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Jornal O Divulgador Espírita
Informam-nos os grandes pesquisadores médicos-espíritas,
na área da psiquiatria
e da psicologia, que podemos perfeitamente
compatibilizar a Psicologia e a Psiquiatria com o Espiritismo, e mais, que é
impossível, em verdade, ser um legítimo psiquiatra ou psicólogo relegando-se o
aspecto espiritual a segundo plano. Tampouco as respostas conclusivas sobre
doenças mentais não virão pelo organicismo ou pela Psicanálise de Freud (1856-1939),
- cujas bases fundamentais são: a) pressuposição de processos mentais
inconscientes; b) o reconhecimento da resistência e repressão; c) a importância
da sexualidade e da agressividade; d) o complexo de Édipo.
Na revista Reformador, número 2.042, publicada pela
FEB, às páginas 30 e 31 encontramos bons mananciais de esclarecimento a estas
questões (A Paranormalidade à luz das Ciências Psíquicas, Washington L. N.
Fernandes).
A Psicologia “confundia-se com a filosofia desde a
antiguidade, começando sua autonomia com trabalhos principalmente de Gustav
Fechner (1801-1887), que aliás muito se interessou pelos fenômenos paranormais,
e Wilhelm Wundt (1832-1920). (...) Seus ramos podem ser divididos segundo
vários referenciais, a saber: Segundo o Campo de Atividades, Segundo suas
Aplicações Práticas (Psicotécnica) e Segundo o Tipo de Investigação e Método.”
A Psiquiatria “teve em Philippe Pinel (1745-1826) um
dos seus grandes iniciadores. Representa
uma Parte da Medicina que se dedica ao estudo e tratamento das doenças mentais
(distúrbios de comportamento). Hoje a Classificação Clínica se apresenta como:
Doenças Mentais Agudas (as Síndromes maníaco-depressivas, Síndromes delirantes
e alucinatórias, Síndromes confuso-oníricas); Doenças Mentais Crônicas
(desorganização do ser consciente), apresentando-se como os Transtornos
Neuróticos, Transtornos Psicóticos e Histéricos; as Psicoses delirantes crônicas,
sistematizadas (Paranóia), fantásticas (Parafrenia) e autistas (Esquizofrenia);
e as demências.”
“(...)À luz da Doutrina Espírita, os fatos paranormais
são estudados sob várias
angulações, sendo o mais completo estudo da natureza
fisiopsíquica da criatura humana, até hoje apresentado (...)”
Significa dizer que, tanto para os fenômenos anímicos
e/ou mediúnicos, que a psicologia considera como casos de Criptomnesia (gr.:
Kripton – oculto; mnésis – memória) ou Pantomnesia (gr.: panto – todas as
coisas; mnésis – memória) que substituiriam a hipótese espírita, bem como, para
a Psiquiatria, catalogáveis como Doenças Mentais ou Desequilíbrios psicopatológicos,
encontramos possibilidades lógicas de explicação, com um sem número de
alternativas que partem dos princípios básicos doutrinários espíritas, que
levantam o véu existente sobre estas questões, a saber: - Mediunidade;
Animismo; Fatos correntes de Anormalidade Fisiológica e/ou Psíquica; Crendices
e superstições falsamente consideradas; Obsessões.
Busquemos um exemplo citado pelo Psiquiatra Iso Jorge
Teixeira, professor de Psicopatologia e Psiquiatria da Faculdade de Ciências
Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, publicado no Jornal
Espírita – São Paulo (janeiro de 2000): “um paciente dependente de cocaína,
apresenta fenômenos alucinatórios auditivos e visuais e idéias deliróides
persecutórias. Não há dúvida, atualmente, que as aminas cerebrais
(particularmente a dopamina) estão em disfunção nesta pessoa. No entanto, o móvel
que o levou e o leva ao uso e abuso da droga não deve ser explicado por disfunção
dopaminérgica nem, fantasiosamente, como o fazem os psicanalistas, como
expressão de homossexualismo reprimido, latente, até porque é relativamente
freqüente o homossexualismo manifesto em tais dependências. Ao iniciar o uso de
droga, o exercício do livre-arbítrio deste paciente estará comprometido, ou por
obsessão ou por falência na assunção do compromisso reencarnatório (lei de
causa e efeito), e isto pode ser comprovado cientificamente com metodologia espírita, rigorosa, preconizada por
Allan Kardec, com o critério de “concordância universal”, tão esquecido pelos
que se dizem espíritas...” Como afirma Bezerra de Menezes, em “A loucura sob
novo prisma – Estudo psíquico fisiológico (2a Ed. FEB, Rio, p. 36): “Se o homem
fosse exclusivamente matéria e se o maquinismo humano se compusesse exclusivamente
de órgãos materiais, desde que se desse a suspensão da vida de relação,
impossíveis seriam manifestações daquela ordem.”
“A matéria dorme, logo dorme o homem!”
“Entretanto,
não somente os anestesiados, hipnóticos ou magnéticos, dão mais brilhantes
manifestações daquela ordem de fenômenos, do que no estado ordinário.”
“A matéria dorme; não, porém, o homem!”
“É prova
dedutiva do fato experimental de que o homem não é só matéria, de que há nele
outro elemento, cuja atividade subsiste enquanto se suspende a dos órgãos
corporais, e de que esse elemento, desprendido da matéria corpórea, estende a
vista infinitamente além do espaço, que pode alcançar a do corpo.”
Fonte:
Associação dos Divulgadores Espíritas/RS
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