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Desde épocas remotas,
têm surgido na Terra médiuns dotados das mais variadas faculdades, dependendo
da aptidão orgânica de cada um deles. E Charles Foster se inclui no rol
daqueles que mais se notabilizaram pela importância do trabalho realizado.
Além de clarividente de grande poder, possuía, Foster, a interessante e
raríssima faculdade de exibir na pele, principalmente no antebraço, as iniciais
dos nomes dos Espíritos que se comunicavam com ele. Esse fenômeno foi
severamente examinado por várias figuras de renome internacional, que não
puseram dúvida alguma quanto à veracidade do fato.
Mas, não foram somente a vidência e as letras que se manifestaram em Foster:
mantinha ele, também, conversação com entidades desencarnadas, como ocorreu com
Cervantes, Camões, Virgílio e outros.
Conta-nos Mr. George C. Barlett, autor da obra "The Salem Seer" (O
Vidente de Salem) que, certa feita, quando se encontrava nos aposentos de
Foster, foi por ele acordado, às duas horas da madrugada, dizendo "George,
quer fazer o favor de acender o gás? Eu não posso dormir: o quarto está cheio
da família de Adams e parece que estão escrevendo seus nomes em mim".
Com efeito, Mr. Adams o havia procurado durante o dia anterior para uma
consulta, tendo Foster, através da vidência, observado que muitos Espíritos
ficaram em sua companhia.
E continuando o relato, Mr. Barlett conclui, dizendo: "E com grande
admiração minha, a lista de nomes da família Adams estava gravada em seu corpo.
Contei onze nomes diferentes: um estava gravado na testa, outros nas
costas".
Temos notícia de que esse tipo de fenômeno tem se verificado, constantemente,
nas mãos e nos pés das beatas, o que parece ter muita semelhança com o dom das
letras que Foster apresentava sobre a pele.
Fonte: ABC do
Espiritismo de Victor Ribas Carneiro
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