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Grupo Espírita Seara de Deus
OBSESSÃO
Allan Kardec, em o Livro dos Médiuns, Cap.
XXIII, destaca a obsessão como o mais difícil escolho da prática do
Espiritismo. Neste capítulo, ele demonstra como a influência malévola dos
Espíritos age sobre determinados médiuns, colocando-os em processos graves de
fascinação, de subjugação, ou envolvendo-o fluídica e mentalmente.
Os motivos que levam a esta influenciação
espiritual são os mais diversos, entretanto, a finalidade principal é prejudicar
a tarefa mediúnica.
Neste estudo, abordaremos este tema de forma
genérica, visto que a obsessão grassa atualmente, em larga escala, ostensiva ou
de modo sutil em grande parcela da Humanidade. Grande, pois, é o número
daqueles que buscam as Casas Espíritas na esperança de verem solucionados seus
males.
As aulas sobre este tema serão desenvolvidas
a partir de O Livro dos Médiuns e a A Gênese de Allan Kardec; algumas obras de
André Luiz, psicografadas por Chico Xavier; Obsessão/Desobsessão de Suely Caldas
Shubert e as obras de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo
Pereira Franco, cujas elucidações e orientações oferecem material expressivo e
enriquecedor.
CONCEITO
Obsessão : Perseguição / Impertinência /
Idéia fixa / Mania de perseguição.
Este é o conceito genérico de termo
obsessão, segundo o dicionário da Língua Portuguesa.
Em se tratando de Doutrina Espírita,
obsessão tem conotações mais profundas. Diz Allan Kardec :
Chama-se obsessão à ação persistente que um
Espírito mau exerce sobre um indivíduo.
Domínio que alguns Espíritos logram adquirir
sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão por Espíritos inferiores, que
procuram dominar.
Estes conceitos de Allan Kardec que iniciou
estes estudos em O Livro dos Médiuns, muito contribuíram para o esclarecimento
e a orientação do processo obsessivo em suas diversas modalidades, inclusive,
apresentando a terapia desobsessiva de forma de forma abrangente e decisiva.
Os Espíritos exercem incessante ação sobre o
mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. As relações dos Espíritos com os
homens são constantes.
Essas relações e influências serão benéficas
quando os Espíritos são bons ou propensos ao bem e maléficas se exercidas por
espíritos inferiores.
Allan Kardec classificou como obsessão a
grande maioria dos distúrbios psíquicos e elaborou processos de recuperação do
obsedado, estudando as causas anteriores das aflições à luz das reencarnações
através de linguagem condizente com a razão e demonstrável experimentalmente.
A obsessão, portanto, em qualquer grau que
se apresente, é processo patológico de caráter espiritual e que exige terapia
específica de fundo espírita.
Conceituar o processo obsessivo apenas como
uma ação persistente da mente desencarnada sobre a encarnada, é limitar sua
abrangência, já que os Benfeitores Espirituais esclarecem que há uma
interminável lista de insinuações e influenciações negativas cujo mecanismo
estamos longe de detectar. e não menos extensas as diversas modalidades de
conduta com que os indivíduos se colocam vulneráveis a esta influenciação.
Transmissão mental de cérebro a cérebro, a
obsessão é síndrome alarmante que denuncia enfermidade grave de erradicação
difícil.
Inicialmente se manifesta como uma
inspiração sutil, depois, intempestivamente, para com o tempo, fazer-se
interferência da mente obsessora na mente encarnada com vigor que alcança o
clímax na subjugação lamentável.
As brechas morais, a invigilância e o
desrespeito à lei Divina, são os fatores desencadeantes da obsessão.
Estes fatores aliados aos débitos do
pretérito, possibilitam a interferência de mentes desencarnadas ou encarnadas
no psiquismo, gerando as obsessões nas suas diversas nuances.
CAUSAS DAS OBSESSÕES
Atraindo-se pelos gostos e aspirações,
vinculando-se mediante afetos doentios, sustentando laços de desequilíbrio
decorrente do ódio, assinalados pelas paixões inferiores, exercem a constrição
mental, e às vezes, física naqueles que lhes concedem as respostas
equivalentes, resultando variadíssimas alienações de natureza obsessiva.
Allan Kardec esclarece que : as causas da
obsessão variam segundo o caráter do Espírito.
