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Solano Rodrigues Netto*
solanorn@hotmail.com
A
monocultura é um dos grandes impeditivos para o avanço do conhecimento humano e
quase sempre gera embotamento mental para as pessoas que não se permitem
renovar, no entanto, podemos ir em busca desses conhecimentos novos e perscrutar
nossas mentes através de uma profunda reflexão sobre o que é, e o que pode vir
a ser verossímil ou não.
No
“O Livro dos Espíritos”, especificamente na questão de número de 17, Kardec
pergunta:
“ É dado ao
homem conhecer o princípio das coisas?”
E os
Espíritos respondem:
“Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste
mundo.”
Essa
negativa dos Espíritos à questão indicada não deve ser entendida de forma
absoluta, mas sim de forma relativa. Não pode ser encarada como um dogma e sim
como uma proposição. Não devemos entender a resposta ao pé da letra, mas sim
sabê-la definir com o olhar mais apurado da razão e da lógica.
Não
é Deus, na realidade, que não permite ao Homem a revelação de tudo neste mundo,
mas sim a condição em que ele se encontra tanto intelectual, como moralmente
falando. Para que o Homem possa penetrar nos Mistérios Universais é preciso que
ele possa:
1º – Ter conhecimento dos princípios básicos das coisas
Nenhuma
pessoa pode querer conhecer o mais complexo sem antes conhecer o mais simples.
É como alguém que quisesse saber resolver cálculo diferencial sem no entanto
saber resolver as quatro operações aritméticas. Para isso é necessário que a
pessoa se submeta a um estudo constante e continuado, através de um esforço
inaudito das coisas que ele pretenda primeiro aprender, para só depois
desvendar.
2º – Ter a mente destituída de preconceitos
O
preconceito, seja ele religioso ou científico, é o maior entrave para o avanço
da Humanidade. Ele não permite que o Homem se desvencilhe de suas idéias
erradas e avance para um novo paradigma que o proponha a mudar a estrutura de
suas conclusões, pois que, assim estaria pondo à baixo toda a sua forma de ser
e de encarar a vida, e isso é muito difícil para qualquer um de nós.
3º – Procurar se adequar à Lei de Amor
O
Homem só avança intelectualmente com o seu adequamento a essa Lei Universal. É
relativo e proporcional à sua individualidade ou coletividade, conforme a sua
vivência. A História nos demonstra isso desde as Eras mais remotas da
humanidade. Ele pode avançar até um ponto específico, mais não passará daí
enquanto não se propuser a avançar nesse sentido. Podemos citar como exemplo
desse conceito que expendemos, a Idade Média, onde os atos mais pérfidos foram
cometidos de forma natural e aceita por todos incondicionalmente. Foi exatamente nessa
época que a humanidade menos progrediu.
Essas
são as premissas básicas para que o Homem possa começar a adentrar no
conhecimento do princípio das coisas. Após essas fases que vão sendo vencidas
passo-a-passo ele vai adquirindo novas faculdades que o permitirão adentrar
nesses mistérios que ainda não foi lhe dado conhecer. E isso está exposto na
questão a seguir de “O Livro dos Espíritos”.
“18.
Penetrará o homem um dia o mistério das coisas que lhe estão ocultas?
R.: O véu se levanta a seus olhos, à medida que ele se
depura; mas, para compreender
certas coisas, são-lhe precisas faculdades que ainda não
possui.”
São
essas faculdades que no futuro permitirão ao Homem compreender o que ainda não
pode perceber.
*Escritor e Analista de Suporte a Redes Corporativas
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