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José Henrique Baldin
Antes de mais
nada, devemos resumir o espiritismo: A principal fator do espiritismo é a
reforma íntima para que possamos evoluir moralmente e intelectualmente. Esta
evolução é feita através de varias reencarnações, onde nossos espíritos vem a
este mundo para aprender e evoluir. Nossos espíritos são imortais, sobrevivem a
morte do corpo físico, e nós somos compelidos a seguir as leis naturais de Deus
(causa primaria de todas as coisas, inteligência suprema, bom e justo) que
regem o universo. Resumindo em duas máximas: Amar a Deus sobre todas as coisas
e amar o próximo como a ti mesmo.
1) Dever dos Pais: é dever dos pais a educação, o apoio, o
encaminhamento a prática do bem e da caridade, o respeito, por se tratar de um
ser que pensa e tem sentimentos e o esclarecimento quanto a educação sexual,
informando aos filhos a importância do sexo e quando ele deve ser praticado,
orientando quanto as doenças sexualmente transmissíveis, como também o risco da
gravidez indesejada ensinando os métodos anticoncepcionais. Os pais não devem
esconder nada a seus filhos, pois se eles não disserem, poderão aprender nas
ruas, e aprenderam a forma errada do sexo. Informar da responsabilidade do sexo
seguro e com a pessoa certa, pois de forma desregrada e sem responsabilidade
poderão ocorrer fatos desagradáveis.
No livro dos espíritos, temos as seguintes questões,
referente aos pais:
582) Pode-se considerar como missão a paternidade?
É, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo
dever e que envolve, mais do que pensa o homem, a sua responsabilidade quanto
ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o
dirijam pela senda do bem, e lhes facilitou a tarefa dando aquele uma organização
débil e delicada, que o torna propício a todas as impressões. Muitas há, no
entanto, que mais cuidam de aprumar as arvores do seu jardim e de fazê-las dar
bons frutos em abundância, do que se formar o caráter de seu filho. Se este
vier a sucumbir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa
queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem
feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem.
583) São responsáveis os pais pelo transviamento de um
filho que envereda pelo caminho do mal, apesar dos cuidados que lhe dispensaram?
Não; porém, quanto piores forem as propensões do filho, tanto mais pesada é a
tarefa e tanto maior o mérito dos pais, se conseguirem desviá-lo do mau caminho.
Podemos ver a seguir como os pais podem influenciar seus
filhos para o caminho do bem, através de exemplos de conduta durante toda a
vida da criança ou adolescente.
No Livro dos espíritos, temos:
208) Nenhuma influência exercem os Espíritos dos pais
sobre o filho depois do nascimento deste?
Ao contrário: bem grande influência exercem. Conforme já dissemos, os espíritos
têm que contribuir para o progresso uns dos outros. Pois bem, os Espíritos dos
pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes
isso uma tarefa. Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho.
209) Por que é que de pais bons e virtuosos nascem filhos
de natureza perversa? Por outra: por que é que as boas qualidades dos pais nem
sempre atraem, por simpatia, um bom espírito para lhes animar o filho?
Não é raro que um mau espírito peça lhe sejam dados bons pais, na esperança de
que seus conselhos o encaminhem por melhor senda e muitas vezes Deus lhe
concede o que deseja.
2) Dever dos filhos: é dever dos filhos o respeito e o
carinho pelos pais, pois são eles que o encaminham para o bem, nenhum pai ou
mãe quer que seu filho sofra ou tenha problemas em sua vida. Os filhos quando
percebem que os pais são bons e caridosos, procuram seguir seus exemplos.