A partir daí, podemos enumerar as causas
mais freqüentes, quais sejam :
1. Vingança exercida por um Espírito lesado
nesta existência ou em vidas passadas;
2. Ódio e inveja ao bem. Não há neste caso
vínculos de outras vidas. O Espírito age movido por suas más inclinações e
encontra receptividade na vítima que, embora sendo honesta nesta encarnação,
traz lesão perispiritual de débitos anteriores.
3. Fraqueza moral, facilitando a
interferência de Espíritos imperfeitos, inferiores.
4. Espíritos obsessores sem o cunho da
maldade, mas que possuem o orgulho do falso saber e tentam impor seus sistemas,
suas idéias a respeito das ciências, da filosofia, da sociologia, da moral e da
religião. Querem fazer prevalecer sua opinião e se aproveitam de médiuns
crédulos, fascinando-os.
VAMPIRISMO
Está relacionado com o processo obsessivo
oriundo dos vícios morais, das paixões, das dependências físicas em
desequilíbrio.
A vampirização sempre existiu, porque sempre
existiram criaturas que vivem às expensas de outrem, absorvendo-lhes as
energias de várias formas. A vampirização existe tanto no plano físico quanto
no espiritual.
Os obsessores, por vingança e ódio, ligam-se
às suas vítimas com o propósito de absorver-lhes a vitalidade, enfraquecendo-as
e exaurindo-as, para conseguir um domínio maior.
O vampirismo ou parasitismo é um processo
muito grave de obsessão que pode ocasionar sérios danos àquele que se faz
hospedeiro, ou seja, o obsedado.
Quando você escute nos recessos da mente uma
idéia torturante que teima por se fixar, interrompendo o curso dos pensamentos;
quando constante, imperiosa, atuante força psíquica interferindo nos processos
mentais; quando verifique a vontade sendo dominada por outra vontade que parece
dominar; quando experimente inquietação crescente na intimidade mental, sem
motivos reais; quando sinta o impacto do desalinho espiritual em franco
desenvolvimento, acautele-se, porque você se encontra em processo imperioso de
obsessão pertinaz.
Manoel P. de Miranda esclarece que da mesma
forma que as doenças físicas se manifestam onde há carência, o campo obsessivo
se desloca da mente para o corpo físico onde as imperfeições morais do passado
deixam marcas profundas no perispírito.
Assim, teremos as manifestações de
desequilíbrio decorrentes de vícios morais e nas dependências físicas como :
tabagismo, a alcoofilia, a sexualidade degradante, o uso de drogas, a
glutonaria, a maledicência, a ira, o ciúme, a inveja, a avareza, o medo, o
ódio, e o egoísmo, sempre em conexão com as mentes desencarnadas.
TIPOS DE OBSESSÃO
Existem problemas obsessivos em várias
expressões como os de um encarnado sobre o outro; de um desencarnado sobre o
outro; de um encarnado sobre um desencarnado e, genericamente, deste sobre
aquele.
Suely Caldas Schubert, em seu livro
Obsessão/Desobsessão, acrescenta, além dos tipos acima citados, a obsessão
recíproca e a auto-obsessão.
Assim, as obsessões podem ser :
- Encarnado para encarnado
- Desencarnado para desencarnado
- Encarnado para desencarnado
- Desencarnado para encarnado
- Obsessão recíproca
- Auto obsessão.
ENCARNADO PARA ENCARNADO :
Domínio mental que se estabelece de um
encarnado sobre o outro.
Este domínio mascara-se com os nomes de
ciúme, inveja, paixão, desejo de poder, orgulho, ódio e é exercido, às vezes,
de maneira tão sutil que o dominado se julga extremamente amado. Até mesmo
protegido.
Este tipo de obsessão ocorre com muita
freqüência no âmbito familiar, onde há o reencontro de antigos desafetos
visando o resgate e a superação das aversões e mágoas do passado.
Também nos processos de aliciamento para os
vícios ou sempre que alguém deseje influenciar a outrém para vivências
negativas.
DESENCARNADO PARA DESENCARNADO :
Há no plano espiritual, obsessões entre os
Espíritos pelos mesmos motivos que acontecem na Terra. No livro Libertação de
André Luiz, psicografia de Chico Xavier, e nos Bastidores da Obsessão, de
Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira franco, há descrições
dos redutos das sombras onde os Espíritos obsessores subjugam outros Espíritos,
dominando-os por motivos diversos, sob o pretexto de exercerem vingança e
justiça, seja por motivos pessoais subjacentes, seja por suposta autoridade
para cobrarem em nome da Lei Divina.
