, que
em seus números 640, 641
e 642, de 19 e 26 de janeiro e 02 de fevereiro de 1958, publicou, matéria ilustrada com
inúmeras fotografias coloridas, uma longa reportagem de seu colaborador sueco
Sture Lönnerstrand e que foi publicada resumidamente na revista reformador de
junho de 1958.
Um fato curioso sobre
Shanti Devi é que ela nunca casou e quando
foi interrogada pelo reporter sobre o por
quê, e ela respondeu que não casaria
de novo. Então o reporter perguntou “Por que diz que não se casará de novo?” aos
que ela retrucou: “Estou certa de que o senhor compreendeu o que eu quero dizer”.
Assistindo ao filme você também compreenderá.
Colaboração:
Paulo Roberto Martins

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