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Raul
Franzolin Neto
Um dos pontos mais
relevantes a ser entendido sobre a vida é a Lei do Amor. Todo mundo fala, pensa
e vive de amor. Cristo disse: "ame ao próximo como a si mesmo; amai vossos
inimigos". As religiões certamente garantem que o amor é o caminho do céu,
onde todos vivem felizes. O contrário, o ódio é rumo certo para o inferno,
lugar de trevas. Uma pessoa muito feliz se encontra em estado de amor. Muitas
vezes encontra o amor em outra pessoa. É a paixão explodindo em seu coração. De
repente tudo parece mudar. Será que o amor tem fim? Há um limite e um tempo
para amar? Não, amor existe no ser humano e em todas as coisas na natureza. Um
rio, uma mata, um animal, uma nuvem, uma chuva, um objeto, etc, etc. Mas as
formas de amar são infinitamente diferentes de um ser para outro. Há pessoas
que amam sensivelmente outras pessoas, enquanto outras as odeiam. Para uns uma
borboleta pode não significar nada, para outros há um envolvimento
essencialmente amoroso. Isso observamos em tudo. Como definir o certo e o
errado nisso tudo? Não me atrevo jamais a tentar responder uma questão dessa
complexidade. Mas usar nossa razão em qualquer situação pode ser útil.
Realmente o amor é
sentimento ímpar. Algo inimaginável, surpreendente, muito acima de tudo o que
podemos sentir no momento. A própria vida, essência de tudo, não seria possível
caso Deus não houvesse definido a Lei do Amor. Em cada ser espiritual, o
Criador inclui a centelha do amor capaz de promover o equilíbrio necessário à
manutenção da harmonia universal em todos os sentidos. Isso permite a cada um
viver rumo ao infinito caminho da evolução do bem comum. Rumo a felicidade
eterna, e conseqüentemente, a manutenção da organização celestial em torno da
vida. Nesse caminho, a cada dia, aperfeiçoamos o amor e atingimos momentos
felizes. Amor e felicidade caminham juntos. Amor é a causa, felicidade o
efeito. Ninguém é infeliz por natureza. A infelicidade momentânea é processo
doloroso, sofrimento árduo, que só o amor é capaz de libertá-lo. Amor é
solidariedade, fraternidade. É a verdadeira caridade. Com seu aprimoramento, os
laços de afinidades se unem e os momentos felizes se tornam mais e maiores.
Sem esse processo, se
pudesse existir uma sociedade com a ausência total da centelha do amor, ou seja,
uma comunidade existindo sob a Lei do ódio, egoísmo, vaidade, onde os mais
fortes predominariam sobre os mais fracos, tudo caminharia para a destruição, o
caos e o nada. Mesmo em locais onde habitam espíritos de níveis de evolução
muito inferiores, há a atuação de espíritos de ordem mais avançada no gerenciamento
da existência da vida. A centelha do amor presente em todo o universo é, portanto,
fruto da perfeição da criação Divina.
Com a formação do
Espírito, Deus o torna parte da sua criação universal e recebe a chama do
próprio Criador (O AMOR), para trabalhar na construção da vida, gerando a
harmonia, o equilíbrio e a adequada Lei da Existência. Cabe a ele se
desenvolver, ao longo de uma caminhada infinita, contribuindo com o Criador no
arranjo das necessidades para o aprimoramento rumo a perfeição. Mas muito
grande é essa jornada e graças a Lei do amor é possível crescer numa velocidade
conforme a sua própria vontade, ou seja, seu próprio livre-arbítrio. Quanto
mais se avança na evolução espiritual, mais aumenta a sua participação no
equilíbrio da criação e maior é o convívio num ambiente feliz. Isso significa
conforto e satisfação pessoal cada vez maior.
A Lei do amor é,
portanto, a essência de tudo. Como tirar o melhor proveito dessa Lei? É preciso
um esforço indescritível de cada um no seu aprimoramento pessoal, buscando amar
a todas as coisas. "Conhece-te a ti mesmo". É o diagnóstico do Ser.
Como estou? O que desejo? Sou o que sou, melhor do que fui e serei melhor do
que sou. O tamanho do passo seguinte depende do passo anterior...
Fonte: Boletim GEAE Número 471
Site www.ade-rj.org.br
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