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Raimundo de Moura Rêgo Filho
Seria
engraçado se não fosse tão entristecedor...
Ficamos,
ontem, perplexos ao presenciarmos atitudes infantilescas, pueris, sem
cabimento, de alguns conhecidos.
Convidados,
comparecemos, junto aos usuários de nosso Grupo de Estudos da doutrina
espírita, a uma Sala Espírita da Internet. Havia muita expectativa no ar, muita
vontade dos organizadores do evento e nossa própria em ver-se alargado o
conceito que hoje, a nosso ver, vem diminuindo entre as fileiras do Movimento
Espírita Brasileiro. A necessidade imperiosa do estudo das Obras básicas.
Parece-nos
que o Movimento Espírita, anda meio desgarrados do norte, do farol que está a
iluminar o caminho daqueles que procuram a Doutrina dos Espíritos com o fito de
se tornarem Espíritas. O Estudo das obras Básicas.
Ora
Raimundo, como pode ser espírita aquele
que não conhece sua própria doutrina? - Perguntariam muitos.-
Nossa
resposta seria a de sempre: As atitudes, as ações, a postura, o exemplo,
denotam as qualidades do espírito encerrado no habitáculo carnal. Mas esses
atributos intelecto/morais, se bem que enaltecedores da criatura, não bastam
para dizê-la Espírita. Sim, não bastam!
O
Verdadeiro Espírita, é ou está próximo de ser reconhecido como homem de bem, e
este, reconhece o codificador: “(...) é aquele que pratica a Lei de Justiça, de
Amor e Caridade na sua mais completa pureza. Se interroga sua consciência sobre
os atos praticados, perguntará se não violou essa Lei, se não cometeu nenhum
mal, se fez todo o Bem que podia, se ninguém teve de se queixar dele, enfim, se
fez para os outros, tudo o que os outros lhe fizessem.” Em suma: “Reconhece-se
o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega
em domar as suas inclinações más.”
Reconhecendo
em o Edifício doutrinário, o sustentáculo, o cerne, a base, tendo convicção e
acreditando nas máximas exaradas na codificação, reconhecendo como verdade o
requisito validador estabelecido pela Espiritualidade e elaborado por Allan
Kardec, o Controle Universal Do Ensino Dos Espíritos, não terá maiores
problemas em entender que não há possibilidade de reconhecimento desta ou
daquela terapia, deste ou daquele ensino, desta ou daquela assertiva, haurida
de um ou de uns espíritos, se também este grupamento de itens não estiver legitimado
pelo C.U.E.E. E também entenderá facilmente que para se envidar o preceito
indicado aos parágrafos “in fine”do capítulo III, item trinta e cinco da Obra
“O Livro dos Médiuns”, temos antes de tudo de conhecer o que serve de base à
doutrina,evitando assim de incorrer em erro de querer chamar ao corpo de
doutrina, teses, assertivas, comunicações seja de qual espírito for, se o mesmo
não estiver amparado pelo mesmo elemento de validação.
Infelizmente,
ao cabo de um bom começo, diante dos esforços da coordenação do estudo, a nau
do pensamento soçobrou ante o mar encrespado e revolto da falta de conhecimento
doutrinário. Enquanto uns poucos se esforçavam para fortificar a linha de
condução do estudo, outros, deixando suas querências, suas opiniões pessoais, conduzirem-nos pelos terrenos que a vaidade
fez eclodir, tornando ininteligível o bom debate.
Taxando,
após julgamento pré-conceituoso de autoritário e radical o condutor do estudo,
tentaram fazer crer, de muitas maneiras, todas estapafúrdias e descabidas, que
as afirmativas de que este ou aquele Espírito estaria a complementar Kardec e
que por tal, deveria ter aceito no cenário doutrinário seu pensamento ou
missiva. Destoando do pensamento do próprio codificador.
A
inexistência do método de validação proposto e executado por Kardec, se impunha
contrária ao brado ou aos reclamos destes, mas a falta de conhecimento da
doutrina e de seus requisitos, lhes ordenava o ataque. Enfim, após algumas
tentativas, todo o esforço da coordenação ruiu e houve de ser encerrado o
Estudo proposto.
Ainda
vivenciamos esse tipo de atitudes, ainda nos entristecemos com o pouco apuro
dado às instruções de Kardec, ainda deixamos que nossas emoções nos comandem a
linha dos pensamentos, em suma, ainda estamos distantes do ideal espírita.
Ortodoxo,
Radical, autoritário? Não meus amigos, apenas uma pessoa que viu com os olhos
de ver, os acometimentos a que alguns se entregaram sem nem sopesarem as
idéias, numa forma deselegante de puerilidade espírita. Essa a triste realidade
vivida. Este o triste testemunho que lhe dou.
Mas
com certeza a semente do estudo denodado , grave e sério da doutrina foi
plantada naquele momento. E porque tenho inestimável e completa confiança no
ser humano, acredito piamente que venceremos esse trêfego, mais uma entre as
tantas dissidências a serem vencidas.
Terminando
deixo com vocês o dístico tão propalado e tão pouco observado: “Espírita,
amai-vos uns aos outros. Este o primeiro mandamento, INSTRUÍ-VOS, este o
segundo.”
Muita
paz,
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