ENCARNADO PARA DESENCARNADO :
Expressões de amor egoísta e possessivo, por
parte dos que ainda estão na carne, redundam em fixação mental naqueles que
desencarnaram, retendo-os às reminiscências da vida terrestre.
Essas emissões mentais constantes, de dor,
revolta, remorso e desequilíbrio terminam por imantar o recém-desencarnado aos
que ficaram na Terra, não lhes permitindo alcançar o equilíbrio de que carece
para enfrentar a nova situação.
Pode ocorrer também, por ódio, revolta e
inconformação ante as decisões do desencarnado em relação à partilha de bens ou
atitudes ou atividades que desenvolvia quando encarnado.
DESENCARNADO PARA ENCARNADO :
Esta modalidade é a mais comum ou mais
conhecida por ser a que com freqüência leva as pessoas aos Centros Espíritas em
busca de ajuda e socorro espiritual.
O obsessor age impulsionado pelo desejo de
vingança, revide, ajuste de contas do passado e na maioria dos casos tem
vínculos com a vítima.
Nesta atuação maléfica de um Espírito sobre
um encarnado, o obsessor tem, a seu favor, o fato de não ser visível e nem
sempre é percebido ou pressentido pela vítima, que imprevidente e desconhecendo
a possibilidade de sintonia entre os dois planos, deixa-se sugestionar e
dominar pelo perseguidor, que encontra em seu passado as tomadas mentais que
facultarão esta conexão. Estas tomadas são fatores predisponentes, como a
presença de culpa e do remorso.
Nem sempre, contudo, o Espírito está
consciente da sua influência negativa sobre o encarnado e às vezes, desconhecendo
a sua situação, aproxima-se de uma pessoa com a qual tem afinidade e
prejudica-a com suas vibrações.
OBSESSÃO RECÍPROCA :
Segundo Suely Caldas Shubert no livro já
citado, a obsessão pode assumir, também, a característica da reciprocidade. Ela
esclarece :
Essa característica de reciprocidade
transforma-se em verdadeira simbiose, quando dois seres passam a viver em
regime de comunhão de pensamentos e vibrações. Isto ocorre até mesmo entre os
encarnados que se unem através do amor desequilibrado, mantendo um
relacionamento enervante.
Quando a afinidade é positiva, equilibrada,
voltada para fins edificantes, não há domínio mental, apenas vibrações que se
equivalem e se compensam. Todavia, quando há amor desequilibrado, egoísmo,
ciúme e outras paixões, a obsessão recíproca se instala, aprisionando os dois
seres numa cadeia de sensações e vibrações nas quais se comprazem.
André Luiz, observando o caso de Libório,
que obsedava a mulher por quem sentia paixão, vampirizando-lhe o corpo físico,
nos esclarece em Nos Domínios da Mediunidade:
O pensamento da irmã encarnada que o nosso
amigo vampiriza está presente nele, atormentando-o Acham-se ambos sintonizados
na mesma onda. É um caso de perseguição recíproca enquanto não lhes modificamos
as disposições espirituais jazem no regime da escravidão mútua, em que
obsessores e obsedados se nutrem das emanações uns dos outros.
AUTO OBSESSÃO :
Allan Kardec assevera que não raras vezes, o
homem é o obsessor de si mesmo.
Alguns estados doentios e certas aberrações
que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do Espírito do próprio
indivíduo.
Estas pessoas são doentes da alma e cultivam
estados íntimos de auto punição a expressarem-se em quadros neuróticos ou de
doenças fantasmas, tormentos e culpas advindos de outras reencarnações. São
obsessores de si mesmos, vivendo um passado do qual não conseguem fugir.
Esses, os auto-obsedados graves e que se
apresentam também subjugados por obsessões lamentáveis. São os inimigos, as
vítimas ou os comparsas a lhes baterem às portas da alma.
Os cultivadores de moléstias fantasmas vivem
voltados para si mesmos, preocupando-se em excesso com a própria saúde (ou se
descuidando dela), descobrindo sintomas, dramatizando as ocorrências mais
corriqueiras do dia-a-dia, sofrendo por antecipação situações que jamais
chegarão a se realizar, flagelando-se com o ciúme, a inveja, o egoísmo, o
orgulho, o despotismo e transformando-se em doentes imaginários, vítimas de si
próprios, atormentados por si mesmos.
