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 Elisabeth D'Espérance

 

 

 

A Famosa Médium Inglesa Elisabeth D"Espérance nasceu em 1849 e desencarnou em 1918. Foi médium de grande projeção, tendo servido de instrumento para as pesquisas encetadas por muitos sábios da época.

D’Espérance é o pseudônimo de uma das mais notáveis médiuns não profissionais, do século XIX e princípio do XX. O seu real nome de família é Hope, que em inglês também significa esperança.

Na sua primeira infância, d’Espérance viveu num velho casarão, situado na parte Leste de Londres. Segundo descrição da médium na sua autobiografia, a casa, então em péssimas condições, fora habitada pela família Crommwell e conservava, ainda, o seu aspecto de dignidade e superioridade, contrastando com as construções mais recentes da sua vizinhança.

Inúmeros quartos enormes achavam-se vazios, pois a família d’Espérance era pequena.

Desde os seus primeiros anos de vida, d’Espérance recordava-se de passar por experiências que ela própria considerava totalmente normais, e estranhava que as demais pessoas não as compreendessem.

Ela via os espíritos que circulavam pelo interior do casarão, como se fossem seus habitantes normais.

Entre os 13 e 14 anos de idade, d’Espérance passava por aguda crise no relacionamento com a sua mãe. A sua saúde achava-se abalada por isso. Devido à reação da genitora, relativamente às suas experiências, criou-se um clima intolerável para d’Espérance, no seu lar. A situação agravou-se ainda mais quando, ao ser examinada pelo médico da família, este induziu-a a contar-lhe as suas experiências, fingindo-se seu aliado. D’Espérance, inocentemente, abriu-se com o pérfido doutor. Este, após ouvir as suas confidências, maldosamente disse à pobre garota que as pessoas que tinham visões semelhantes à dela eram candidatas seguras a findar os seus dias como loucas, metidas num hospício.

Aos 19 anos, d’Espérance contraiu matrimónio com o sr. Reed e foram morar em Newcastle-on-Tyne. A sua vida sofreu, então, uma brusca mudança. Passou de um convívio agitado no meio de quatro irmãos menores, dos quais ela era pajem, para a solidão de uma casa tranqüila e sem companhia a não ser o marido e uma ou outra visita. Os fantasmas que haviam desaparecido po rum tempo voltaram, e com eles o temor de ficar louca.

Foi nesta ocasião que ela ouviu falar sobre o espiritismo e a mesas girantes. A sua repulsa inicial cedeu diante da insistência de um casal amigo. Com o tempo, d’Espérance familiarizou-se com a prática das mesas girantes.

Com seu trabalho no campo da caridade, com os seus estudos, com o aprimoramento das suas faculdades, Elisabeth D’Esperance ampliou suas esferas mediúnicas. Ela via e ouvia os Espíritos, bem como, desdobrava-se, penetrando no Mundo dos Espíritos. Além do mais, foi uma Excelente Médium de efeitos físicos. Por seu intermédio, os Espíritos se materializavam, valendo do ectoplasma que se desprendia do seu conjunto psicossomático.

As suas maravilhosas atividades espirituais atravessaram as fronteiras da sua Inglaterra e alcançaram diversos Países do continente europeu. Elizabeth D’Esperance, ainda menina, teve os seus Dons Mediúnicos Naturais desenvolvidos sob orientação do Eminente Psiquista Mr. T. P. Barkas, na cidade de New Castle. Era, então, uma mocinha, de pouca idade, tímida e recatada e de excelente formação moral. Entretanto, quando em "semitranse mediúnico" demonstrava um grau de cultura bem superior aos seus conhecimentos que eram diminutos. Barkas, nas sessões que realizava com Elisabeth, tinha o cuidado de preparar uma lista extensa de perguntas que cobriam quase todos os setores da Ciência e as respostas eram escritas pela Médium, geralmente, em inglês, mas, por vezes em alemão ou mesmo em latim, línguas estas que não eram do conhecimento da Médium.

