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Martins Peralva
"Hoje,
porém, com a mediunidade esclarecida,
é fácil aliviá-los e socorrê-los." Emmanuel
O primeiro desejo de
quem perde, no plano material, um ente querido, é, naturalmente, no sentido de
ouvir-lhe a palavra amiga, pela via mediúnica.
Saber onde está, como
se encontra.
Conhecer-lhe as
notícias, sentir-lhe as emoções.
Amenizar a saudade
pungente.
Entendemos justo e
compreensível o anseio de quem ficou, imerso em lágrimas, vendo partir para
outra dimensão da vida o ser amado.
A mensagem de quem se
foi representa esperança e conforto.
Os Amigos
Esclarecidos conhecem, no entanto, as dificuldades e inconvenientes de uma
comunicação prematura, com o desencarnado amparado no processo de refazimento
psíquico e de recomposição emocional.
Em fase de transição,
não tem o novo habitante do Espaço, na maioria dos casos, condições de
retornar, de pronto, ao convívio dos seus.
Só a alma renovada
pode enfrentar, além da desencarnação, as vibrações e a emocionalidade dos que
lhe pranteiam a partida.
Os Benfeitores
conhecem as causas que desaconselham o comunicado com a urgência desejada, às
vezes, até pelo próprio desencarnado.
A intranqüilidade dos
familiares, vergastados pela saudade cruciante, projeta dardos mentais de
angústia e desespero que atingem, em consecutivo bombardeio, a organização
perispiritual do recém-desencarnado, ferindo-lhe as fibras sensíveis do
coração.
É por isso que,
geralmente, retardam-se as comunicações dos novatos da Espiritualidade.
Há grande diferença
entre as leis vibratórias do Plano Espiritual e as do Plano Material.
Em decorrência dessa
diversidade, ou distonia, a comunicação prematura, causando no
recém-desencarnado choques vibratórios violentos, é sempre protelada pelos Amigos
Espirituais.
Poderia, o encontro
precipitado, prejudicar o esforço de recuperação empreendido pelos samaritanos
do bem.
Liberada do corpo
físico, torna-se a alma mais sensível às emoções, a pensamentos. A emoção
causada pela volta ao convívio familiar, a visão das almas querida poderá perturbar
aquele que ainda não adquiriu, ausente da roupagem física, clareza de raciocínio,
coordenação perfeita das idéias, segurança íntima.
Outro detalhe: a
posição mental do médium pode transtornar o comunicante ainda não
suficientemente adestrado no mister do intercâmbio.
A instabilidade do
medianeiro pode, assim, desajudá-lo, ao invés de ajudá-lo.
Eles, os Benfeitores
Espirituais, sabem o que fazem.
Retardam, quando
preciso, por algum tempo, ou apressam o comparecimento do desencarnado aos trabalhos
mediúnicos.
O médium educado,
sereno, de campo psíquico harmonioso, manterá o comunicante, dominado pela
emoção, em razoável nível de serenidade e equilíbrio.
Conscientizados de
que nem sempre nossos desejos compatibilizam-se com a programação da Espiritualidade,
auxiliemos os entes que partiram com as nossas preces, até que a Sabedoria de
Deus os ponha em contacto conosco pela bênção da mediunidade esclarecida.
Peralva,
Martins; "Mediunidade e Evolução", 1ª edição, FEB.
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