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Luiz Manoel
Acioli Matos
Os sofrimentos existentes no planeta Terra são devidos às imperfeições morais
dos seres que nela habitam. Embora a intelectualidade até certo ponto desenvolvida
e apurada, as criaturas humanas que povoam o Orbe Terrestre ainda encontram-se,
em sua maioria, com a moral atrofiada pelas paixões inferiores alimentadas pelo
orgulho, pelo egoísmo e pela vaidade, sentimentos estes precursores de todas as
desgraças humanas. A iniqüidade reinante no Globo não pode ser ignorada, pois,
em todos os recantos do mundo, ela é visível e concreta.
Não há dúvida que a Lei do Progresso é uma Lei Natural e necessária para toda a
criação. Emanada de Deus é, por isso mesmo, imutável, e atinge a tudo e a
todos.
É certo também que o progresso intelectual precede ao progresso moral e, assim
sendo, possibilita ao Espírito saber diferenciar o bem do mal e o certo do
errado, facultando-lhe desta forma, o verdadeiro merecimento das escolhas
acertadas que fizer durante a sua vida.
No entanto, a moral, que deveria acompanhar nas mesmas proporções o crescimento
intelectual, impulsionador do progresso científico e tecnológico do planeta,
não está se desenvolvendo como deveria. Está ainda a passos lentos e
vacilantes, e as evidências desta lentidão estão patentes entre os povos,
podendo ser bem observada tanto no passado quanto na atualidade.
Ninguém seria tão otimista a ponto de negar a violência que assola a Humanidade
terrestre: ela está presente no trânsito, destruindo vidas e mutilando corpos;
nas drogas, acabando com a mocidade e a adolescência dos jovens nas viciações químicas,
levando-os à loucura, quando não à morte; na prostituição infanto-juvenil,
criminosamente conduzida por seres inescrupulosos e sem valores reais; nas
competições profissionais, acirradas e muitas vezes desonestas; na política, fazendo
com que aqueles que prometeram proteger e auxiliar o povo subvertam suas
obrigações patrióticas por interesses pessoais e mesquinhos; nas religiões,
onde fanáticos insanos lutam e se aniquilam pela posse de um deus mais forte e
mais poderoso; no lar, pela falta da paciência e do diálogo atencioso dos pais
para com os filhos, e o desrespeito dos filhos para com os seus velhos pais...
Tem-se a impressão que os atos violentos, praticados por pessoas doentias,
banaliza-se no curso do tempo; e assim será considerado, caso não haja a
conscientização de todos em buscar soluções racionais e eficazes contra estes
fatos degenerantes da moral e da paz.
Mesmo assim, apesar desta violência sufocar, confundir, assustar e encarcerar o
homem na sua liberdade de ir e vir – direitos estes assegurados pelas leis que regem
a maioria dos países – nunca se assistiu, em todos os tempos, tantos movimentos
organizados por pessoas boas e pacíficas, tentando melhorar as condições de
vida daqueles irmãos menos afortunados, trabalhando voluntariamente com o
objetivo cristão de tornar o mundo melhor e mais justo.
O combate à violência exterior não é uma obrigação exclusiva dos grupos governamentais,
ele inicia-se com a batalha íntima das imperfeições interiores de cada um dos
seres, e a cada um compete fazer a sua parte do trabalho.
Vigiando e evitando as pequenas violências e delitos que podem ocorrer na intimidade
familiar, irradiando-se ao agrupamento maior do qual faz parte, o indivíduo
estará contribuindo com a Divindade na construção de uma sociedade pacífica e
irmã, em cuja bandeira única estará escrita, com letras garrafais, a palavra
AMOR.
Mais do que nunca, neste momento de grandes transformações, os ensinos de Jesus
devem ser praticados na sua totalidade, “Orai e vigiai”, disse Ele aos homens,
e a Doutrina Espírita, acompanhando de perto estes ensinamentos sagrados, veio
a seu tempo mostrar aos Espíritos sinceros e de boa vontade a forma de
conseguir superar o mal e sobrepujar as imperfeições.
Para isto, é necessário: DISCIPLINA, DISCIPLINA e DISCIPLINA.
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