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 Antônio Wantuil de Freitas

 

 

 

Filho do Capitão Joaquim Olinto de Freitas e de D. Virgínia Maria de Freitas, Antônio Wantuil de Freitas nasceu em 23 de outubro de 1895 na cidade do Patrocínio do Muriaé (MG). Logo ao cinco anos de idade ficou órfão de pai e foi criado com dificuldade pela mãe. Graças a ajuda dos irmão conseguiu, aos 18 anos, se formar farmacêutico na famosa Escola de Farmácia e Odontologia "O Granbery" em Juiz de Fora (MG) passando a partir daí a dirigir várias farmácias em Minas Gerais.

Aos 22 anos o desencarne de sua mãe representa outro golpe em sua vida. Em 1919 Wantuil casou-se com D. Zilfa Fernandes de Freitas com que teve sete filhos e que foi para ele uma companheira valorosa e que muito o ajudou nos momentos difíceis da vida. Cinco anos depois, foi para o Rio de janeiro onde passou a trabalhar como farmacêutico industrial

Homem afeito a leitura, Wantuil tinha especial interesse por tudo que tivesse ligação com religiões e filosofia buscando encontrar a resposta para as suas dúvidas e anseios, até que em 1932, convidado por um amigo para assistir a uma sessão espírita, ele presenciou fatos para os quais não encontrou explicação e passou então a estudar compulsivamente o Espiritismo e após ler grande número de obras espíritas e constatar em seu próprio lar uma série fenômenos mediúnicos, converteu-se definitivamente a Doutrina Espírita. Neste mesmo ano Wantuil ingressou como sócio remido na Federação Espírita brasileira e já no ano seguinte participava do conselho federativo da FEB.

No ano de 1936 tornou-se sócio efetivo da FEB e foi logo convidado pelo então presidente Guillon Ribeiro para participar das eleições da FEB, sendo eleito e empossado como Gerente da revista  REFORMADOR.

Dotado de grande inteligência, trabalhou muito em prol do movimento espírita  e deu grande impulso ao Reformador, conseguindo atingir a tiragem de 40.000 exemplares, um feito extraordinário para época. Foi também um do seus principais e mais assíduos articulistas, além dos livros, opúsculos e folhetos que escreveu. Em 13 de junho 1939 foi protagonista de um episódio de grande impacto  nos jornais da época, quando sozinho, defendeu o Espiritismo na Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, do qual era sócio, e onde existia um forte movimento contra o Espiritismo.

Em 1943, após o desencarne de Guillon Ribeiro, Wantuil foi eleito presidente da FEB, e já no ano seguinte enfrentou um grande desafio, quando surgiu o “caso Humberto de Campos”, em que a viúva do escritor promoveu em Juízo uma ação declaratória contra a Federação Espírita Brasileira e Francisco Cândido Xavier. Wantuil tomou as rédeas dos fatos e partiu imediatamente para a ação, coordenando um grupo de valiosos colaboradores para ajudarem o patrono da causa, Dr. Miguel Timponi, na defesa, que ficou pronta em pouco mais de dez dias e fez parte do livro - “A Psicografia ante os Tribunais”.

Defensor que era do movimento espírita, Antônio Wantuil, durante o governo de Getúlio Vargas (1941 a 1945), protagonizou momentos importantes da história do Espiritismo. O movimento Espírita era muito perseguido, inclusive através de portarias que impediam a reunião de seus membros. então em março de 1945 ele compareceu a quando foi ao Ministério da Justiça para enfrentar um interrogatório realizado por um verdadeiro tribunal, composto de um General, de um Almirante e do próprio Ministro. Enfrentou a comissão com destemor e brilhantismo. Alguns meses depois, em julho de 1945, esteve com o próprio presidente em audiência conseguindo reduzir as perseguições ao Espiritismo.

No ano seguinte criou o departamento editorial da FEB e iniciou a construção dos prédios que ele denominou de "Cidade do Livro". Em 1948 começaram a funcionar as primeiras máquinas impressoras, dando grande impulso a divulgação espírita.

No ano seguinte, em 5 de outubro, Wantuil participou de outro capítulo importante na história do movimento espírita nacional, a realização da Grande Conferência Espírita no Rio de Janeiro, de que resultou a Ata de Unificação, pouco depois denominada “Pacto Áureo”. Wantuil foi o autor dos dezoito itens com que se lavrou essa Ata. Entre suas disposições estava a criação do Conselho Federativo Nacional, oficialmente instalado em lº de janeiro de 1950.

Foi também graças aos esforços de Wantuil, assessorado por dedicados companheiros que nasceu a sede da Federação Espírita Brasileira em Brasília (DF), num terreno doado pela Novacap, com escritura assinada, em 1965.

Wantuil permaneceu à frente da FEB até 1970, após 27 anos de serviços prestados ao movimento espírita nacional.  Desencarnou em 11 de março de 1974 na cidade do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

Pensamentos

 

O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

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Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier

 

 

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