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 Auta de Souza

 

 

 

Nascida em Macaíba, então Arraial, depois cidade do Rio Grande do Norte a 12 de setembro de 1876, Auta de Souza era filha de Eloi Castriciano de Souza e de D. Henriqueta Rodrigues de Souza. Muito cedo a pequena Auta conheceu a orfandade, sua mãe desencarnou antes dela completar 3 anos e seu pai quando ela tinha 4 anos, ambos vítimas da tuberculose.

Auta e seus quatro irmão passaram a ser criados em Recife pela avó materna, D. Silvina Maria da Conceição de Paula Rodrigues, conhecida como Dindinha, e pelo seu marido Sr. Francisco de Paula Rodrigues de Souza que desencarnou quando a menina tinha 6 anos.  Quatro anos depois, na noite de 16 de fevereiro de 1887, outra experiência dolorosa marcou a vida dela, seu irmão Irineu Leão Rodrigues de Souza foi vítima de um incêndio produzido pela explosão de um lampião de querosene que lhe tioru a vida.

Antes de completar 12 anos, Auta foi matriculada no Colégio São Vicente de Paulo,  onde recebeu carinhosa acolhida por parte das religiosas francesas que dirigiam a instituição e que lhe ofereceram primorosa educação: Literatura, Inglês, Música, Desenho e aprendeu a dominar também o Francês, o que lhe permitiu ler no original: Lamartine, Victor Hugo, chateubriand, Fénelon.

No ano de 1890, aos 14 anos de idade, manifestaram-se os primeiros sintomas da tuberculose que lhe debilitou as forças da juventude e que acabou por levá-la ao desencarne na madrugada de 7 de fevereiro de 1901, aos 24 anos de idade.

Apesar da sua religiosidade e da sua enfermidade sempre procurou levar uma vida normal em sociedade. Aos 16 anos enamorou-se do jovem João Leopoldo da Silva Loureiro a quem dedicou profundo amor, entretanto em função da progressão da doença acabou convencida por seus irmão a romper o compromisso com o rapaz.

Era sempre vista lendo para as crianças pobres, para mulheres humildes ou para os velhos escravos.

Apesar de todo o sofrimento por que passou, Auta nunca perdeu a fé e o amor a Jesus e buscou nas suas experiências inspiração para escrever uma obra poética das mais belas, "Horto", seu único livro, que foi publicado em 20 de junho de 1900, é uma manifestação de dor, mas também de fé cristã.

Em 1936, através da abençoada mediunidade do apóstolo Chico Xavier, voltou a transmitir suas poesias que foram incluídas na primeira edição de Parnaso de Além Túmulo, lançado pela Federação Espírita Brasileira.

Em 14 de novembro de 1936, houve a instalação da Academia Norte-Rio Grandense de Letras, com a poltrona XX, dedicada a Auta de Souza.

 

 

 

 

Pensamentos

 

O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier

 

 

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