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Amor e Instrução: Roteiro Seguro e Infalível

 

 

Adriano Rodrigues da Nóbrega

 

Não é tão incomum observarmos, dentro do próprio movimento espírita, comentários de caráter perjorativo acerca de determinados Centros Espíritas que insistem em priorizar o estudo sério, sob a alegação de que um núcleo cristão não deve se transformar em mero estabelecimento de ensino, porquanto o amor, síntese da Lei, não requer formação acadêmica à sua prática.

Defendem a desnecessidade de sistematização de cursos, os quais se prestam, tão-somente, segundo seu entendimento, para elitizar a doutrina espírita, em detrimento da prática benevolente, afirmando: “...enquanto estudam, poderiam estar fazendo a Caridade.

Não intentarmos questionar, por si só, esse posicionamento, mas, diante da complexidade de fatores que envolvem o processo evolutivo do Ser, campo de atuação do Espiritismo, julgamos oportuno tecer algumas considerações com o fito de fornecermos elementos complementares ao exame da delicada questão.

Preliminarmente, entendemos que não nos é lícito tratar o Centro Espírita como um escola ou universidade, de uma forma simplista, conforme inferem alguns dirigentes, dando, por conseguinte, ensejo a críticas sobre a inaplicação do seu aspecto religioso, particularmente, no que concerne às atividades beneficentes. Obviamente, enquanto célula difusora do Evangelho do Cristo, o Centro Espírita deve ter como premissa básica o amparo aos que buscam luz, independentemente dos propósitos que esposem, pois os que estão a serviço de Jesus, não podem se imiscuir na condição de árbitros.

Por outro lado, em defesa do solitário caminhar evolutivo dos nossos irmãos de jornada terrena, não podemos assumir posturas paternalistas ou de "milagreiros". Cada Ser, no âmbito do seu aprendizado, é o guia de si mesmo. Devemos esclarecer aos que buscam o amparo espiritual, da necessidade imprescindível de sua participação ativa no processo de reequilíbrio, posto que, a doutrina espírita disponibiliza as ferramentas - fluidoterapia, evangelhoterapia, desobsessão, orientação fraterna, etc., as quais podem ser utilizadas, ou não, de forma adequada.

"Vós sois deuses...", e é assim que devemos nos reconhecer.

Possuímos todo potencial divino capaz de nos favorecer a auto-libertação das amarras do sofrimento, pelo esforço e perseverança no Bem. Contudo, muitos dos que buscam o centro espírita, infelizmente desejam, tão-somente, curar os "sintomas" sem erradicar a "causa" real dos sofrimentos, sendo, portanto, avessos ao estudo doutrinário, pois que restariam, inevitavelmente, postos, em breve tempo, defronte ao tribunal da própria consciência a reclamar o devido ajuste de contas pelos eventuais deslizes promovidos.

Já os que conseguem alcançar os objetivos propostos pelo Espiritismo, de buscarmos, nós mesmos, erradicar a causa das nossas enfermidades físicas e morais, as quais, decorrem da ignorância, de si mesmo e das Leis, conscientes da necessidade premente de nos transformarmos em cristãos, acolhem, facilmente, o convite tácito proclamado pela Doutrina Consoladora, ao estudo, à disciplina e à humildade, por reconhecerem tais comportamentos como senhas de acesso ao reino divino latente no imo da alma de cada um.

À margem do imediatismo e da ociosidade própria dos que atuam como mero expectantes de graças, percebem que para darem o primeiro passo rumo à plenitude que nos espera, por força da Misericórdia Divina, têm de arregaçar as mangas e TRABALHAR.

Enfim, dar o peixe, sim! Mas, saciada a fome, cumpre-nos ensinar a pescar, pois, conforme afirmou Madre Teresa de Calcutá, como poderíamos ensinar a alguém arte da pesca sem que tenhamos restaurado a força necessária para o sustento da vara de pescar?

Difícil, contudo, é estabelecer o limite entre o estudo disciplinado, participativo, sistemático, e o apelo extremado dos que insistem em afastar das hostes espíritas seu caráter religioso, transformando-a em simples ciência metafísica, reservada aos intelectuais de plantão, ou mero segmento da Parapsicologia, o que, certamente, afastaria dessa Fonte de Bênçãos inexaurível, aqueles cujos atual estágio evolutivo não lhes permitissem adentrar no conhecimento do academicismo soberbo.

Entre os magistrados do cientificismo e a sabedoria do Mestre Nazareno -"Bem- aventurados os simples... os puros de coração...", saibamos seguir aquele que, através de palavras, sentimentos e ações, mostrou ser O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.

 

Fonte: Universo Espírita

 

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

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