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Tratamento Desobsessivo

 

 

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OBSESSÃO

Allan Kardec, em o Livro dos Médiuns, Cap. XXIII, destaca a obsessão como o mais difícil escolho da prática do Espiritismo. Neste capítulo, ele demonstra como a influência malévola dos Espíritos age sobre determinados médiuns, colocando-os em processos graves de fascinação, de subjugação, ou envolvendo-o fluídica e mentalmente.

Os motivos que levam a esta influenciação espiritual são os mais diversos, entretanto, a finalidade principal é prejudicar a tarefa mediúnica.

Neste estudo, abordaremos este tema de forma genérica, visto que a obsessão grassa atualmente, em larga escala, ostensiva ou de modo sutil em grande parcela da Humanidade. Grande, pois, é o número daqueles que buscam as Casas Espíritas na esperança de verem solucionados seus males.

As aulas sobre este tema serão desenvolvidas a partir de O Livro dos Médiuns e a A Gênese de Allan Kardec; algumas obras de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier; Obsessão/Desobsessão de Suely Caldas Shubert e as obras de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco, cujas elucidações e orientações oferecem material expressivo e enriquecedor.

CONCEITO

Obsessão : Perseguição / Impertinência / Idéia fixa / Mania de perseguição.

Este é o conceito genérico de termo obsessão, segundo o dicionário da Língua Portuguesa.

Em se tratando de Doutrina Espírita, obsessão tem conotações mais profundas. Diz Allan Kardec :

Chama-se obsessão à ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo.

Domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão por Espíritos inferiores, que procuram dominar.

Estes conceitos de Allan Kardec que iniciou estes estudos em O Livro dos Médiuns, muito contribuíram para o esclarecimento e a orientação do processo obsessivo em suas diversas modalidades, inclusive, apresentando a terapia desobsessiva de forma de forma abrangente e decisiva.

Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. As relações dos Espíritos com os homens são constantes.

Essas relações e influências serão benéficas quando os Espíritos são bons ou propensos ao bem e maléficas se exercidas por espíritos inferiores.

Allan Kardec classificou como obsessão a grande maioria dos distúrbios psíquicos e elaborou processos de recuperação do obsedado, estudando as causas anteriores das aflições à luz das reencarnações através de linguagem condizente com a razão e demonstrável experimentalmente.

A obsessão, portanto, em qualquer grau que se apresente, é processo patológico de caráter espiritual e que exige terapia específica de fundo espírita.

Conceituar o processo obsessivo apenas como uma ação persistente da mente desencarnada sobre a encarnada, é limitar sua abrangência, já que os Benfeitores Espirituais esclarecem que há uma interminável lista de insinuações e influenciações negativas cujo mecanismo estamos longe de detectar. e não menos extensas as diversas modalidades de conduta com que os indivíduos se colocam vulneráveis a esta influenciação.

Transmissão mental de cérebro a cérebro, a obsessão é síndrome alarmante que denuncia enfermidade grave de erradicação difícil.

Inicialmente se manifesta como uma inspiração sutil, depois, intempestivamente, para com o tempo, fazer-se interferência da mente obsessora na mente encarnada com vigor que alcança o clímax na subjugação lamentável.

As brechas morais, a invigilância e o desrespeito à lei Divina, são os fatores desencadeantes da obsessão.

Estes fatores aliados aos débitos do pretérito, possibilitam a interferência de mentes desencarnadas ou encarnadas no psiquismo, gerando as obsessões nas suas diversas nuances.

CAUSAS DAS OBSESSÕES

Atraindo-se pelos gostos e aspirações, vinculando-se mediante afetos doentios, sustentando laços de desequilíbrio decorrente do ódio, assinalados pelas paixões inferiores, exercem a constrição mental, e às vezes, física naqueles que lhes concedem as respostas equivalentes, resultando variadíssimas alienações de natureza obsessiva.

Allan Kardec esclarece que : as causas da obsessão variam segundo o caráter do Espírito.

A partir daí, podemos enumerar as causas mais freqüentes, quais sejam :

1. Vingança exercida por um Espírito lesado nesta existência ou em vidas passadas;

2. Ódio e inveja ao bem. Não há neste caso vínculos de outras vidas. O Espírito age movido por suas más inclinações e encontra receptividade na vítima que, embora sendo honesta nesta encarnação, traz lesão perispiritual de débitos anteriores.

