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Joanna de Ângelis
(Espírito)
Tudo se irradia em a Natureza, produzindo
vibrações específicas que se identificam umas com as outras, estabelecendo
vínculos que se transformam em harmonia do conjunto.
No que tange ao ser humano, esse processo é
mais expressivo em razão das ondas de simpatia ou de antipatia que decorrem da
presença ou ausência de afinidade entre os mesmos.
Há, no entanto, uma influenciação sutil, que
passa despercebida e merece consideração.
Referimo-nos à identificação de idéias e
propósitos, que certos indivíduos recebem noutros, passando a receber-lhes o
magnetismo e deixando-se impregnar.
Quando essa força se exterioriza de pessoa
boa, nobre e generosa, produz salutar efeito sobre aquele que se deixa
arrastar, assimilando-lhe as vibrações e os exemplos edificantes de que passam
a dar mostras após o convívio estabelecido.
Quando, porém, se trata de criatura enferma
do caráter, portadora de imperfeições morais danosas, a sua subjugação se
transforma em efeito nefasto para quem lhe padece a injunção.
Sentindo-se atraído pela influenciação
daquele com quem convive, cabe a cada um desidentificar-se desse arrastamento e
sintonizar com Jesus, que é o único modelo para a humanidade terrestre.
Assimilar as boas impressões é muito importante,
mantendo, porém, a própria individualidade, desde que, cada Espírito possui
específico patrimônio, e tem por meta, em razão dos seus atos passados, a
renovação interior e a auto-recuperação conforme as forças de que disponha.
O tarefeiro possui compromisso pessoal
intransferível com a realização que deve operar. Os estímulos que recebe
constituem-lhe valiosa contribuição que o não deve afastar do dever sob
fascínio diferente.
Outrossim, deixando-se conduzir pelas
interferências negativas, quando é portador de discernimento e razão,
torna-se-lhe o fato um gravame perturbador.
Nesse panorama, todavia, ocorre uma
influenciação que merece ser examinada com cuidado.
Quando se exterioriza de uma pessoa
saudável, os Bons Espíritos a utilizam discretamente, a fim de auxiliar os seus
pupilos e aprendizes, influenciando-lhes ânimo e orientações com que os
auxiliam ao fortalecimento e à coragem para a luta de crescimento interior e de
auto-iluminação.
Velando por eles, quando não os conseguem
alcançar diretamente, os induzem às boas companhias, aos convívios edificantes.
Por outro lado, aqueles que se afinam com os
maus, igualmente passam a receber influenciações perturbadoras dos Espíritos
perversos, que se comprazem em perseguir e infelicitar por prazer, por inveja
ou por desforço injustificado.
Iniciam-se, nesse caso, obsessões de uns
encarnados por outros, por sua vez vítimas também de sutis interferências
espirituais perniciosas.
Conforme a condição moral e mental de cada
indivíduo, a sintonia é feita na mesma faixa vibratória.
Eis porque a todos cumpre manter-se em
atitude vigilante para bem discernir e em freqüência de oração, de modo a
elevar-se vibratoriamente, ascendendo em aspirações e idéias, portanto, em
campos vibratórios de influenciações felizes.
Simão Pedro, interrogado por Jesus, a
respeito da Sua procedência, respondeu emocionado, em sintonia com o psiquismo
superior, que Ele era o Messias aguardado.
Logo depois, porque o Benfeitor Celeste
informasse que deveria descer a Jerusalém para sofrer e dar o testemunho, ficou
atemorizado, e disse, intempestivo: - Nós não o deixaremos...
Advertindo-o, e aos demais companheiros, o
Mestre exprobou-lhe a conduta: - Afasta-te de mim, satanás, e não tentes o
teu Senhor, referindo-se, naturalmente, ao Espírito insensato e leviano que
tomara o pescador invigilante.
Procura, desse modo, também tu, identificar
a onda de influenciação que te envolve e descobrir-lhe a procedência, a fim de
elegeres aquela que te beneficie, sem que interfira ou perturbe a tua individualidade
ou a tua tarefa.
(Página psicografada pelo médium Divaldo P.
Franco, em 31-03-1997, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador-BA).
"Assimilar as boas impressões é muito
importante, mantendo, porém, a própria individualidade"
Fonte: Jornal Mundo Espírita de Junho/1997
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