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Edson Gomes da Silveira
"Eu de mim não posso fazer coisa alguma; como
ouço assim julgo, e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade mas a
do Pai que me enviou." João, V - v. 30.
Na verdade vos digo que aquele que crê em mim também
fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para o
Pai" João, XIV - v. 12
A força
criadora e restauradora de Deus está dispersa nas criaturas, portanto em toda a
natureza e no fluido cósmico universal.
Pode ser aproveitado
por todo aquele que a Deus se une pelo amor, pela fé e demais virtudes do
espírito, na restauração da ordem que o pecado ou a rebeldia dos espíritos
decaídos procuram subverter.
O pecado é
a postergação da lei que leva o espírito culpado ao reajustamento e á dor.
O
desequilíbrio e a desordem existentes no mundo material são efeito da rebeldia
dos espíritos delinqüentes e serão somente eles mesmos que poderão restabelecer
a ordem perturbada e reajustarem-se a si mesmos pela aceitação das virtudes divinas
imanentes na criação.
Jesus agia
em nome de Deus com quem sempre esteve unido. "Eu e o Pai somos um só. Eu
estou nele e ele está em mim." Isto não quer dizer que Jesus seja igual a
Deus, como uma segunda pessoa da Trindade, como acreditaram alguns teólogos
menos esclarecidos. O capítulo XIV das anotações de João, deixa esta verdade
bem clara. "Eu de mim nada posso fazer; como ouço assim julgo". Agia
conforme era inspirado pelo Cristo que estava nele.
Quem pois
se une com Jesus com o fim de reajustar perante a lei e de restaurar, em seu
nome, a ordem desfeita no mundo psíco-físico dos homens conseguirá a realização
de sua boa vontade e dará um grande passo no caminho da própria redenção.
"Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço," disse Jesus.
Ele mesmo,
como criatura, "nada poderia fazer". Era em virtude do Pai que
operava, como opera aquele que se une na qualidade de elo de união com Deus.
Continuará a ouvir a inspiração do Pai, para que o seu juízo seja justo, ou dê
atendimento a tudo aquilo que não contrarie a lei pré-estabelecida, porque
nunca se pode derrogá-la mas dar cumprimento naquilo que pertencer aos seus
sábios desígnios. São estas considerações que Jesus quis fazer no capítulo V do
Evangelho de João, onde destacamos o versículo 30.
Portanto,
aquele que se unir a Jesus no exercício de qualquer boa ação, terá a sua ajuda
e também praticará só o que for justo, porque a vontade do Filho é a vontade do
Pai. Não age em seu Próprio nome mas em nome de Deus por quem procura a restauração
da ordem criada e a reparação da lei que foi postergada.
O poder de
curar com Jesus é, pois, o aproveitamento das virtudes divinas atuantes na
criação e dispersas no cosmo material pela desordem conseqüente do afastamento
da lei pré-estabelecida.
O doente
físico ou mental é uma vítima do seu próprio desajustamento psíquico somático.
Quando se voltando para Deus a Ele se une pelo arrependimento e pela fé que
Deus o possa curar por misericórdia, o amor de Deus nele se manifesta através
de seus médiuns que são entidades que irradiam a sua força restauradora. Esses
instrumentos por ele usados tornam-se como que imãs poderosos que atraem a
força de reajustamento psicossomático, com renovação de células nadadoras, ou a
expulsão das influências negativas de entidades inferiores.
É deste
modo que se restabelece a saúde ou o equilíbrio daquele que no caminho da
evolução ou volta para Deus, ou se fez réu de nova ofensas ou desprezo à lei
pré-estabelecida para a redenção.
Duas
coisas, porém, são dispensáveis no mecanismo da cura. A fé que renova positivamente
as vibrações psíquicas do doente, e o amor que no instrumento curador tudo pode
remover no sentido do bem a serviço do próximo.
A lei exige
a expiação retificadora, mas a fé e o amor representam o perdão que a satisfazem.
Por essas virtudes regeneradoras o banho da graça purifica o doente do espírito
para que possa vestir a túnica alvinitente de sua volta a união com Deus.
Não
esqueçamos, porém, que para ser curado, o espírito terá que tomar parte em sua
própria cura pela virtude receptiva da fé.
O médium é
o instrumento transmissor. Mas a fonte de toda energia é Deus.
Fonte: O
Clarim Nov/71
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