3. Fraqueza moral, facilitando a interferência de Espíritos imperfeitos, inferiores.

4. Espíritos obsessores sem o cunho da maldade, mas que possuem o orgulho do falso saber e tentam impor seus sistemas, suas idéias a respeito das ciências, da filosofia, da sociologia, da moral e da religião. Querem fazer prevalecer sua opinião e se aproveitam de médiuns crédulos, fascinando-os.

VAMPIRISMO

Está relacionado com o processo obsessivo oriundo dos vícios morais, das paixões, das dependências físicas em desequilíbrio.

A vampirização sempre existiu, porque sempre existiram criaturas que vivem às expensas de outrem, absorvendo-lhes as energias de várias formas. A vampirização existe tanto no plano físico quanto no espiritual.

Os obsessores, por vingança e ódio, ligam-se às suas vítimas com o propósito de absorver-lhes a vitalidade, enfraquecendo-as e exaurindo-as, para conseguir um domínio maior.

O vampirismo ou parasitismo é um processo muito grave de obsessão que pode ocasionar sérios danos àquele que se faz hospedeiro, ou seja, o obsedado.

Quando você escute nos recessos da mente uma idéia torturante que teima por se fixar, interrompendo o curso dos pensamentos; quando constante, imperiosa, atuante força psíquica interferindo nos processos mentais; quando verifique a vontade sendo dominada por outra vontade que parece dominar; quando experimente inquietação crescente na intimidade mental, sem motivos reais; quando sinta o impacto do desalinho espiritual em franco desenvolvimento, acautele-se, porque você se encontra em processo imperioso de obsessão pertinaz.

Manoel P. de Miranda esclarece que da mesma forma que as doenças físicas se manifestam onde há carência, o campo obsessivo se desloca da mente para o corpo físico onde as imperfeições morais do passado deixam marcas profundas no perispírito.

Assim, teremos as manifestações de desequilíbrio decorrentes de vícios morais e nas dependências físicas como : tabagismo, a alcoofilia, a sexualidade degradante, o uso de drogas, a glutonaria, a maledicência, a ira, o ciúme, a inveja, a avareza, o medo, o ódio, e o egoísmo, sempre em conexão com as mentes desencarnadas.

TIPOS DE OBSESSÃO

Existem problemas obsessivos em várias expressões como os de um encarnado sobre o outro; de um desencarnado sobre o outro; de um encarnado sobre um desencarnado e, genericamente, deste sobre aquele.

Suely Caldas Schubert, em seu livro Obsessão/Desobsessão, acrescenta, além dos tipos acima citados, a obsessão recíproca e a auto-obsessão.

Assim, as obsessões podem ser :

- Encarnado para encarnado

- Desencarnado para desencarnado

- Encarnado para desencarnado

- Desencarnado para encarnado

- Obsessão recíproca

- Auto obsessão.

ENCARNADO PARA ENCARNADO :

Domínio mental que se estabelece de um encarnado sobre o outro.

Este domínio mascara-se com os nomes de ciúme, inveja, paixão, desejo de poder, orgulho, ódio e é exercido, às vezes, de maneira tão sutil que o dominado se julga extremamente amado. Até mesmo protegido.

Este tipo de obsessão ocorre com muita freqüência no âmbito familiar, onde há o reencontro de antigos desafetos visando o resgate e a superação das aversões e mágoas do passado.

Também nos processos de aliciamento para os vícios ou sempre que alguém deseje influenciar a outrém para vivências negativas.

DESENCARNADO PARA DESENCARNADO :

Há no plano espiritual, obsessões entre os Espíritos pelos mesmos motivos que acontecem na Terra. No livro Libertação de André Luiz, psicografia de Chico Xavier, e nos Bastidores da Obsessão, de Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira franco, há descrições dos redutos das sombras onde os Espíritos obsessores subjugam outros Espíritos, dominando-os por motivos diversos, sob o pretexto de exercerem vingança e justiça, seja por motivos pessoais subjacentes, seja por suposta autoridade para cobrarem em nome da Lei Divina.

