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Conceitos Básicos do Espiritismo
1. Existência de Deus.
2. Preexistência e
sobrevivência do espírito.
3. Reencarnação.
4. Evolução universal.
5. Comunicabilidade
dos espíritos.
6. Pluralidade dos
mundos habitados.
Os postulados básicos da doutrina espírita
fazem parte da cultura da humanidade desde eras remotas. O espiritismo tendo se
apossado destes princípios, construiu uma nova visão da realidade, incorporando
informações colhidas pelo desenvolvimento científico e filosófico realizados
nos últimos séculos, somados ao brilhante trabalho experimental e teórico,de Allan Kardec, o luminar de Lion.
Deus é a causa primeira e última de todas as
coisas. É eterno, único, onipotente, onisciente, imutável, e imaterial.
Colocada de lado a visão antropomórfica de Deus, Ele se revela no íntimo de cada
um, como uma sublime inspiração ao bem comum, ao amor incondicional e à fé
inabalável.
O espírito é a centelha inteligente do
universo. É a luz que cruza a vastidão do tempo, indo do passado ao futuro na
carruagem da evolução.
O espírito abraça a matéria numa co-dependência
de existência: dá forma ao mineral, sensibilidade ao vegetal, instinto ao
animal e inteligência ao homem.
Somos, fomos e seremos sempre espírito, e somos
finitos na medida que almejamos e olhamos para o eterno, mas somos imortais e temos
a potencialidade de evoluirmos infinitamente, e isto nos coloca próximos a
Deus, à sua semelhança.
Em múltiplas vidas, o espírito vai se
aperfeiçoando, adquirindo novas experiências e conhecimentos, errando e
acertando, caindo e levantando, unindo o passado ao futuro numa cadeia
ininterrupta de existências, até o momento do despertar da consciência
superior, revelando uma inteligência e moral puras.
Diferentemente da matéria que se organiza de
átomos em moléculas, que formam planetas, sóis, galáxias, para depois se
desorganizarem e voltarem ao átomo em um ciclo material contínuo, a consciência
espiritual evolui sem retrocessos, do instinto à inteligência, à intuição
superior, à consciência crística. Fazemos uma marcha inexorável do homem ao
anjo, e do anjo a Deus. Saímos da dualidade para a unidade, das sombras para a
claridade, do medo para a confiança e a realização plena.
Mediunidade é a porta pela qual o mundo
invisível encontra o visível, dividindo o mesmo destino. Através da
mediunidade, podemos esquecer um pouco da nossa solidão e sentirmos a companhia
de nobres almas que nos visitam como a um país distante. Também nos permite
consolar e orientar aqueles que partiram despreparados para a jornada final da
alma. Pela mediunidade confirmamos muitos dos nossos sonhos ou certificamos
nossos piores medos.
Triste seria o homem que ao olhar o céu noturno
e estrelado, nada visse senão grandes astros em fogo eterno, como grandes
fornalhas devorando o combustível do universo, ou somente visse estradas abandonadas
de poeira cósmica, ou mesmo grandes vastidões frias e silenciosas. Feliz do
espiritualista que crendo em Deus, que é todo fecundo e nada cria sem dar um
sentido pleno, olha para os astros distantes e vê a antiga morada de seus pais
ou a futura casa de seus filhos, que ouve a música das esferas, e percebe um
chamado longínquo de milhões de raças, de milhões de vozes, pois vasto é o
universo e mais vasto ainda é a distância que a vida alcança.
Jorge
Cordeiro
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