|
Vera Meire Bestene
“Pedi, e abrir-se-vos-á;
buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á” Jesus
Mateus 7.7
A Terra, no sistema universal, é um planeta
destinado a provas e expiações. Tudo temos para alcançar a tão almejada
felicidade, entretanto necessário se faz um remover de obstáculos e uma entrega
total à Deus.
Nós, seres humanos, somos seres em
desenvolvimento, em progresso, entretanto não somos seres primitivos, espíritos
criados recentemente por Deus. Por já termos tido vivências anteriores e algum
progresso em nosso desenvolvimento, estamos na Terra, onde teremos a
oportunidade de melhorar mais e nos aprimorarmos no bem. Para tanto precisamos
passar por provas e expiações, conforme nossas necessidades e o tanto que
tenhamos deixado pendente para nossa evolução no bem.
Deus, infinitamente bom, ser soberano, com
atributos individuais que só a ele competem, como é o caso da perfeição, nos dá
a oportunidade de cumprir com nossos desígnios e, nesta existência, nossas
provas e expiações que, quando nos são apresentadas, vêm em forma de problemas,
de dificuldades, de obstáculos. Muitas vezes nós temos a sensação de que as
provas e expiações são indevidas, que nada fizemos para isto, ou mesmo não
contribuímos com nada de ruim. É possível que aparentemente assim o seja,
entretanto não podemos afirmar isto com a mesma convicção quando lembramos que
nada conhecemos de nossa vida pretérita e é possível que na balança do bem e do
mal que trazemos para esta existência, esteja pesada demais no mal.
Nossa reação, quando nos surgem problemas, é
entrar em pânico, desesperados, angustiados, depressivos, com toda sorte de
sofrimentos que podemos atrair para nós. Não que este seja o caminho correto e
o melhor a fazer. Não. Mas é o que habitualmente fazemos. Entretanto quando
tomamos esta postura, quando nós estamos absolutamente entregues a pensamentos
pessimistas, logicamente não podemos fazer nada além de nos conectarmos com os
espíritos que estejam nesta faixa de energia, não recebendo nenhuma beneficio
deles, nenhuma indicação de solução ou caminho mais leve ou suave que nos leve
a resolução dos problemas. Desta forma abrimos nossos canais às obsessões, e
deixamos com que nossos problemas nos estrangulem, nos incapacitem de lutar.
O primeiro passo para quebrar, interromper
este ciclo de autodestruição do pensamento, das ações coerentes, é a entrega do
problema a Deus, é construir o edifício dos valores de moral cristã, é a
vontade de estar com Ele e sentir n'Ele a ajuda necessária. Esta entrega total
é sempre tomando por base que se há de ter fé, acreditar na ajuda divina, pois
que a fé é fundamental, mas exige que seja raciocinada, coerente, ampla e de
verdadeira confiança em Deus e é feita através da oração.
A descontração e o relaxamento nos levam a
abrir caminhos ao entendimento e a boa conversa com Deus. Depois, a meditação,
descobrindo o eu profundo, o imo do ego, acreditando fielmente que teremos Deus
para nos ajudar a resolver os problemas, para nos orientar qual o melhor caminho
a seguir. Permitimos assim que Deus aflore em nossa mente, em nosso corpo e
retire o bloqueio pessimista que nos embota a visibilidade dos benefícios que
se farão claros através da oração.
Mas precisamos lembrar que Deus é a Luz e
perdão não havendo trevas no caminho que nos leva à ele. Jesus nos disse que
“todo o que pede, recebe; o que busca, encontra e o que bate, abrir-se-vos-á”.
Nossa atitude de humildade e confiança, nosso viver íntegro e calcado no bem,
no amor ao próximo, no perdão, na caridade ampla e irrestrita, proporciona um
andar na luz, mantendo comunhão com Deus, são atitudes de conquista das bênçãos
divinas que nos permite, conforme nosso merecimento, minimizar sofrimentos e
amenizar dores.
Deus é bondade suprema, ele nos proporciona,
a cada vida terrena, a oportunidade de passar por provas e expiar as falhas
havidas nessa ou em vidas pretéritas. Nós, no exercício do livre arbítrio, da
fé, paciência, esperança e principalmente caridade, teremos aberto o canal de
encontro com Deus e, certamente poderemos vê-lo em nosso imo absoluto, pois que
Ele está em nós e nós estamos n'Ele e assim superaremos obstáculos e
entregar-nos-emos a Deus.
Fonte: Boletim GEAE Número 470 – fev/2004
|