Esse estado mental abre campo para os
desencarnados menos felizes, que dele se aproveitam para se aproximarem,
instalando-se, aí sim, o desequilíbrio por obsessão.
É muito comum nos Centros Espíritas a
presença destas criaturas que sofrem males de difíceis erradicação já que a
cura depende, essencialmente, deles próprios.
GRAUS DA OBSESSÃO
Consoante a classificação apresentada por
Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, Cap. XXIII, a obsessão se apresenta nos
seguintes graus de intensidade :
Obsessão Simples :
Na obsessão simples, o espírito age através
da mente, interferindo na mente do encarnado, dando-lhe sugestões, insinuando
dúvidas e desconfianças excessivas, estados de intranqüilidade e insegurança.
Manoel Philomeno de Miranda no livro Nas
Fronteiras da Loucura sob o título de Análise das obsessões, elucida :
A obsessão simples é parasitose comum em
quase todas as criaturas, em se considerando o natural intercurso psíquico
vigente em todas as partes do Universo.
Quando desrespeitamos a Lei Divina, abrimos
largas brechas que facultarão as obsessões e este processo poderá se
desenvolver em larga escala, e em etapas que irão desde a recepção da idéia
perturbadora até o intercâmbio mental, com reflexos da interferência mais
atuante do obsessor.
Aceitando a idéia perturbadora esta se
instala e direciona a mente do obsedado, advindo crises de depressão ou
agressividade, apatia, desinteresse, recolhimento excessivo e recusa a qualquer
tratamento que o possa aliviar.
Neste período podem-se observar os
estereótipos da obsessão, que facilmente se revelam pelas atitudes inusitadas,
pelo comportamento ambivalente - equilíbrio e distonia - depressão e excitação
- alienando a criatura. É nesta fase que a terapia espírita é salutar e eficaz,
libertando os dois partícipes do conluio obsessivo.
Fascinação :
O processo de interferência mental evolui na
medida em que a vítima cede espaço, alterando suas atitudes de forma
inconsciente.
Neste interregno, a pessoa perde a noção do
ridículo e das medidas habituais que caracterizam o discernimento, acatando sugestões
que incorporam, aceitando inspirações como diretrizes que a todos se apresentam
como dispares e que a ela são perfeitamente lógicas.
Em relação aos médiuns, Kardec esclarece :
É uma ilusão produzida pela ação direta do
Espírito sobre o pensamento do médium e que paralisa de alguma sorte seu
julgamento a respeito das comunicações. O médium fascinado não se julga
enganado. O Espírito tem a arte de lhe inspirar uma confiança cega que o impede
de ver o embuste.
Subjugação :
Manoel Philomeno de Miranda diz que cada
caso de alienação obsessiva encontram-se razões propelentes que caracterizam,
especificamente, o processo. Assim, apesar da causa ser decorrente da condição
moral do enfermo e do agente desencarnado, os fatores preponderantes e
predisponentes variam de acordo com a pessoa.
Em se tratando de Espírito de nível
intelectual maior, o processo obsessivo vai-se agravando na medida em que o
obsessor age sobre a mente do encarnado dominando-lhe os centros mentais e
físicos.
A subjugação pode ser :
- Física;
- Psíquica;
- Fisio-psíquica.
Na subjugação física o obsedado não perde a
lucidez mental. O obsessor atua diretamente sobre os centros motores obrigando
o indivíduo a ceder ante a opressão, embora este se negue a obedecê-la.
Na subjugação psíquica há o domínio mental e
o paciente cede, perturbado ante a invasão de seu campo mental. Chega a perder
a lucidez e o seu espírito sofre por não poder se expressar livremente.
Na subjugação fisio-psíquica, o obsessor,
além do comando mental, se assenhoreia dos centros do comando motor,
estabelecendo o domínio total, permanecendo o obsedado inerte, passivo,
cometendo atrocidades imprevisíveis.
A cruz da obsessão é peso que tomba sempre
sobre os ombros das consciências comprometidas.
O QUE É A INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS?
INTRODUÇÃO
"Os
Espíritos influem tanto em nosso pensamento, que de ordinário são eles que nos
dirigem".
