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Elisabeth Maciel
Allan Kardec é seu
pseudônimo, Hippolyte Léon Denizard Rivail, seu nome.
Diz Herculano Pires
que Allan Kardec nasceu a 18/04/1857.
Como se a data de
nascimento dele é 03/10/1804? O prof. Herculano Pires esclarece: “Allan Kardec
nasceu com a Doutrina Espírita, e a Doutrina Espírita veio com “O Livros dos
Espíritos”, no dia 18/04/1857, em Paris”.
Quem nasceu antes, em
1804, foi Denizard Rivail. Ao identificar-se com a Doutrina Espírita Denizard
Rivail deixa o nome legal, o nome de registro civil e passou a ser definitivamente
Allan Kardec.
Como pedagogo, um de
seus objetivos era o ensino, voltado que fora para os assuntos da instrução e
educação. No campo da Doutrina Espírita entendia que era necessário cuidar do
ensino para a formação de adeptos capazes, o que destacamos como uma visão de
futuro.
Mente lúcida e
penetrante, já trabalhava em um plano de atividades, prevendo práticas a fim de
que os continuadores , pudessem levar adiante a nova bandeira; surgindo daí um
estudo regular de Espiritismo.
Estudo pressupõe
seqüência, método e regularidade. Um estudo regular dos princípios básicos do
Espiritismo, cujo objetivo era evitar o conhecimento desordenado, o improviso
e, sobretudo, a predominância de elementos despreparados.
Como estaria a
Humanidade se os poderes ocultos da natureza, revelados aos filhos dos homens,
fossem distorcidos em sua justa destinação , pondo por terra a larga escala de
benefícios ?
De que serviriam o
magnetismo, a eletricidade, a aparelhagem de precisão, os equipamentos
industriais, os engenhosos meios de comunicação, a criatividade tecnológica nos
consideráveis setores das atividades humanas transformadas em maravilhosas
praticas, se o seu uso degenerasse em abuso, com prejuízos individuais e
coletivos?
Herdamos de Allan
Kardec, uma obra prima imprescindível à leveza do ser, verdadeira fonte de
liberdade.
Todo o material
codificado, estimula a querer movimentar energias situadas no mais recôndito do
íntimo. Somos esclarecidos por palavras e pela compreensão que nos levam a
utilizar da razão.
Somos levados a
visitar o mundo psicológico dos desejos, da inteligência, da imaginação e
adentrar o íntimo dos arquivos pessoais de todos os tempos; conseguindo ainda
que, quase que induzidos por um idealismo maior, deixar-nos levar permitindo
que a nossa melhor parte se manifeste em sintonia com alguma coisa que nos
atrai feito a um imã. É como se pudéssemos estar em contato com caminhos
insondáveis.
Na certeza de
buscarmos situar bem a sua vida e sua obra, lembramos que naquela época, século
XIX, um tempo de profundas e agitadas discussões filosóficas, Denizard Rivail
teve uma formação humana muito propensa ao raciocínio analítico, à controvérsia
religiosa e filosófica; entretanto, apesar do terreno não favorável, o equilíbrio
prepondera e, em 1.857, Allan Kardec afirma a sobrevivência do Espírito fora da
matéria e declara que Deus é a causa primária e todas as coisas.
Não se deixou levar
pelas influências antagonistas, mantendo sua posição afirmativa e em meio a
tantas divergências doutrinárias, falou de reencarnação no Ocidente, onde esta
idéia não tinha aceitação.
Prezava o valor exato
das palavras e, foi por isso que criou a palavra Espiritismo, para designar a
nova Doutrina. Na “Revue Spirite” transcreve, com toda fidelidade, uma parte da
Introdução de O Livro dos Espíritos, precisamente a edição revista de 1869, na
qual se vê a mesma expressão inicial: Pour
les choses nouvelles il faut de mots nouveaux…, ainsi le veut la clarté du
language, pour eviter la confusion inséparable du sens multiples des mêmes
termes.
Ou seja; “Para as coisas novas necessitamos de
palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a
confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos”.
Com isto reafirmou, que
os adeptos do Espiritismo serão os espíritas ou espiritistas.
A Doutrina trazendo
uma mensagem simples e clara, teria que ser comunicada a todos; falava à
inteligência pela luz da razão e ao coração pela pureza do sentimento, pela fé
sem receios e sem ritos.
Hoje, constatamos que
a Doutrina Espírita não considera apenas a razão como fonte única do
conhecimento humano, pois leva em conta a mediunidade, a intuição, a inspiração,
reconhecidas como legítimas, somente quando aceitas pela razão; incluindo ainda
o reflexo da mais alta expressão do humanismo, ao considerar o homem um Espírito
encarnado ou não.
O Codificador revela
em suas obras o uso do “método de observação” .
A dificuldade dos
homens antes de A. Kardec, consistiu justamente no desconhecimento do método
desse método de observação, também aplicável às coisas do Espírito. Era preciso
observar sem pensamento preconcebido, chegando às leis dos fenômenos e à
natureza das comunicações de maneira natural, sem dogmas, a fim de penetrar na
intimidade, no sentido e na origem real das manifestações mediúnicas.
Por tudo isto Allan
Kardec, diante da Doutrina insuperável, que une Fé à Razão, Ciência à Religião,
permitindo ainda dentro do aspecto filosófico, buscar os constantes porquês da
vida, acompanha indefinidamente o progresso absorvendo os novos conhecimentos,
as novas realidades reveladas, estará sempre vinculado à atualidade independentemente
do transcurso do tempo, uma vez que as verdades eternas são intemporais.
Temos a nítida
impressão de extrair de sua visão de vanguarda: conduzo não sou conduzido.
Avante.
Bibliografia:
AMORIM, Deolindo – Allan Kardec
AMORIM, Deolindo – Análises Espíritas
AMORIM, Deolindo – Ponderações Doutrinárias
Artigo da Revista Reformador – Março/1998
Artigo da Revista Reformador – Março/1999
Artigo da Revista Reformador – Setembro/1998.
Fonte: Jornal
Verdade e Luz - Fev/2004
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