Atores: Will
Ferrell (Harold Crick) Denise Hughes (Carla) Tony Hale (Dave) Maggie
Gyllenhaal (Ana Pascal) Emma
Thompson (Kay Eiffel) Queen
Latifah (Penny Escher) Tom Hulce (Dr. Cayly)
Direção: Marc
Forster
Não assista cansado , não assista com sono, não assista com pressa , mas assista!
Que você faria se de repente passasse a ouvir uma voz femenina narrando todos os seus atos na terçeira pessoa ("ele") e se só você conseguisse ouvir? Loucura, obsessão, outra explicação? Façam suas apostas... Harold Crick (Will Ferrel) fez a dele!
Mais estranho que a ficção é exatamente isto que o título propõe. Um inusitado total ,de uma vida como a nossa , marcada por certas regularidades, tão previsíveis quanto um relógio de pulso. Fugir desta regularidade pode significar o novo, e o novo pode ser a morte da vida conforme estamos acostumados. Um descondicionamento para o qual não queremos arriscar nossas fichas. Até que surge uma oportunidade involuntária de mudança
,algo como uma estrada de Damasco se apresenta diante de nós...é pegar ou largar. A maioria opta por largar, outros por não pegar...mas para alguns , se carma ou destino , a vida insiste ou investe um pouco mais.
Somente uma mente que esteja aberta ao novo pode perceber a beleza poética e de esperança que esta " comédia dramática" se propõe a ser ,isto é , uma metáfora entre a ficção e a realidade , entre vida e Vida....me faz lembrar de um poema chines que diz que "era um homem que sonhava ser uma borboleta ou era uma borboleta que sonhava em ser homem ? ".
Seja como for , preste atenção na narrativa também que há em sua mente , como se dissesse a todo instante qual o caminho a ser trilhado para fora do labirinto de confusões desta vida material, e em como nós tapeamos esta voz ao tomar ,conscientemente , as decisões erradas...ou no dizer do também contraditório Paulo de Tarsus , " O Bem que quero fazer não faço , mas o Mal que quero evitar este faço".
Um filme "meio cult" , "meio papo cabeça" , levemente cômico , algo dramático , mais estanho que a ficção...Surpreendente pela criatividade , originalidade e que mostra o talento do ainda não compreendido (para nós , não norte-americanos) Will Farrel (cultuado na terra do Tio Sam).
"Mais Estranho que a Ficção", possui um dos roteiros( Zach Helm) mais inteligentes que apareceram em Hollywood
nos últimos anos, motivo pelo qual vários estúdios disputaram a produção ( por mais de 40 diretores) .A Direção fica a cargo do talentoso Marc Foster ("A Passagem" , "Em Busca da Terra do Nunca")
De bônus , vale a pena rever , depois de anos no ostracismo cinematográfico , o eterno Tom " Amadeus" Hulce , hoje na casa dos 50 anos na pele do Dr Cavly , de barba e óculos .
Filme para parar e pensar um pouco. Vale a pena o investimento de 113 minutos de tela ede reflexões.