"Isto se dá
porque os espíritos povoam os mesmos espaços em que vivemos, acompanham-nos em
nossas atividades e ocupações, vão conosco aos lugares que freqüentamos,
intervindo em nossas reuniões seguindo-nos ou evitando-nos conforme os atraímos
ou repelimos."
"Consideremos
agora o estado moral de nosso globo e compreenderemos qual é a espécie de
espíritos que deve predominar entre os espíritos errantes."
Estamos rodeados
de espíritos, independentemente de sermos ou não médiuns em exercício dessa
faculdade e a influência oculta sobre os nossos atos e pensamentos se dá
através da afinidade e da sintonia mental.
Esta influência,
às vezes, é tão sutil que se confunde com nosso pensamento e não delimitamos o
grau de interferência dos espíritos em nossas vidas.
MODALIDADES DE INFLUÊNCIA
A influência dos
espíritos sobre nosso psiquismo poderá se manifestar através da telepatia, da
sugestão hipnótica e do pressentimento. Estas modalidades de influenciação
poderão ser simples, esporádicas e sem lesões profundas em nosso psiquismo ou
poderão afetar nosso comportamento em processos graves de obsessão.
A fixação das
idéias obsessivas ou a incorporação em nossos atos das sugestões positivas e
enobrecedores irão depender de nossa sintonia mental elevada ou de baixo teor
vibratório.
Vamos analisar
esta influência separadamente:
Telepatia
A telepatia é a
transmissão do pensamento de um indivíduo para o outro. É a projeção do
pensamento à distância. Técnica muito usada em processo obsessivo, como narram
diversos autores espirituais, como André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda.
A telepatia pode
ser espontânea, provocada ou experimental.
O Termo foi
criado por Frederic W. H. Myers em 1882, que realizou experiências notáveis.
A telepatia
poderá ser exercida de encarnado para encarnado, de espírito desencarnado para
encarnado e deste para desencarnado, bem como no mundo espiritual, pelos
espíritos desencarnados.
Sugestão
Hipnótica
Os espíritos
usam, também, a hipnose como técnica de influenciação em nosso psiquismo.
Sugestão é o ato
de sugerir, estimular, instigar através da telepatia ou da hipnose.
"A sugestão
é, portanto, a inspiração incidente, constante que atua sobre a mente,
provocando a aceitação e a automática obediência."
A sugestão
hipnótica poderá ser positiva ou negativa de acordo com a elevação espiritual
dos agentes que a provocam e dos objetivos a que se propõem.
"Em todo
processo hipnótico, pois, convém examinar a questão da sintonia e da sugestão,
como razões poderosas, senão imprescindíveis para a consecução dos objetivos: a
fixação da idéia invasora."
"Por esta
razão, a vitalização de idéias edificantes constrói o céu generoso da felicidade,
tanto quanto a mentalização deprimente gera o inferno da aflição que passa a
governar o comportamento do espírito."
Pressentimentos
"O
pressentimento é uma intuição vaga das coisas futuras. Algumas pessoas têm esta
faculdade mais ou menos desenvolvida. Pode ser devida a uma espécie de dupla
vista, que lhe permite entrever as conseqüências das coisas atuais e a filiação
dos acontecimentos. Mas, muitas vezes, também é resultado de comunicações
ocultas e, sobretudo neste caso, é que se pode dar aos que dela são dotados o
nome de médiuns de pressentimentos que constituem uma variedade dos médiuns
inspirados."
Em nossa vida
diária é comum sentirmos estas sensações e termos pressentimentos. Poderá
ocorrer uma vaga lembrança que nossos espíritos têm de provas ou acontecimentos
que irão ocorrer; poderá ser algum aviso de um Espírito amigo ou resultante de
sugestões ou aconselhamentos recebidos durante o sono.
Influência
Negativa
Existe uma
influenciação negativa dos espíritos perturbadores que atuam com fluidos anestesiantes,
sonífero, deprimentes, bloqueando a atuação das criaturas que não conseguem
vencer o marasmo, a acomodação, prejudicando sensivelmente seu progresso moral,
impedindo seu trabalho no bem, seu crescimento espiritual. Esta influência
moral, impedindo seu trabalho no bem, seu crescimento espiritual. Esta
influência negativa é conseqüente da invigilância mental e do comodismo.