ENCARNADO PARA DESENCARNADO :

Expressões de amor egoísta e possessivo, por parte dos que ainda estão na carne, redundam em fixação mental naqueles que desencarnaram, retendo-os às reminiscências da vida terrestre.

Essas emissões mentais constantes, de dor, revolta, remorso e desequilíbrio terminam por imantar o recém-desencarnado aos que ficaram na Terra, não lhes permitindo alcançar o equilíbrio de que carece para enfrentar a nova situação.

Pode ocorrer também, por ódio, revolta e inconformação ante as decisões do desencarnado em relação à partilha de bens ou atitudes ou atividades que desenvolvia quando encarnado.

DESENCARNADO PARA ENCARNADO :

Esta modalidade é a mais comum ou mais conhecida por ser a que com freqüência leva as pessoas aos Centros Espíritas em busca de ajuda e socorro espiritual.

O obsessor age impulsionado pelo desejo de vingança, revide, ajuste de contas do passado e na maioria dos casos tem vínculos com a vítima.

Nesta atuação maléfica de um Espírito sobre um encarnado, o obsessor tem, a seu favor, o fato de não ser visível e nem sempre é percebido ou pressentido pela vítima, que imprevidente e desconhecendo a possibilidade de sintonia entre os dois planos, deixa-se sugestionar e dominar pelo perseguidor, que encontra em seu passado as tomadas mentais que facultarão esta conexão. Estas tomadas são fatores predisponentes, como a presença de culpa e do remorso.

Nem sempre, contudo, o Espírito está consciente da sua influência negativa sobre o encarnado e às vezes, desconhecendo a sua situação, aproxima-se de uma pessoa com a qual tem afinidade e prejudica-a com suas vibrações.

OBSESSÃO RECÍPROCA :

Segundo Suely Caldas Shubert no livro já citado, a obsessão pode assumir, também, a característica da reciprocidade. Ela esclarece :

Essa característica de reciprocidade transforma-se em verdadeira simbiose, quando dois seres passam a viver em regime de comunhão de pensamentos e vibrações. Isto ocorre até mesmo entre os encarnados que se unem através do amor desequilibrado, mantendo um relacionamento enervante.

Quando a afinidade é positiva, equilibrada, voltada para fins edificantes, não há domínio mental, apenas vibrações que se equivalem e se compensam. Todavia, quando há amor desequilibrado, egoísmo, ciúme e outras paixões, a obsessão recíproca se instala, aprisionando os dois seres numa cadeia de sensações e vibrações nas quais se comprazem.

André Luiz, observando o caso de Libório, que obsedava a mulher por quem sentia paixão, vampirizando-lhe o corpo físico, nos esclarece em Nos Domínios da Mediunidade:

O pensamento da irmã encarnada que o nosso amigo vampiriza está presente nele, atormentando-o Acham-se ambos sintonizados na mesma onda. É um caso de perseguição recíproca enquanto não lhes modificamos as disposições espirituais jazem no regime da escravidão mútua, em que obsessores e obsedados se nutrem das emanações uns dos outros.

AUTO OBSESSÃO :

Allan Kardec assevera que não raras vezes, o homem é o obsessor de si mesmo.

Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do Espírito do próprio indivíduo.

Estas pessoas são doentes da alma e cultivam estados íntimos de auto punição a expressarem-se em quadros neuróticos ou de doenças fantasmas, tormentos e culpas advindos de outras reencarnações. São obsessores de si mesmos, vivendo um passado do qual não conseguem fugir.

Esses, os auto-obsedados graves e que se apresentam também subjugados por obsessões lamentáveis. São os inimigos, as vítimas ou os comparsas a lhes baterem às portas da alma.

Os cultivadores de moléstias fantasmas vivem voltados para si mesmos, preocupando-se em excesso com a própria saúde (ou se descuidando dela), descobrindo sintomas, dramatizando as ocorrências mais corriqueiras do dia-a-dia, sofrendo por antecipação situações que jamais chegarão a se realizar, flagelando-se com o ciúme, a inveja, o egoísmo, o orgulho, o despotismo e transformando-se em doentes imaginários, vítimas de si próprios, atormentados por si mesmos.

