Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

 

Menu

 

Aconteceu

Arte Espírita

Artigos

Biografias

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Doutrina

Enquete do mês

Entrevista do mês

Espiritismo e ciência

Espiritismo e filosofia

Espiritismo e religião

Eventos

Filmes espiritualistas

Instale o Paltalk

Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas (LIHPE)

Livro do mês

Mensagens

Obras básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e espiritismo

Perguntas e Respostas

Sala Filosofia Espírita

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

Vocabulário Espírita

 

 

 

 

 

 

 

Depressão e Amor-Próprio

 

 

Adenáuer Novaes*

 

psicologicamente,
quando uma pessoa doa muito,
costuma exigir muito.


Testes para alcançarmos a felicidade.
Ela também nos oferece múltiplas possibilidades de fazê-lo. Os desafios, embora se constituam em obstáculos que exigem muita energia, são permeados de alegrias e prazeres naturais. Para vencê-los, ora estamos numa postura de doação, ora estamos noutra de recepção. Quando doamos, corremos o risco de nos alienarmos de nós mesmos. Quando recebemos, corremos idêntico risco de nos ausentarmos do mundo. Doar e receber são atitudes diante da vida que exigem equilíbrio para não resvalarmos pela alienação ao interno ou ao externo. A doação não deve ser um fim em si, mas um meio de conhecer a si próprio e ao mundo. Psicologicamente, quando uma pessoa doa muito, costuma exigir muito. Ela cria expectativas em relação ao seu próprio ato e, muitas vezes, ao comportamento de quem lhe recebe os benefícios. O ato de doar deve ser seguido de uma preocupação em fazer crescer quem recebe o benefício, na mesma medida em que o doador se preocupa com seu autocrescimento.

É comum verem-se pessoas que passaram boa parte de suas vidas em tarefa de doação, entrando em depressão. Às vezes, elas próprias não compreendem a causa, decepcionando-se com a vida. Isolam-se e evitam quem possa ajudá-las. Perdem o apetite ou mesmo passam a comer demais. Têm o sono reduzido, quando não conseguem levantar da cama pelo seu excesso. Lamentam-se na solidão de seus pensamentos, evitando o contato com as pessoas que mais amam. Descuidam-se afetivamente. Entram num sentimento de autopiedade e reclamam de Deus pelo seu estado. Às vezes, reduzem sua mobilidade, evitando sair ou exercitar-se, pois se cansam com facilidade. Noutras oportunidades, para vencer a fase crítica pela qual passam, agitam-se saindo muito ou buscando manter-se em atividade constante. Não observam que perderam o interesse pelas atividades mais simples e cotidianas da vida, ficando indiferentes às ocorrências do dia-a-dia. Por conta disso culpam-se ou se sentem inúteis. Simultaneamente, perdem o interesse pela atividade sexual natural e diminuem a capacidade de se concentrar. Sentem tristeza e angústias profundas. Algumas, porque são mais frágeis psicologicamente ou por influência obsessiva, pensam em suicídio. Em resumo, perderam o amor-próprio e o endereço de Deus.

Viver é uma arte que exige habilidade e flexibilidade. Nenhum ato humano deve ser definitivo e tampouco pode se fazer de uma existência o degrau mais alto para se conquistar a felicidade. A vida deve ser vivida como se caminhássemos por uma longa estrada cujo fim a vista nunca alcança. Quando se quer viver a vida, deve-se viver o presente com o olhar para o futuro, sem esquecer do passado para melhor compreendê-la.

Devemos sempre estar atentos aos sutis mecanismos psicológicos que estão subjacentes às nossas intenções. O que nos parece um ato de livre vontade pode estar encobrindo uma culpa ou um complexo. Um certo senso crítico aos próprios atos é sempre desejável, pois ninguém no mundo tem o completo discernimento da realidade que lhe garanta estar sempre atuando adequadamente na vida. Quando pensamos excessivamente em circuito fechado, sem admitir a entrada de outras opiniões em nosso mundo, podemos cair no egocentrismo doentio. O movimento contrário como forma de resolver o conflito, pode ser outro equívoco. É preciso, antes de qualquer atitude para reverter a situação, entrar em contato com os motivos que levaram a pessoa àquele estado depressivo.

Muitos são os problemas que podem promover a chamada depressão. Dentre eles assinalo alguns que, inevitavelmente, a maioria de nós enfrenta. Viver num mundo extremamente competitivo sentindo-se frágil e impotente; acostumar-se à rotina sem as compensações desejadas; viver em contato com pessoas agressivas sem coragem para enfrentá-las com equilíbrio; viver sem ser amado (a); viver sob pressão profissional sem recompensas satisfatórias; não ter um sentido para a vida nem saber por onde começar; não ter uma religião que lhe responda suas questões mais íntimas; viver sendo inferiorizado por alguém e sem auto-estima para mudar a situação; lidar com doenças persistentes sem diagnóstico específico; viver em condições financeiras no limite ou abaixo dele; não resolver seus problemas e necessidades sexuais; lidar com a morte pessoal e de terceiros; administrar perdas e rejeições naturais na vida; lidar com as ingratidões e incompreensões típicas do ambiente familiar; experimentar as agruras da solidão; não aceitar as transformações e alterações físicas decorrentes da idade; não entrar em contato com suas próprias limitações.

Como é praticamente inevitável atravessar a maioria desses problemas, devemos nos prevenir antes que aconteçam. Um dos antídotos que poderemos utilizar para isso é a vivência do Espiritismo de forma equilibrada e harmônica, sem sectarismo ou rigidez. A consciência da imortalidade da alma e a autodeterminação do próprio destino são fundamentais para que se alcance um estado que evite a depressão.
Nenhum ser humano é uma ilha que possa sozinho resolver sua própria busca. A conexão íntima que fazemos com Deus, com o próximo e conosco, é alavanca para uma vida feliz e harmônica. Nossa vida deve ser vivida com entusiasmo e alegria, mesmo diante de dificuldades múltiplas. Quem olha muito para baixo, isto é, para o negativo, esquece que dentro de si mesmo mora o sol, que é Deus. É preciso mirar o horizonte e acertar nas estrelas. Essas estrelas são o coração do outro que conosco convive. Buscar acertar o coração das pessoas nos leva ao encontro do divino em nós.

 

Fonte: Revista Literária Espírita.

*Adenáuer Marcos Ferraz Novaes é engenheiro, cursou Filosofia na Universidade Católica de Salvador e Psicologia na Universidade Federal da Bahia; é psicólogo clínico e do Centro Espírita da Casa de Redenção Joanna de Angelis. Ministra cursos terapêuticos e com atendimento clínico individual.

 

  

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.

Nedstat Basic - Free web site statistics