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Nasceu em Minervino,
Itália, no dia 31 de março 1854 e desencarnou no dia 9 de julho de 1918, na
cidade de Nápoles, também na Itália.
Sua mãe morrera
quando ela nasceu e o pai quando ela alcançou a idade de doze anos.
Seus parentes pretendiam
levá-la para um convento, quando eclodiu a mediunidade. As primeiras
manifestações de sua mediunidade consistiram no movimento e levitação de
objetos, quando ainda muito jovem, pois contava apenas quatorze anos. Esses fenômenos
eram espontâneos e se verificavam na casa de um amigo com quem ela morava. Dali
por diante o seu trabalho no campo das pesquisas psíquicas foram de tal
relevância, que se pode dizer ter sido uma das maiores médiuns do mundo.
Somente aos vinte e
três anos é que, graças a um espírita convicto, Signor Damiani, ela conheceu o
Espiritismo.
Por volta do ano 1888
é que Eusápia tornou-se conhecida no mundo científico em virtude de uma carta
do Prof. Ércole Chiaia enviada ao criminalista César Lombroso, relatando
detalhadamente as experiências já realizadas por ele com a médium, carta essa
publicada no jornal "Il Fanfulla dela Domênica".
Entre outras coisas,
dizia o missivista:
"A doente é uma
mulherzinha de modestíssima condição social, com cerca de trinta anos, robusta,
iletrada e cujo passado, porque vulgaríssimo, não merece esquadrinhado; que
nada apresenta de notável, a não ser as pupilas de fascinante brilho e essa
potencialidade, que os criminalistas diriam irresistível."
Em outro trecho da
carta , dizia:
"Quando
quiserdes, essa mulherzinha será capaz de, encerrada numa sala, divertir
durante horas, por meio de surpreendentes fenômenos, todo um grupo de curiosos
mais ou menos céticos, ou mais ou menos acomodatícios".
Através dessa carta,
convidava, também, o célebre alienista, a investigar, diretamente, os fenômenos
por ele constatados na médium.
Três anos mais tarde,
em 1891, Lombroso aceitou o convite, realizando, com Eusápia, uma série de
sessões. Esses trabalhos foram seguidos pela Comissão de Milão, integrada pelos
professores Schiaparelli, diretor do Observatório de Milão; Gerosa, Catedrático
de física; Ermacora, Doutor em Filosofia, de Munique, e o prof. Charles Richet,
da Universidade de Paris. Além dessas sessões, muitas outras foram realizadas,
com a presença de homens de ciência, não só da Europa, como também da América.
Lombroso, diante da
evidência dos fatos, converteu-se ao Espiritismo, tendo declarado:
"Estou cheio de
confusão e lamento haver combatido, com tanta persistência, a possibilidade dos
fatos chamados espíritas."
A conversão de
Lombroso deveu-se também ao fato de o Espírito de sua mãe haver-se
materializado em uma das sessões realizadas com Eusápia.
Antes de encerrarmos
esta ligeira exposição sobre a preciosa mediunidade de Eusápia Paladino, convém
citarmos um trecho do relatório apresentado pela Comissão de Milão que diz:
"É impossível
dizer o número de vezes que uma mão apareceu e foi tocada por um de nós. Basta
dizer que a dúvida já não era possível. Realmente, era uma mão viva que víamos
e tocávamos, enquanto, ao mesmo tempo, o busto e os braços da médium estavam
visíveis e suas mãos eram seguras pelos que achavam a seu lado."
Como se vê, a
Comissão que ofereceu este relatório era constituída por homens de ciência, o
que não deixa dúvida quanto à veracidade dos fenômenos por eles constatados.
O prof. Charles
Richet, em 1894, também realizou várias sessões experimentais em sua própria
casa, obtendo levitações parciais e completas da mesa, além de outros fenômenos
de efeitos físicos.
Sir Oliver Lodge,
prof. de Filosofia Natural do Colégio de Bedford, Catedrático de Física da
Universidade de Liverpool, Reitor da Universidade de Birmingham, e que foi, também,
por longos anos, presidente da Associação Britânica de Cientistas, após as experiências
realizadas com Eusápia, apresentou um relatório à Sociedade de Pesquisas da
Inglaterra, dizendo, entre outras coisas, o seguinte:
"qualquer
pessoa, sem invencível preconceito, que tenha tido a mesma experiência, terá
chegado à mesma larga conclusão, isto é, que atualmente acontecem coisas consideradas
impossíveis... O resultado de minha experiência é convencer-me de que certos
fenômenos geralmente considerados anormais, pertencem à ordem natural e, como
um corolário disto, que esses fenômenos devem ser investigados e verificados
por pessoas e sociedades interessadas no conhecimento da natureza".
Os fenômenos físicos
produzidos através dessa famosa médium foram de vários matizes: movimento de
objetos, levitação de mesas e dela própria, aparição de luzes, materializações
de espíritos, execução de trechos musicais sem contato humano, e outros.
Inúmeros cientistas
que fizeram pesquisas por seu intermédio, em centenas de sessões, eram
ferrenhos detratores do Espiritismo, objetivando tão-somente demonstrar
possíveis fraudes. No entanto, ela conseguiu convencer a grande maioria desses
sábios, apesar deles desconhecerem os mais elementares rudimentos sobre a
dinâmica dos fenômenos mediúnicos.
Diante dos fenômenos
propiciados através de Eusápia Paladino, desfilaram sábios de renome, tais
como: Schiaparelli, Gerosa, Ermancora, Aksakof, Carl Du Prel, Charles Richet,
Oliver Lodge, Fredich Myers, Ochorowicz, Sigdwick, Richard Hodgson, Albert de
Rochas, Camille Flammarion, Carlos Rochi, Vitoriano Sardou, Julio Claretio,
Adolfo Bisson, Gabriel Delanne, Fontenay, Ernesto Bozzano, os professores
Porro, Morselli e Massales, além de muitos outros.
Morselli teve a
oportunidade de observar cerca de 39 fenômenos; Fontenay conseguiu fotografá-la
com as mãos presas por observadores, enquanto de sua cabeça saíam várias mãos;
Cesare Lombroso se declarou "convencido e entristecido por haver combatido
tantas vezes a possibilidade dos fenômenos espíritas."
Eusápia era
analfabeta e era extremamente bondosa e caridosa. Tudo quanto conseguia
amealhar, distribuía com os necessitados e com as crianças, sentindo as desventuras
dos menos favorecidos pelos bens materiais e procurando resolver seus problemas.
Ela se tornou famosa por ter sido a médium que passou pelo exame do maior
número de sábios, quase todos rendendo-se à evidência do espiritismo.
Fontes:
Personagens do Espiritismo, de Antonio de Souza Lucena e Paulo Alves Godoy. ABC
do Espiritismo de Victor Ribas Carneiro
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