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Filha de Joaquim
Duarte Ramos e de Joanna Ferreira Ramos, nasceu em 20 de janeiro de 1893, em
São Paulo, capital. Os seus familiares transferiram-se para o Rio de Janeiro no
início do século e foram residir no bairro do Caju. Passaram a freqüentar o
Centro Espírita Vicente de Paulo, na década de 1920, onde Elvira, que também
freqüentava a Federação Espírita Brasileira , criou a chamada "Aula de
Moral Cristã" para crianças. Dinamizava assim a evangelização da infância,
sendo uma das pioneiras nesse setor.
Mudando-se para o
Engenho de Dentro, passou a trabalhar no Grêmio Espírita "Nazareno".
Nessa época, Agostinho Pereira dos Santos e outros líderes espíritas do Rio de
Janeiro, como Leopoldo Machado, Lins de Vasconcelos, Levindo de Melo e outros
convocaram-na para a Associação Espírita "Obreiros do Bem".
Iniciava-se a campanha para construção do Hospital Espírita Pedro II, destinado
à assistência psiquiátrica, do qual ela foi uma das vanguardeiras.
Conferencista das
mais solicitadas, estava sempre circulando por todo o Estado do Rio de Janeiro.
Foi médium de várias facetas, como auditiva, intuitiva, psicofonia e psicografia.
Trabalhou por muitos
anos no Centro Espírita Amaral Ornellas, no Engenho de Dentro. Foi eleita
Presidente da Casa e dotou-a de sede própria e incontáveis benfeitorias.
Era casada com o
confrade Domingos de Freitas. Tiveram por descendente o filho Ivo Ramos de
Freitas, que seguiu as pegadas dos pais. Seu marido foi vítima de pertinaz
enfermidade, mas ela lutou por mais de 40 anos ao seu lado, como enfermeira
carinhosa. Incentivada por ele, não deixou as tarefas doutrinárias. Ainda
encontrava tempo para se dedicar à assistência aos necessitados.
Elvira Ramos de
Freitas foi uma trabalhadora de escol. Sua desencarnação ocorreu em 21 de
fevereiro de 1975, deixando marcas indeléveis de sua passagem na Terra.
Fonte:
LUCENA, Antonio. Efemérides de Vultos Espíritas. Anuário Espírita 1993.
Araras,SP
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