Esse estado mental abre campo para os desencarnados menos felizes, que dele se aproveitam para se aproximarem, instalando-se, aí sim, o desequilíbrio por obsessão.

É muito comum nos Centros Espíritas a presença destas criaturas que sofrem males de difíceis erradicação já que a cura depende, essencialmente, deles próprios.

GRAUS DA OBSESSÃO

Consoante a classificação apresentada por Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, Cap. XXIII, a obsessão se apresenta nos seguintes graus de intensidade :

Obsessão Simples :

Na obsessão simples, o espírito age através da mente, interferindo na mente do encarnado, dando-lhe sugestões, insinuando dúvidas e desconfianças excessivas, estados de intranqüilidade e insegurança.

Manoel Philomeno de Miranda no livro Nas Fronteiras da Loucura sob o título de Análise das obsessões, elucida :

A obsessão simples é parasitose comum em quase todas as criaturas, em se considerando o natural intercurso psíquico vigente em todas as partes do Universo.

Quando desrespeitamos a Lei Divina, abrimos largas brechas que facultarão as obsessões e este processo poderá se desenvolver em larga escala, e em etapas que irão desde a recepção da idéia perturbadora até o intercâmbio mental, com reflexos da interferência mais atuante do obsessor.

Aceitando a idéia perturbadora esta se instala e direciona a mente do obsedado, advindo crises de depressão ou agressividade, apatia, desinteresse, recolhimento excessivo e recusa a qualquer tratamento que o possa aliviar.

Neste período podem-se observar os estereótipos da obsessão, que facilmente se revelam pelas atitudes inusitadas, pelo comportamento ambivalente - equilíbrio e distonia - depressão e excitação - alienando a criatura. É nesta fase que a terapia espírita é salutar e eficaz, libertando os dois partícipes do conluio obsessivo.

Fascinação :

O processo de interferência mental evolui na medida em que a vítima cede espaço, alterando suas atitudes de forma inconsciente.

Neste interregno, a pessoa perde a noção do ridículo e das medidas habituais que caracterizam o discernimento, acatando sugestões que incorporam, aceitando inspirações como diretrizes que a todos se apresentam como dispares e que a ela são perfeitamente lógicas.

Em relação aos médiuns, Kardec esclarece :

É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que paralisa de alguma sorte seu julgamento a respeito das comunicações. O médium fascinado não se julga enganado. O Espírito tem a arte de lhe inspirar uma confiança cega que o impede de ver o embuste.

Subjugação :

Manoel Philomeno de Miranda diz que cada caso de alienação obsessiva encontram-se razões propelentes que caracterizam, especificamente, o processo. Assim, apesar da causa ser decorrente da condição moral do enfermo e do agente desencarnado, os fatores preponderantes e predisponentes variam de acordo com a pessoa.

Em se tratando de Espírito de nível intelectual maior, o processo obsessivo vai-se agravando na medida em que o obsessor age sobre a mente do encarnado dominando-lhe os centros mentais e físicos.

A subjugação pode ser :

- Física;

- Psíquica;

- Fisio-psíquica.

Na subjugação física o obsedado não perde a lucidez mental. O obsessor atua diretamente sobre os centros motores obrigando o indivíduo a ceder ante a opressão, embora este se negue a obedecê-la.

Na subjugação psíquica há o domínio mental e o paciente cede, perturbado ante a invasão de seu campo mental. Chega a perder a lucidez e o seu espírito sofre por não poder se expressar livremente.

Na subjugação fisio-psíquica, o obsessor, além do comando mental, se assenhoreia dos centros do comando motor, estabelecendo o domínio total, permanecendo o obsedado inerte, passivo, cometendo atrocidades imprevisíveis.

A cruz da obsessão é peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências comprometidas.

O QUE É A INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS?

INTRODUÇÃO

"Os Espíritos influem tanto em nosso pensamento, que de ordinário são eles que nos dirigem".

"Isto se dá porque os espíritos povoam os mesmos espaços em que vivemos, acompanham-nos em nossas atividades e ocupações, vão conosco aos lugares que freqüentamos, intervindo em nossas reuniões seguindo-nos ou evitando-nos conforme os atraímos ou repelimos."

