Com este refrão , e um desejo de dobrar a morte , este curioso filme vai sendo desenhado a partir de três perspectivas: futuro , presente e passado , tendo como objeto principal , o mesmo de sempre: o Amor. Só que ora é o amor pelo domínio dos conhecimentos e segredos da Vida ( e da Morte) , ora é o amor entre um homem e uma mulher...os opostos, o positivo e o negativo , o Yng e o Yang , as metades de uma laranja. Mas o Amor , tão forte quanto Vida , esbarra no oposto da Vida , que é a Morte. Só que talvez a Morte não seja o oposto da Vida e sim um estado de não-Vida , não-ver , não-tocar, não-trocar, não-se completar, não-saciar os desejos da alma...metafísico demais?
Metafísico é pouco para este filme de Darren Aronofsky ("Réquiem Para Um Sonho").Você vai acabar sentindo o filme , mais do que compreende-lo , descobrindo que se trata da luta de um homem por seu amor , em trés épocas diferentes.:
a)Nos devaneios literários de sua esposa ;
b)Numa situação desagradável da " vida real" ;
c) Num futuro não muito longínquo , numa introspecção de auto-conhecimento.
Unindo as três situações um desejo de poder (depende de que poder você precisa para bem viver)...mas quem controla o seu próprio destino?
Continua vago? Sem problemas ! Puxe uma poltrona, assista a dois e no silêncio de um " será que eu entendo de arte abstrata ?" ...sinta o que ficou (vai ficar muita coisa boa).
Além de testar sua paciência, vai testar sua sensibilidade.
Aproveite e assista no DVD a entrevista de Hugh Jackman ("X Man" , "O Grande Truque") , talentoso ator americano que mais que músculos , parece saber pensar.