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Antônio
Paiva Rodrigues*
“O dever primordial de toda criatura humana, o
primeiro ato que deve assimilar a sua volta à vida, ativa de cada dia, é a
prece. Quase todos vós orais, mas quão poucos são os que sabem orar!”.
A Fé raciocinada é um fenômeno
psicológico e emocional construído a partir do desejo autêntico e perseverante
de compreender o que nos cerca; conquista somente possível através da renovação
do entendimento e da forma de sentir a vida. Na realidade, no perpassar da
vida, será que sabemos realmente o significado da fé. Quando afirmo: eu tenho
fé! O que quero realmente repassar? Confiança, esperança, amor, fraternidade,
caridade e amor ao próximo. Esses atributos que fortalecem qualquer ser poderão
ser qualificações de fé? Quando deixamos de reciclar nosso mundo intimo, é
comum, fixarmo-nos em idéias e comportamentos, que criam estilos invariáveis no
modo de ser. “A fé necessita de uma base, a inteligência perfeita daquilo em
que se deve crer. E, para crer, não basta ver; é preciso, sobretudo
compreender”.
Anaxágoras,
grande filósofo grego afirmava sempre aos seus súditos: “Aquilo que se vê não
é; aquilo que não se vê é”. Para decifrarmos as palavras de um grande pensador
precisamos auferir conhecimentos, sair dos arcabouços da “pequinês”, e
colocarmos os neurônios num perfilhamento, tocá-los com as vibrações da
sabedoria para entendermos certas afirmações. Estas podem tomar molduras
geniosas, como as que Jesus afirmou aos seus discípulos. “Pois em verdade vos
digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta
montanha; transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria
impossível”. As crenças que cultivamos são muito
importante no processo do crescimento espiritual. O ser humano criado “simples
e ignorante”, além do mais imperfeito, até adquirir a sabedoria desejada,
deverá palmilhar o caminho do bem, do amor, da fraternidade e da caridade. Não
existe egoísmo que supere o amor e a caridade.
A caridade deve ter seu nascedouro
no próprio lar, se não a pratico no meu aconchego, como poderei dar
continuidade lá fora. A fé seria um estado de consciência? “O Reino de Deus não
está aqui, nem ali, e sim entre nós (Lucas 17:21). Esta afirmativa do Mestre
Jesus não dá margens a sofismas. O Reino de Deus está com as criaturas que
cumprem fielmente os desígnios divinos. Somente conhecerá o Reino de Deus
aquele que se afeiçoar à verdade e ao bem. Existe nesta afirmação bíblica um
mais ou menos. Por quê? Fácil responder. Deus
em sua infinita misericórdia deu ao homem o livre arbítrio; (a escolha do bem e
do mal) fica a seu critério. O Reino dos Céus foi feito para todos,
independente do bem ou do mal praticado. A reencarnação é uma dádiva para
evolução do espírito, e à cada roupagem haverá sempre uma ascensão espiritual
já que o espírito não retrograda”.
Um dia, seremos espíritos puros.
Quando? Não sabemos, a verdade só a Deus pertence. Estamos neste orbe pagando
dívidas de vidas passadas, a erraticidade eleva o espírito, pois entre uma e
outra sempre “haverá” uma evolução. O Amor é tudo! É força que equilibra o
universo. O Amor de Deus está presente em toda parte. Ao nosso redor, nele
estamos mergulhados. Infelizmente ainda sofremos influências de forças negativas
que nos subtrai o amor e nos adiciona o desamor.
Neste crucial momento apelamos para
a fé raciocinada. A fé no Pai Maior, em Jesus Cristo, em nossos guias
espirituais. Mentalizemos esta força divina; agarremo-la e peçamos aos
benfeitores espirituais que nos conduza ao amor que edifica, em detrimento do
mal que destrói.
O mundo
está repleto de ouro. No
solo, no mar. Ouro nos cofres, mas
o ouro não resolve o problema da miséria.
O mundo está repleto de cultura,
cultura no ensino, cultura na técnica, cultura na opinião. Mas a cultura da
inteligência não resolve o problema do egoísmo.
O
ouro não resolve o desconforto da miséria, porque as virtudes humanas são escassas
e o coração do ser humano é insensível aos problemas dos enclausurados,
oprimidos e estropiado. São os agnósticos e materialistas que só pensam em si e
nas benesses que o vil metal proporciona. O materialista mostra o orgulho, a
ganância, que o torna ranzinza diante de situações constrangedoras. Já o
egoísmo afeta o ego, leva o ser humano a condição da não humildade. O Egoísmo
quando positivo suas nuances são benéficas, mas o negativo destroe e aniquila
as boas intenções, o super ego se exalta em beneficio próprio. Bezerra de
Menezes em suas afirmações sábias diz: O mundo está repleto de teorias, teorias
na ciência, teoria nas escolas filosóficas, teoria nas religiões. Mas as
teorias não resolvem o problema do desespero.
A reforma íntima se faz necessária
para dizimar o orgulho, a vaidade, o materialismo. O ponto alto é a imantação de Deus e Jesus em
nossos corações. Enquanto amor e caridade andarem de braços dados o egoísmo
jamais terá lugar de destaque. Caminha
um dia após outro na certeza de que Deus te espera com irrestrito respeito
pelas tuas mazelas, guardando o único direito de um Pai zeloso e bom que é a
esperança de que amanhã sejas melhor que hoje, para nossa própria felicidade.
*Cel.
PM/RR e Estudante de Jornalismo
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