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Roque Jachinto
O dicionário
define-nos pobreza como: "Falta do necessário à vida". Deveremos angular
esta falta em dois aspectos fundamentais que, repetidamente, estão
profundamente vinculados: a falta do recurso material para a vida material e a
falta do conhecimento espiritual para a Vida Eterna.
A posição social ou
financeira não define, por isso, a rigor, sob o ponto de vista espiritual, o
lugar que a criatura ocupa dentro da existência. Poderemos encontrar ricos muito
bem postos junto a espiritualidade e os que malbarataram a sua fortuna em prazeres
pessoais traçando conseqüências funestas para o amanhã. Da mesma forma encontraremos
pobres materiais em sublime posição espiritual e pobres miseravelmente paupérrimos
na hierarquia dos valores psíquicos.
À frente de manifesta
pobreza material ou espiritual, cabe-nos o dever de instalar o Culto Espírita
da Assistência, restabelecido pelo Espiritismo-cristão das práticas dos
cristãos primitivos como o mais avançado sistema de fraternidade vitalizada
entre os homens.
Não se trata
simplesmente de distribuir o pão.
Não se cuida
exclusivamente de agasalhar o corpo.
Não se cogita tão só
de articular sermões.
O Culto Espírita da
Assistência é uma dinâmica de amparo, ajustado às reais necessidades dos irmãos
da romagem terrena. E não se exigirá, em seu nome, o quadro de reforma exterior
de quem quer que seja, pois na sua mecânica será o nosso comportamento, a nossa
radiação fluídica que induzirá o nosso semelhante à reforma íntima que lhe cabe
realizar o seu próprio favor.
Ele não pede
construções caras.
Não se alicerça sobre
organizações financeiras.
Pode ser realizado
mesmo sem que se movimente um centavo sequer, quando o dinheiro seja escasso, e
pode, em decorrência da sua independência financeira, ser praticado por
criaturas de todas as condições sociais.
Não se confunde com a
respeitável assistência social.
Não se rotula de :
instituição de amparo.
É simplesmente Culto
Espírita de Assistência, ou seja, vivência fraternal, transmitindo o calor de
nosso afeto, dentro dos princípios Evangélico-Espíritas em que nos amparamos
mutuamente e onde quem possui mais recursos espirituais doa ao que possui menos.
Podemos semanalmente
reunir-nos em pequenas caravanas de co-idealistas e partir em direção dos bairros
pobres da cidade ou na direção das casas que nos pedem amparo e socorro e
levar-lhes o que possuamos:
·
o pão que
tivermos,
·
o recurso
farmacêutico que dispomos,
·
as noções de
higiene que aprendemos,
·
os
ensinamentos espirituais que esposamos.
Junto aos
necessitados de qualquer ordem, cabe-nos:
·
dar-lhes nosso
carinho, sem afetação.
·
nosso amparo,
sem humilhá-los,
·
nossa
paciência em ouvi-los sem censurá-los,
·
nosso passe
espiritual, sem repreendê-los.
O Culto Espírita de
Assistência, tem como traços característicos a inclusão de:
·
passe
espiritual aos necessitados,
·
leitura de
páginas de Espiritismo-cristão aos socorridos.
·
introdução de
"O Evangelho Segundo o Espiritismo" por roteiro de vida,
·
difusão da
mensagem renovadora,
·
doação do
livro nobre,
·
conversação
nobre e respeitosa,
·
conselhos sem
imposição e sem ferir suscetibilidades.
Evitemos sempre de
julgar os assistidos como incapazes de compreender Jesus ou indignos de receber
o Amigo Celeste ou não preparados para recolher a mensagem consoladora ou
imaturos para as páginas de reforma interior.
Temos de dar o melhor
de nós mesmos.
A seu tempo Jesus, o
Ceifeiro Divino, colherá.
Fonte: livro "Desenvolvimento Mediúnico"
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