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 Conan Doyle

 

 

 

 

Arthur Ignatius Conan Doyle era filho de Charles Doyle e Mary Foley e nasceu em Picardy Place, bairro de Edimburgo, capital da Escócia a 22 de maio de 1859, numa tradicional e católica família irlandesa.

Dos sete aos nove anos Arthur freqüentou a escola em Edimburgo; aos dez anos foi enviado para Hodder, instituição preparatória para Stonyhurst e de "grande utilidade, pois adapta os jovens à rotina escolar antes que eles se misturem com meninos mais velhos". Ficou em Hodder dois anos e depois passou para Stonyhurst, onde o currículo geral era composto de sete matérias - fundamentos, números, rudimentos, gramática, sintaxe, poesia e retórica- cada uma exigindo um ano, de modo que foram sete anos na instituição jesuíta Stonyhurst.

Encerrado o período de Stonyhurst, ele foi enviado para Feldkirsch, escola jesuíta na província de Vorarlberg, na Áustria. Sua ida para Áustria teve por objetivo aprender alemão e também porque era ainda muito novo para iniciar os estudos profissionais.

Em outubro de 1876 ingressou na Universidade de Edimburgo e de lá saiu, em agosto de 1881, como bacharel em medicina. Seu período na Universidade, apesar da "longa e tediosa rotina de botânica, química, anatomia, fisiologia e uma série de matérias obrigatórias, muitas das quais mantém uma relação muito distante com a arte da cura", lhe rendeu pontos decisivos para sua futura carreira literária.

No ano de 1879  seu pai veio a falecer e Arthur, aos vinte anos, ficou à frente de uma família numerosa e em situação financeira delicada. A morte do pai muito contribuiu para o seu "desabrochar espiritual" , levando-o inicialmente a rejeitar a fé cristã, passando pelo agnosticismo, "que nunca, por um só instante, degenerou um ateísmo", até seu encontro com o espiritismo, do qual veio a ser um pesquisador e divulgador incansável. Ainda neste ano Conan Doyle descobriu sua vocação literária, escrevendo vários contos até que em 1887 surgiu o detetive Sherlock Holmes, o personagem que imortalizaria o seu nome.

Entretanto, é bom que se diga que ele não foi apenas escritor de ficção, pois além de historiador, pregou o uso de métodos científicos na pesquisa policial, destacou-se também como um lúcido escritor espírita em todo o mundo, revelando notável compreensão do problema espírita in-totum (como ciência, filosofia e religião). Então, além daquelas séries enumeradas no início destas considerações existem mais duas séries: a de História e a do Espiritismo.

Conan Doyle verificou, desde logo, que realmente os ensinos dos Espíritos lançavam forte luz sobre todas as passagens evangélicas, tanto que o levou a escrever, em seu livro intitulado “História do Espiritismo”, estas palavras:

“Perguntar-se-á por que as antigas religiões não salvam o mundo de sua degradação espiritual. Responderemos: todas tentaram faze-lo, mas todas têm fracassado. As Igrejas que as representam degeneraram e se tornaram mundanas e materiais. Perderam o contato com a vida do espírito e se contentaram com o referir-se aos tempos antigos e entregar-se a umas orações e a um culto externo à base de tão arrevesadas e incríveis teologias, que a inteligência honrada sente náuseas só em pensar nelas. Ninguém há se mostrado tão céptico e incrédulo acerca das manifestações do Espiritismo como o clero, não obstante ostentar uma crença que só se funda em fatos análogos aos nossos, ocorridos outrora; sua absoluta negativa em aceitar agora esses fatos, dá a medida da sinceridade de suas convicções.”

O Espiritismo exerceu notável influência na vida de Conan Doyle, e tanto isto é verdade que, em seu precioso livro “A Nova Revelação”, ele se serviu das palavras do grande pensador e poeta Gerald Massey, para externá-las como suas: - “O Espiritismo foi para mim, do mesmo modo que para muitos outros, como que uma elevação do meu horizonte mental e a entrada do céu. Foi como que a fé a se formar dos fatos. Tanto assim que a vida, sem ele, eu só a posso comparar a uma travessia feita, a bordo de um navio com as escotilhas fechadas, por um prisioneiro que vivesse todo o tempo alumiado pela luz de uma vela e a quem, de súbito, numa esplêndida noite estrelada, permitissem subir pela primeira vez ao tombadilho, para contemplar o prodigioso mecanismo do firmamento, flamejando a glória de Deus.”

Na seara espírita é respeitado e admirado como valoroso propagador da Terceira Revelação, pela firmeza de suas convicções, pela lisura de seu procedimento e pela honestidade e distinção com que discutia os postulados do Espiritismo e respondia às criticas adversas.

Ele preferiu ficar com o Espiritismo, porque no seu entender a verdade pairava muito acima de qualquer privilégio humano, e a verdade estava toda inteira no Espiritismo!

Arthur Conan Doyle faleceu em 7 de julho de 1930, em Cowborough (Susex), após viver 71 anos bem proveitosos.

 

 

 

 

Pensamentos

 

O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier

 

 

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