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“A vida que
simplesmente passa, é rotina. A vida que em cada momento é sentida é realmente
vida! Que no ano que se aproxima possamos viver e sentir os bons momentos
presentes em cada dia, para que sejam realmente inesquecíveis”!
A
inteligência divina, penetrante à nossa observação maior, é seiva indefinível
que nutre todos os seres, clareia todas as consciências, palpita em todos os
corações, vibra em todos os gestos, passeia em todas as frases a aflui em todas
as descobertas. Honesto aos olhos de Deus será aquele que, possuído de
abnegação e amor, consagra a existência do bem, ao progresso dos seus
semelhantes; aquele que, animado de um zelo sem limites, for ativo na vida;
ativo no cumprimento dos deveres materiais, ensinando e exemplificando aos
outros o amor ao trabalho; ativo nas boas ações, sem esquecer a condição de
servo ao qual o Senhor pedirá contas, um dia, do emprego do seu tempo; ativo
finalmente na prática do amor de Deus e do próximo. O mandamento: ”Honrai a vosso
pai e a vossa mãe” é um corolário da lei geral de caridade e de amor ao
próximo, visto que não pode amar a seu próximo àquele que não ama a seu pai e a
sua mãe; mas, o termo honre encerra um dever a mais para com eles: o da piedade
filial. Honrar a seu pai e a sua mãe, não consiste apenas em respeitá-los; é
também assisti-los na necessidade; é proporcionar-lhes repouso na velhice; é
cercá-los de cuidados como eles fizeram conosco, na infância. Cada hora, no
relógio terrestre, é um passo do tempo, impedindo-te às provas de que
necessitas para a sublimação do teu destino.
Cenyra de Oliveira Pinto, grande escritora, nasceu em São Fidélis, estado do Rio de Janeiro, no dia 25 de novembro de
1903 e faleceu em outubro de 1996, no Rio de Janeiro, totalizando 93 anos de
vida, bem vividos e direcionados para a vida espiritual. Tendo como seu guia o
espírito de Jacy e sob a inspiração dele escreveu extensa obra, incluindo
passagens de apoio moral, peças teatrais e diversas músicas. Cenyra Pinto como
era mais conhecida foi fundadora do (MARA) Movimento Assistencial Roda de Amor.
Durante mais de trinta anos, Cenyra de Oliveira Pinto foi dos autores
espirituais mais populares do país. Nascida em berço católico, começou a
trabalhar muito cedo, auxiliando o pai na sua loja. O gosto de escrever surgiu
ainda quando residia no interior do Estado. Na década de vinte, publicou várias
colaborações em revistas campistas e cariocas. Em 1929, mudou-se para o Rio de
Janeiro, onde passou o resto de sua vida e onde se iniciou no Espiritismo. Com
uma violenta crise de depressão, foi levada a um centro por amigos. O
diagnóstico foi imediato: “mediunidade descontrolada”. Educando sua
mediunidade, revelou dons de psicografia. Figura atualmente do movimento
espírita, Cenyra foi uma das fundadoras do Movimento Assistencial Roda do Amor.
Sua produção literária, sob inspiração do guia espiritual Jacy, começa na
década de sessenta. Em 1963, publicou “Levanta-te e Anda”, a que se sucederam
outros belíssimos sete livros, peças teatrais e letras de músicas, reunidas em
dois discos. Cenyra desencarnou em 1996. A espírita tem uma folha enorme de serviços prestados à
doutrina espírita, deveria ser mais reconhecida pelas obras que deixou, pelas
peças de teatro e músicas, uma biografia muito vasta, porém pouco explorada e
este pequeno estudante de jornalismo juntando dados aqui e ali tenta reconstruir
a imagem desta guerreira do Espiritismo, com pouca divulgação no movimento
espírita.
Suas
obras: Uma Voz no Silêncio (poesias); Levanta e Anda; Vem!...; Eu Sou o
Caminho; A Verdade e a Vida; Conversa com a Vida; Momentos de Reflexões
(pensamentos e poesias); Estou Aqui (Memórias). Seus discos: Mensagem e Vozes
no Templo, suas peças teatrais: Nos Domínios da Mente (Peça Filosófica); A
Última Lágrima. Num de seus livros que tem como título Conversa com a Vida pude
observar que esta obra que se propõe a convidar as criaturas a confabularem
consigo mesmo despertando-lhes o interesse por tudo que se passa no seu íntimo,
a fim de que manifestem as descobertas desse encontro no mundo exterior. A
primeira parte da obra se compõe de depoimentos de pessoas atingidas por
grandes infortúnios e que encontram a solução dos seus problemas de forma
diferente. A segunda parte contém mensagens de estímulo e confiança. Com seu
estilo simples e despretensioso, Cenyra Oliveira Pinto sabe como ninguém chegar
ao coração dos leitores, sendo capaz de descobrir riquezas em tudo e de extrair lições de sabedoria e bondade nas
situações mais comuns.
Dentro
das minhas possibilidades foi isso que consegui extrair e colocar a disposição
dos interessados alguns aspectos da vida desta espiritista que trabalhou com
denodo, dedicação e amor a causa da doutrina mais bela do mundo. E para não
passa em branco queria abrilhantar, diamantizar, aurear esta matéria colocando
como agradecimento uma passagem literária do inesquecível Francisco de Paula
Cândido Xavier em homenagem a Cenyra Pinto. Da Sabedoria Popular: Evita o
excesso de adorno. De ovelha muito louçã; Toda gente se aproxima; E todos
desejam lã. Quando ouvires descrições; De dinheiro e santidade, Escreve as
anotações; Na metade da metade. Deus te guarde de boi manso; Que até hoje vive
em paz, Que touro bruto e bravo; Tu mesmo te guardarás. Procura falar no fim.
Espera... Ao cair dos muros; Aparecem, muitas vezes, Serpentes, pedras,
monturos. Quem, na casa paternal, Nunca sofre, nem atura, Em chegando ao mundo
vasto; Espere por desventura. Não peças à Providência; Muito almoço, muita
ceia, Que de carne farta e gorda; A sepultura está cheia. De nada valem bons
verbos; E códigos de bom-tom, Se viver falando a esmo; Sem praticar o que é
bom. No serviço edificante; Seja onde for, sê bem vindo! Recorda que enquanto
dormes; Teu trabalho está dormindo. Não te dês à bajulice. O mais infeliz
cortesão; perde a paz da vida livre; E acaba na escravidão. Se resistires à
verdade, Sarcástico, altivo e forte, Será por ela esperado; No campo de dor da
morte.
Casimiro Cunha - Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Descansa em
paz irmã Cenyra de Oliveira Pinto. Assim seja.
Fonte:
Biografia elaborada por Antônio Paiva Rodrigues – Estudante de jornalismo, oficial
superior da polícia militar, acadêmico de letras da ALOMERCE e gestor de
empresas
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