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Assistimos,
nesse domingo último (29/02/2004), a matéria veiculada pelo programa Global,
“Fantástico”, o relato da existência de carta do Médium Francisco Cândido
Xavier, o Chico Xavier, trabalhador incansável da Seara Espírita, onde este
incriminava o também notório trabalhador Espírita, o médium Divaldo Pereira
Franco.
Até ai tudo bem, tudo nos conformes,
pois quando não se trata de incluir
Segundo
os capítulos do Autor, e por que dá IBOPE, temas espíritas, mais das vezes mal
colocados e tendentes à ignorância doutrinária, a referida empresa, procura
salvar mais alguns pontinhos nesse veículo de pesquisa, tratando de temas
realmente “fantásticos”, como o da tal carta.
Na verdade a carta é para muitos
espíritas, matéria velha e bolorenta, e apesar de não ter sido publicada,
grande parte dos espíritas já conheciam o seu conteúdo. Em pequenos grupos, por
vezes, o comentário surgia, e como brisa leve de verão passava, ocupando-se
então, o grupo de temas realmente importantes.
Mas felizmente (ou infelizmente), nem
todos são iguais, uns, arvoram-se em defensores do Chico ou do Divaldo,
dependendo do devotamento a este ou a aquele. Outros, aproveitam o momento para
mostrarem as sempre reluzentes espadas que trazem embainhadas na boca e desfiam
rosário de comentários desairosos ou ao Chico ou ao Divaldo. É assim que
infelizmente para a Nação Espírita, poucos se comportam.
Vimos também a colocação centrada e
educada do senhor Jorge Rizzini, que aduzindo aos fatos seu comentário,
retratou a existência da carta e perguntado deu a sua opinião, Ora, os
Evangelistas(sem o H), de última hora, os Espiritólicos de plantão, aqueles que
querem para o seio da Doutrina trazer todo um aspecto de origem religiosa
católica, desfigurando o trabalho de Kardec, hão de ter dito: - “Não julgueis”
“Fora da caridade não há salvação” ou outro dos bordões que escutamos de
muitos, quer nas salas espíritas da Internet, quer nas casas espíritas. O
engraçado, é que muitos destes que os recitam, no “cair do pano” da reunião
espírita, voltam à mesmice de seus dias, incitando uns contra outros, mentindo,
inventando, se dizendo agredidos ou
traídos, por este ou por aquele, não deixando nunca, de tecer algum
comentário desairoso, mesmo que mentiroso, contra o “detrator”, ou pior ainda,
deixando escapar, por entre os dentes amarelados nuances, que enlameiam o nome
de seu “inimigo”. Perguntaria eu, e sei que vocês todos estão a se perguntarem:
Mas este não é espírita? Ao que eu respondo: Sim, é espírita. Sem medo de
errar. Ora o Espiritismo, não faz ninguém melhor, se não houver, da parte de
seu profitente, a vontade, e a hombridade em buscar por si, como é de ser
esperado, sua melhora interior, reatando os votos para com a moral alteada, e
para com o trabalho no Bem. Não fora assim não encontraríamos nas palavras do
codificador, a citação: ”Reconhece-se o verdadeiro espírita, pelo esforço que
faz em domar as suas más tendências”, e iria além, citando ainda o codificador
quando nos ensina: “ O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, amor e de
caridade na sua mais completa pureza. Se interroga sua consciência sobre os
atos praticados, perguntará se não violou essa lei, se não cometeu nenhum mal,
se fez todo o bem que podia, se ninguém teve dele de se queixar, enfim, se fez
para os outros tudo o que os outros lhe fizessem.” Estes pequenos trechos
doutrinários, mostram bem o trabalho de que muitos descuram.
Por outro lado e voltando ao cerne
desta, por que uns e outros de lados diferentes, se apressam a defender este ou
aquele?
Há
algumas vertentes a serem analisadas, mas não é este o mote deste artigo. Pois,
mesmo que procurássemos imparcialmente elencá-las, sempre existiria um ou outro
a se dizer atingido. Na verdade, muitos pretextando defesa ou ataque, só necessitam
e pensam que assim o conseguirão, seus dez minutos de fama.
Como diria o cantor Gonzaguinha: “É a
vida...”
Destas linhas todas e mesmo do episódio
global, a única coisa que me preocupa é verem aos fatos, aditarem o nome da
doutrina. Ora, em verdade falamos do Movimento Espírita, ou seus membros são
somente os Espíritas pequenos, sem conhecimento, sem notoriedade? Se são
somente estes, onde se encaixam os médiuns de grande notoriedade, os
palestrantes, serão eles partícipes de outro movimento? Tratamos do Movimento
Espírita Brasileiro, meus amigos...
Se de um lado, a busca por pontos no
IBOPE, origina noticiário como este de domingo passado, de por outro lado há um
grande contingente de espíritas acostumados a varrerem as mazelas do M.E.B.
para baixo do tapete, como se esse ato feio, houvesse de “limpar” o Movimento
de suas baixezas, dores, angústias ou falta de caráter, da parte de poucos. A
quem interessa o “tapar o sol com a peneira”?
De tudo, pelo menos e o mais
importante, é sabermos que a doutrina dos Espíritos, em nada foi maculada, que
nada a desarrumará e que estas, são, apenas, preocupações pueris, e que Ela,
como sempre, continuará a passar, BEM OBRIGADO !!!!
Muita paz,
Rio de Janeiro, 01 de março de 2004.
Raimundo de Moura Rêgo Filho
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