"Quando
sintas que, inobstante o repouso, não tens ânimo para as leituras e quefazeres
edificantes ou quando a sonolência tornar-se presença comum em suas horas de
estudo ou de necessária atenção aos chamados do Infinito, ergue a tua oração e
roga aos benfeitores Celestes o socorro, a assistência de que careças, a fim de
te desviares desses dardos morbíficos que se destinam a retardar a ação do bem
na terra."
Influência dos
Espíritos nos acontecimentos da Vida
Os espíritos
exercem influência sobre os encarnados quer aconselhando-os quer agindo
diretamente sobre os acontecimentos da vida, porém "nunca atuam fora das
leis da Natureza.
A influência dos
espíritos nestes acontecimentos poderá ser positiva ou negativa, dependendo da
evolução e dos objetivos em pauta. Os Espíritos Superiores só fazem o bem, mas
os levianos, os imperfeitos se comprazem em causar malefícios através de aborrecimentos,
vinganças e perseguições.
A obsessão é
resultado da ação destes espíritos sobre seus desafetos do passado.
Os bons espíritos
nos inspiram e intuem par o bem, para o perdão e a compreensão. Os imperfeitos
nos induzem ao mal.
A intervenção dos
espíritos na vida material ou sobre nós mesmos baseia-se na lei de sintonia.
"As bases de
todos os serviços de intercâmbio, entre os desencarnados e encarnados, repousam
na mente, não obstante as possibilidades de fenômenos naturais, no campo da
matéria densa, levados a efeito por entidades menos evoluídas ou extremamente
consagradas à caridade sacrificial."
Influência de
amigos e parentes desencarnados
Determinados
espíritos agem mais diretamente sobre certas pessoas de acordo com a lei de
afinidade.
Positivamente,
esta influência será através dos amigos e parentes já desencarnados que
intercedem no mundo espiritual para que tenhamos serenidade e equilíbrio no
desempenho de nossas tarefas, seja no âmbito familiar ou social.
Allan Kardec, na
questão 514, do Livro dos Espíritos, fala dos anjos da guarda, espíritos
protetores e familiares ou simpáticos: "Espírito protetor, anjo da guarda
ou bom gênio é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a
prosseguir. É sempre de natureza superior com relação ao protegido".
Faz outras
considerações diferenciando a natureza e o grau de evolução dos espíritos
familiares, dos simpáticos e dos espíritos imperfeitos ou mau gênio:
Espíritos
familiares
"Os
Espíritos familiares se ligam a certas pessoas por laços mais ou menos duráveis,
com o fim de lhes serem úteis, dentro dos limites do poder, quase sempre muito
restrito, de que dispõem. São bons, porém muitas vezes pouco adiantados e mesmo
um tanto levianos. Ocupam-se de boa mente com as particularidades da vida
íntima e só atuam por ordem ou com permissão dos Espíritos protetores".
Espíritos
simpáticos
"Os
Espíritos simpáticos são os que se sentem atraídos para o nosso lado por afeições
particulares e ainda por uma certa semelhança de gostos e de sentimentos, tanto
para o bem como para o mal. De ordinário, a duração de suas relações se acha
subordinada às circunstâncias".
Mau gênio ou
espírito imperfeito
"O mau gênio
é um Espírito imperfeito ou perverso, que se liga ao homem para desviá-lo do
bem. Obra, porém, por impulso próprio e não no desempenho de missão. A
tenacidade da sua ação está em relação direta com a maior ou menor facilidade
de acesso que encontre por parte do homem, que goza sempre de liberdade de
escutar-lhe a voz ou de lhe cerrar os ouvidos."
Informações
Complementares:1. Fontes de Consultas: Obras (diversas) da Doutrina Espírita.
Informações
Complementares:
1. Fontes de Consultas: O
Livro dos Médiuns - Allan Kardec; O Livro dos Espíritos - Allan Kardec; A
Gênese - Allan Kardec; Óbras Póstumas - Allan Kardec; Nos Bastidores da
Obsessão - Divaldo Pereira Franco / Espírito Manoel Philomeno de Miranda;
Obsessão / Desobsessão - Suely Caldas Schubert; Nos Domínios da Mediunidade -
Francisco Cândido Xavier / Espírito André Luiz; Mecanismos da Mediunidade -
Francisco Cândido Xavier / Espírito André Luiz; Loucura e Obsessão - Divaldo
Pereira Franco / Espírito Manoel Philomeno de Miranda.
Fonte:
http://www.searadedeus.hpg.ig.com.br/tramentodesobsessivo.htm
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