Mr. Barkas, referindo-se às sessões realizadas com ela, disse: - "Deve ser geralmente admitido que ninguém pode, por um esforço normal, responder com detalhes, a perguntas críticas obscuras em muitos setores difíceis da ciência com que não se é familiarizado. Além disso, deve-se admitir-se que ninguém pode ver normalmente e desenhar com minuciosa precisão em completa obscuridade; que ninguém pode, por meios normais de visão, ler o conteúdo de uma carta fechada, no escuro; que ninguém, que ignore a língua alemã, possa escrever com rapidez e exatidão longas comunicações em alemão. Entretanto, todos esses fenômenos foram verificados com essa médium e são tão acreditados quanto as ocorrências normais da vida diária."

Madame D"Espérance publicou um livro intitulado "Shadow Land", traduzido para o português com o nome " No País das Sombras" (FEB), através do qual relata seus dons mediúnicos. Diz ela que, na sua infância, brincava com Espíritos de crianças, como se estes fossem crianças reais. Mais tarde lhe foi acrescentada a faculdade de materialização, pois ela fornecia, em abundância, o fluido chamado "ectoplasma", que serve para a produção desse fenômeno.

Seu guia espiritual era uma bela moça árabe, que dava o nome de Yolanda. Esse Espírito se materializava constantemente, dada a perfeita afinidade que tinha com a médium. Ela podia ver a forma materializada, conforme descreve em seu livro No País das Sombras.

Muitos outros casos de materialização de objetos foram constatados, entre eles o caso de vinte e sete rosas, descrito por Mr. William Oxley, editor da obra "Angelic Revelation", e mais uma planta rara (lírio dourado), em flor. Disse ele sobre o fato: - "Eu tinha fotografado a planta -Ixora Crocata - na manhã seguinte, depois do que trouxe para casa e a coloquei na minha estufa, aos cuidados do jardineiro. Ela viveu três meses, depois murchou".

Foram também obtidos, graças a preciosa faculdade dessa médium, moldagens em parafina, de mãos e de pés, com punhos e tornozelos que, dada a estreiteza dessas partes, não podiam permitir a saída dos membros, a não ser por sua desmaterialização.

Como a maioria dos médiuns de prova, Madame D"Espérance também sofreu muito durante o cumprimento de sua espinhosa missão.

Em um dos trabalhos de materialização realizado na Escandinávia, O Espírito Yolanda foi agarrado por um pesquisador menos avisado, com o intuito de desmascaramento, tendo a médium sofrido grande choque traumático que lhe produziu sério desequilíbrio orgânico, prostrando-a de cama.

E, para encerrar, citemos um trecho do último capítulo do seu livro, que diz: - "Os que vierem depois de mim talvez venham a sofrer quanto eu tenho sofrido pela ignorância das leis de Deus. Quando o mundo for mais sábio do que no passado, é possível que os que tomarem as tarefas na nova geração não tenham que lutar, como lutei, contra o fanatismo estreito e os julgamentos duros dos adversários."

Elisabeth D’Esperance, (Mrs. Hope), desencarnou no dia 20 de julho de 1918, com 69 anos de idade. Passou pela existência terrena, com a mansidão dos Puros, fez da Bondade o seu título de glória e cumpriu fielmente sua missão mediúnica. Nunca esmoreceu, apesar, das pedras que lançaram em seu caminho. Morreu pobre, mas com Educação e Dignidade.

Meus amigos, Ao encerrar o seu livro - "SHADOW LAND", deixa-nos uma mensagem comovedora:

"Agora que afinal encontrei o que buscava durante tão longos anos, anos de estudos ingratos, misto de raios de sol e tempestades, posso bradar bem alto e com alegria a todos os que quiserem escutar-me: Encontrei a verdade! Ela será também a vossa grande recompensa, se a buscardes com perseverança, humildade e seriedade".

 

Fontes de consulta:

ABC do Espiritismo, de Victor Ribas Carneiro e No País das Sombras, de Elisabeth D'Espérance

 

Jornal Verdade e Luz Nº 173 de Junho/2000

 

Revista de Espiritismo» nr. 40, Julho/Setembro/1998

 

 

 

 

 

Pensamentos

 

O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

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Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier

 

 

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