"Consideremos agora o estado moral de nosso globo e compreenderemos qual é a espécie de espíritos que deve predominar entre os espíritos errantes."

Estamos rodeados de espíritos, independentemente de sermos ou não médiuns em exercício dessa faculdade e a influência oculta sobre os nossos atos e pensamentos se dá através da afinidade e da sintonia mental.

Esta influência, às vezes, é tão sutil que se confunde com nosso pensamento e não delimitamos o grau de interferência dos espíritos em nossas vidas.

MODALIDADES DE INFLUÊNCIA

A influência dos espíritos sobre nosso psiquismo poderá se manifestar através da telepatia, da sugestão hipnótica e do pressentimento. Estas modalidades de influenciação poderão ser simples, esporádicas e sem lesões profundas em nosso psiquismo ou poderão afetar nosso comportamento em processos graves de obsessão.

A fixação das idéias obsessivas ou a incorporação em nossos atos das sugestões positivas e enobrecedores irão depender de nossa sintonia mental elevada ou de baixo teor vibratório.

Vamos analisar esta influência separadamente:

Telepatia

A telepatia é a transmissão do pensamento de um indivíduo para o outro. É a projeção do pensamento à distância. Técnica muito usada em processo obsessivo, como narram diversos autores espirituais, como André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda.

A telepatia pode ser espontânea, provocada ou experimental.

O Termo foi criado por Frederic W. H. Myers em 1882, que realizou experiências notáveis.

A telepatia poderá ser exercida de encarnado para encarnado, de espírito desencarnado para encarnado e deste para desencarnado, bem como no mundo espiritual, pelos espíritos desencarnados.

Sugestão Hipnótica

Os espíritos usam, também, a hipnose como técnica de influenciação em nosso psiquismo.

Sugestão é o ato de sugerir, estimular, instigar através da telepatia ou da hipnose.

"A sugestão é, portanto, a inspiração incidente, constante que atua sobre a mente, provocando a aceitação e a automática obediência."

A sugestão hipnótica poderá ser positiva ou negativa de acordo com a elevação espiritual dos agentes que a provocam e dos objetivos a que se propõem.

"Em todo processo hipnótico, pois, convém examinar a questão da sintonia e da sugestão, como razões poderosas, senão imprescindíveis para a consecução dos objetivos: a fixação da idéia invasora."

"Por esta razão, a vitalização de idéias edificantes constrói o céu generoso da felicidade, tanto quanto a mentalização deprimente gera o inferno da aflição que passa a governar o comportamento do espírito."

Pressentimentos

"O pressentimento é uma intuição vaga das coisas futuras. Algumas pessoas têm esta faculdade mais ou menos desenvolvida. Pode ser devida a uma espécie de dupla vista, que lhe permite entrever as conseqüências das coisas atuais e a filiação dos acontecimentos. Mas, muitas vezes, também é resultado de comunicações ocultas e, sobretudo neste caso, é que se pode dar aos que dela são dotados o nome de médiuns de pressentimentos que constituem uma variedade dos médiuns inspirados."

Em nossa vida diária é comum sentirmos estas sensações e termos pressentimentos. Poderá ocorrer uma vaga lembrança que nossos espíritos têm de provas ou acontecimentos que irão ocorrer; poderá ser algum aviso de um Espírito amigo ou resultante de sugestões ou aconselhamentos recebidos durante o sono.

Influência Negativa

Existe uma influenciação negativa dos espíritos perturbadores que atuam com fluidos anestesiantes, sonífero, deprimentes, bloqueando a atuação das criaturas que não conseguem vencer o marasmo, a acomodação, prejudicando sensivelmente seu progresso moral, impedindo seu trabalho no bem, seu crescimento espiritual. Esta influência moral, impedindo seu trabalho no bem, seu crescimento espiritual. Esta influência negativa é conseqüente da invigilância mental e do comodismo.

"Quando sintas que, inobstante o repouso, não tens ânimo para as leituras e quefazeres edificantes ou quando a sonolência tornar-se presença comum em suas horas de estudo ou de necessária atenção aos chamados do Infinito, ergue a tua oração e roga aos benfeitores Celestes o socorro, a assistência de que careças, a fim de te desviares desses dardos morbíficos que se destinam a retardar a ação do bem na terra."

