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Geraldo Voltz Laps
Diretor de Formação Doutrinária - Centro
Espirita
Luz da Esperança de São Francisco de
Assis
Porto Alegre/RS
Quando Allan Kardec codificou as obras básicas da doutrina espirita esperava,
obviamente, normatizar as regras de comportamento do novel movimento. Neste ano
estamos comemorando os 200 anos do nascimento de Allan Kardec, mas ainda estamos
longe de ter um movimento unificado, até porque começam as diferentes
interpretações sobre quais as obras e quais autores representam realmente o
movimento espirita. Algumas práticas também são realçadas ou repelidas, vamos ao
fatos: Roustaing deve ser lido e acolhido ou deve ser esquecido ? André Luiz
representa os ideais espiritas ? Pode os Centro Espiritas terem serviços de
desobsessão ? Poderão as Federações Espiritas Estaduais apenas aceitar como
práticas espiritas, os serviços de passe (ou fluidoterapia) e palestra
doutrinária ?
Somente apenas algumas questões já dariam grandes e acolorados debates, mas fico
pensando que contribuição nos dá estas questões ? Acho pouco produtivo
que percamos as nossas energias nestas discussões, o mestre lionês disse-nos que
devemos rejeitar 10 verdades do que aceitar uma mentira. Uma simples análise da
razão serve para tenhamos uma opinião sobre as sábias palavras do nobre
codificador. Lembremo-nos que antes de qualquer autor devemos, por dever de
oficio, recomendar a leitura das obras básicas de Allan Kardec, para assim com
um razóavel estofo doutrinário, lermos outras obras. Porém devemos ter muito
cuidado com obras e/ou autores da moda que em uma análise rasteira não nos
contribua com nenhum conteúdo doutrinário. O apelo dos romances açucarados com
histórias facéis e de nenhum esclarecimento que colaborem com um esclarecimento
do intercâmbio mediunico ou vivência no pós tumulo é perigoso. Mas antes de mais
nada, devemos ter muito cuidado com literaturas que tenham intenção de serem
best-seller comercial.
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