Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

 

Menu

 

Aconteceu

Artigos

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Doutrina

Enquete do Mês

Entrevista do Mês

Espiritismo e Ciência

Espiritismo e Filosofia

Espiritismo e Religião

Eventos

Filmes Espiritualistas

Livro do mês

Mensagens

Obras Básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e Espiritismo

Perguntas e Respostas

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

 

 

 

 

 

 

 

 

A Exposição Espírita

 

 Waldehir Bezerra de Almeida

 

A divulgação da mensagem mais importante que o homem já recebeu na Terra teve início com a palavra. Jesus usou-a com tanta sabedoria, que ela se mantém ecoando até hoje, estremecendo a dureza de nossos corações tal como as trombetas de Josué estremeceram os muros de Jericó. Dando continuidade ao processo, os apóstolos saíram pregando a Boa Nova, usando a palavra. Paulo levou a mensagem do Cristo aos gentios através do verbo inflamado e objetivo, fundando igrejas no Oriente e no Ocidente. Sobrecarregado de tarefas do apostolado, resolveu conversar com os seus convertido, usando a palavra escrita, deixando para a posteridade as suas epístolas. No entanto, jamais abandonou o púlpito para esclarecer e inflamar os corações dos gentios com a sua fala convicta e fundamentada no conhecimento e na fé. Incontestável é, portanto, a força da palavra. Por isso nos lembra o Espírito Joanna de Ângelis:

- “Falando, heróis e santos reformularam os alicerces da idiossincrasia ancestral, colocando alicerces para a Era Melhor.”(In “Convites da Vida”, psicografado por Divaldo P. Franco).

Uma das mais importantes funções da Casa Espírita é divulgar a Doutrina Espírita. Não se acende uma luz para pô-la debaixo do alqueire. Ela deve semear a idéia que lhe deu origem e que lha dá vida. O recurso que todas elas têm para esse mister é a palavra dos seus integrantes (dirigentes e trabalhadores), e companheiros de ideal de outras co-irmãs.

A palavra é instrumento valioso para o elevado ministério de intercâmbio das idéias entre os homens, isto por que “é por ela que os homens se aproximam e se ajustam para o serviço que lhes compete e, pela voz, o trabalho pode ser favorecido ou retardado, no espaço e no tempo.” (André Luiz, in Entre a Terra e o Céu, 8ª ed. FEB, pag. 137.) É conveniente, portanto, que ela receba os cuidados necessários, tanto na forma como na sua essência, para que sirva com robustez e fidelidade à tarefa de divulgar e comunicar o Espiritismo, pois como afirma Emmanuel Em toda parte, a palavra é índice de nossa posição evolutiva. Indispensável aprimorá-la, iluminá-la e enobrecê La.” (Vinha de Luz, 73.)

O trabalho de divulgar e comunicar O Espiritismo nas Casas Espíritas tem o seu lugar de destaque, que são as reuniões públicas. É o seu horário nobre: nelas se reúne o maior número de seus freqüentadores e trabalhadores. É, também, naqueles momentos que estão presentes os que ali chegam pela primeira vez. Uns, na esperança de ouvir uma palavra de esclarecimento e consolo; outros, ansiosos por uma idéia que lhes aponte um novo norte para sua vidas; e mais alguns, em busca de argumentos racionais que lhes convençam sobre a afirmação de que a vida continua além do morte do corpo físico. Não é essa a finalidade do Espiritismo?

            É necessário e estratégico que à exposição espírita se dê uma atenção toda especial para que não se transforme em um discurso cheio de mesmice ou em aula antididática e maçante. Não deve ela ficar ao sabor da improvisação daqueles que, embora de boa vontade, não se preparem adequada e suficientemente, com o carinho e respeito que a Doutrina exige, fazendo com que os que lhe ouvem acreditem que o Espiritismo não tem conteúdo e que se distancia dos problemas atuais que afligem a todos. Cuidado também se deve ter para que exposição não se transforme numa demonstração de eruditismo e eloquência, não levando em consideração que entre os presentes somam-se aqueles devidamente esclarecidos com os de pouca formação escolar, e, até mesmo, os que não sabem ler nem escrever.