Influência dos Espíritos nos acontecimentos da Vida

Os espíritos exercem influência sobre os encarnados quer aconselhando-os quer agindo diretamente sobre os acontecimentos da vida, porém "nunca atuam fora das leis da Natureza.

A influência dos espíritos nestes acontecimentos poderá ser positiva ou negativa, dependendo da evolução e dos objetivos em pauta. Os Espíritos Superiores só fazem o bem, mas os levianos, os imperfeitos se comprazem em causar malefícios através de aborrecimentos, vinganças e perseguições.

A obsessão é resultado da ação destes espíritos sobre seus desafetos do passado.

Os bons espíritos nos inspiram e intuem par o bem, para o perdão e a compreensão. Os imperfeitos nos induzem ao mal.

A intervenção dos espíritos na vida material ou sobre nós mesmos baseia-se na lei de sintonia.

"As bases de todos os serviços de intercâmbio, entre os desencarnados e encarnados, repousam na mente, não obstante as possibilidades de fenômenos naturais, no campo da matéria densa, levados a efeito por entidades menos evoluídas ou extremamente consagradas à caridade sacrificial."

Influência de amigos e parentes desencarnados

Determinados espíritos agem mais diretamente sobre certas pessoas de acordo com a lei de afinidade.

Positivamente, esta influência será através dos amigos e parentes já desencarnados que intercedem no mundo espiritual para que tenhamos serenidade e equilíbrio no desempenho de nossas tarefas, seja no âmbito familiar ou social.

Allan Kardec, na questão 514, do Livro dos Espíritos, fala dos anjos da guarda, espíritos protetores e familiares ou simpáticos: "Espírito protetor, anjo da guarda ou bom gênio é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a prosseguir. É sempre de natureza superior com relação ao protegido".

Faz outras considerações diferenciando a natureza e o grau de evolução dos espíritos familiares, dos simpáticos e dos espíritos imperfeitos ou mau gênio:

Espíritos familiares

"Os Espíritos familiares se ligam a certas pessoas por laços mais ou menos duráveis, com o fim de lhes serem úteis, dentro dos limites do poder, quase sempre muito restrito, de que dispõem. São bons, porém muitas vezes pouco adiantados e mesmo um tanto levianos. Ocupam-se de boa mente com as particularidades da vida íntima e só atuam por ordem ou com permissão dos Espíritos protetores".

Espíritos simpáticos

"Os Espíritos simpáticos são os que se sentem atraídos para o nosso lado por afeições particulares e ainda por uma certa semelhança de gostos e de sentimentos, tanto para o bem como para o mal. De ordinário, a duração de suas relações se acha subordinada às circunstâncias".

Mau gênio ou espírito imperfeito

"O mau gênio é um Espírito imperfeito ou perverso, que se liga ao homem para desviá-lo do bem. Obra, porém, por impulso próprio e não no desempenho de missão. A tenacidade da sua ação está em relação direta com a maior ou menor facilidade de acesso que encontre por parte do homem, que goza sempre de liberdade de escutar-lhe a voz ou de lhe cerrar os ouvidos."

Informações Complementares:1. Fontes de Consultas: Obras (diversas) da Doutrina Espírita.

 

Informações Complementares:

1. Fontes de Consultas: O Livro dos Médiuns - Allan Kardec; O Livro dos Espíritos - Allan Kardec; A Gênese - Allan Kardec; Óbras Póstumas - Allan Kardec; Nos Bastidores da Obsessão - Divaldo Pereira Franco / Espírito Manoel Philomeno de Miranda; Obsessão / Desobsessão - Suely Caldas Schubert; Nos Domínios da Mediunidade - Francisco Cândido Xavier / Espírito André Luiz; Mecanismos da Mediunidade - Francisco Cândido Xavier / Espírito André Luiz; Loucura e Obsessão - Divaldo Pereira Franco / Espírito Manoel Philomeno de Miranda.

Fonte: http://www.searadedeus.hpg.ig.com.br/tramentodesobsessivo.htm

 

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

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