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Octávio Caúmo Serrano
Leia esta mensagem maravilhosa e você irá
entender.
Uma pobre senhora, com visível ar de derrota
estampado no rosto, entrou num armazém, aproximou-se do proprietário, conhecido
pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos. Ela explicou
que o seu marido estava muito doente e não podia trabalhar e que tinha sete
filhos para alimentar.
O dono do armazém zombou dela e pediu que se
retirasse do seu estabelecimento.
Pensando na necessidade da sua família ela
implorou: “Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver...”, ao
que ele respondeu ela não tinha crédito e nem conta, na sua loja.
Em pé, no balcão ao lado, um freguês que
assistia à conversa entre os dois, se aproximou do dono do armazém e lhe disse
que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família, por sua
conta.
Então, o comerciante falou, meio relutante,
para a pobre mulher: “Você tem uma lista de mantimentos?” “Sim”, respondeu ela.
“Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe darei
em mantimentos”. A pobre mulher hesitou, por uns instantes, e, com a cabeça
curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o
depositou, suavemente, na balança. Os três ficaram admirados, quando o prato da
balança, com o papel, desceu e permaneceu embaixo. Completamente pasmado com o
marcador da balança, o comerciante virou-se, lentamente, para o seu freguês e
comentou contrariado: “Eu não posso acreditar!”. O freguês sorriu e o homem
começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança. Como a escala da
balança na equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos, até
não caber mais nada. O comerciante ficou parado, ali, por uns instantes,
olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido. Finalmente,
ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado, pois não era uma
lista de compras e sim uma oração que dizia:
“Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas
necessidades e eu estou deixando isto em suas mãos...”
O homem deu as mercadorias para a pobre
mulher, no mais completo silêncio, que agradeceu e deixou o armazém. O freguês
pagou a conta e disse: “Valeu cada centavo...”
Só mais tarde, o comerciante pôde reparar
que a balança havia quebrado. Entretanto, só Deus sabe o quanto pesa uma
prece...
Fonte: Tribuna Espírita - Set/Out/2000
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