Para que a exposição espírita divulgue a comunique a Doutrina Espírita com mais eficácia; para que ela esclareça e também console; para que, com sua originalidade, beleza e simplicidade, faça novos adeptos, é necessário que algumas providências e cuidados sejam tomados muito antes de sua realização.

Com a intenção de trocar experiências, dirigimo-nos, em especial, àqueles que têm sob sua responsabilidade, administrar as exposições espíritas públicas em sua instituição, pedimos licença para oferecer algumas sugestões de procedimentos objetivando melhorar seu nível e adequá-las à sua finalidade.

1.   Reuna-se com duas ou três pessoas envolvidas na tarefa de divulgação da Doutrina Espírita, com vista ao estudo e montagem do temário do próximo mês.

2.   Escolha os temas a serem abordados levando em consideração:

a)   as efemérides espíritas do mês e outras não-espíritas, mas que tenham conteúdo para se agregar à mensagem doutrinária;

b)   a realidade cultural dos freqüentadores da Casa e suas necessidades eventuais de melhor conhecer e debater determinados temas.

3.   Vincule os temas escolhidos às Obras Básicas e a outras complementares, fazendo as devidas anotações para informar ao expositor, se for necessário.

4.   Dê títulos aos temas escolhidos, de forma que tenham um conteúdo apelativo para despertar o interesse do público e convidar o expositor à reflexão. Evite títulos que afugentam os freqüentadores, como por exemplo: O Aborto Delituoso! As irmãs que já praticaram aborto ou que pretendam assim fazer ficarão constrangidas em assistir tal exposição, com receio de serem indiretamente denunciadas. No exemplo, o título poderia ser substituído com vantagem por: Você Tem Medo de Ser Mãe?

5.   Contate com o expositor trinta dias antes do evento e, em seguida, envie-lhe uma correspondência confirmando o combinado e informando:

a)   título do tema, dia e horário e o seu tempo disponível para a exposição;

material de apoio didático que a Casa possua e que estará à disposição dele, tal como: quadro-de-giz, quadro branco, tripé para álbum seriado, retroprojetor, projetor de “slides” etc;

b)   e o mais importante: a idéia que deverá ser desenvolvida dentro do tema proposto. Este cuidado facilita o expositor a preparar o seu trabalho e favorece a que o tema seja tratado com originalidade para atender à ansiedade do público e dos trabalhadores da instituição.

6.   Agregue à exposição do dia mais um valor, distribuindo mensagens que abordem o mesmo tema.

7.   Na parte reservada às indagações do público, que deverá sempre existir, pessoas da Casa farão perguntas, incentivando os mais tímidos a participarem.

8.   Não se esqueça de enviar uma carta de agradecimento ao irmão expositor pelo trabalho prestado à divulgação do Espiritismo e dizendo que espera contar com ele em próxima oportunidade.

9.   Mantenha uma cadastro de todos os expositores que cooperam com a Casa, com informações sobre seu maior interesse por uma das áreas do Espiritismo (filosofia, ciência ou religião), e um registro das exposições que realizou e em que data: servirá para que você peça que a repita se achar interessante.

10. Evite convidar expositor, dando-lhe um “tema livre”: tal procedimento deve ser um risco calculado.

            Para finalizar, invocamos um pensamento de Emmanuel a respeito do uso da palavra, para a reflexão de todos aqueles que a usam para divulgar o Espiritismo.

            “Se não aclaramos a frase, se não apuramos o modo e se não educamos a voz, de acordo com as situações, somos suscetíveis de perder as nossas melhores oportunidades de melhoria, entendimento e elevação.”(Fonte Viva, item 43)

(Publicado na Revista Internacional de Espiritismo, em agosto de 1997)

 

 

(*) Preferimos o termo “exposição”, que significa narração, explanação, desenvolvimento de um tema, definição e explicação, ao invés de “palestra”, que tem o significado de conversa, conferência ou discussão sobre tema científico. Em nossa modesta opinião, o primeiro termo se adequa mais ao que fazemos na Casa Espírita: definimos, narramos e explicamos, quando no desenvolvimento de um tema espírita.

 

 

Pensamento

 

O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier

 

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.