a) Vós sabeis os mandamentos: não cometereis adultério;
não matareis; não furtareis; não prestareis falsos testemunhos; não fareis mal
a ninguém; honrai o vosso pai e a vossa mãe. (São Marcos, cap X, v.19; São
Lucas, cap.XVIII, v.20; São Mateus, cap XIX, v.19)
b) Honrai o vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes
longo tempo sobre a terra, que o Senhor vosso Deus vos dará. (Decálogo; Êxodo,
cap. XX, v.12)
No evangelho segundo o Espiritismo encontramos:
O mandamento: Honrai o vosso pai e a vossa mãe é uma conseqüência
da lei geral de caridade e de amor ao próximo, porque não se pode amar o
próximo sem amar pai e mãe; mas a palavra honrai encerra um dever a mais a seu
respeito: o da piedade filial. Deus quis mostrar com isso que, ao amor, é
preciso acrescentar o respeito, as atenções, a submissão e a condescendência, o
que implica a obrigação de cumprir para com eles, de um modo mais rigoroso
ainda, tudo o que a caridade manda para com o próximo. Esse dever se estende
naturalmente às pessoas que estão no lugar de pai e de mãe, e que tanto mais
mérito quanto seu devotamento é menos obrigatório. Deus pune sempre, de maneira
rigorosa, toda violação a esse mandamento.
Honrar a seu pai e a sua mãe, não consiste apenas em
respeitá-los; é também assisti-los na necessidade; é proporcionar-lhes repouso
na velhice; é cercá-los de cuidados como eles fizeram conosco, na infância.
Sobretudo para com os pais sem recursos é que se demonstra a verdadeira piedade
filial. Obedecem a esse mandamento os que julgam fazer grande coisa porque dão
a seus pais o estritamente necessário para não morrerem de fome, enquanto eles
de nada se privam, atirando-os para os cômodos mais ínfimos da casa, apenas por
não os deixarem na rua, reservando para si o que há de melhor, de mais confortável?
Ainda bem quando não o fazem de má-vontade e não os obrigam a comprar caro o
que lhes resta a viver, descarregando sobre eles o peso do governo da casa!
Será então aos pais velhos e fracos que cabe servir a filhos jovens e fortes?
Ter-lhes-á a mãe vendido o leite, quando os amamentava? Contou porventura suas
vigílias, quando eles estavam doentes, os passos que deram para lhes obter o de
que necessitavam? Não, os filhos não devem a seus pais pobres só o estritamente
necessário, devem-lhes também, na medida do que puderem, os pequenos nadas
supérfluos, as solicitudes, os cuidados amáveis, que são apenas o juro do que
receberam, o pagamento de uma dívida sagrada. Unicamente essa é a piedade
filial grata a Deus. Ai, pois, daquele que olvida o que deve aos que o
ampararam em sua fraqueza, que com a vida material lhe deram a vida moral, que
muitas vezes se impuseram duras privações para lhe garantir o bem-estar. Ai do
ingrato: será punido com a ingratidão e o abandono; será ferido nas suas mais
caras afeições, algumas vezes já na existência atual, mas com certeza noutra,
em que sofrerá o que houver feito aos outros.
Alguns pais, é certo, descuram de seus deveres e não são
para os filhos o que deviam ser; mas, a Deus é que compete puni-los e não a
seus filhos. Não compete a estes censurá-los, porque talvez hajam merecido que
aqueles fossem quais se mostram. Se a lei da caridade manda se pague o mal com
o bem, se seja indulgente para as imperfeições de outrem, se não diga mal do
próximo, se lhe esqueçam e perdoem os agravos, se ame até os inimigos, quão
maiores não hão de ser essas obrigações, em se tratando de filhos para com os
pais! Devem, pois, os filhos tomar corno regra de conduta para com seus pais
todos os preceitos de Jesus concernentes ao próximo e ter presente que todo
procedimento censurável, com relação aos estranhos, ainda mais censurável se
torna relativamente aos pais; e que o que talvez não passe de simples falta, no
primeiro caso, pode ser considerado um crime, no segundo, porque, aqui, à falta
de caridade se junta a ingratidão.
Deus disse: "Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim
de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará." Por
que promete ele como recompensa a vida na Terra e não a vida celeste? A
explicação se encontra nestas palavras: que Deus vos dará, as quais, suprimidas
na moderna fórmula do Decálogo, lhe alteram o sentido. Para compreendermos
aqueles dizeres, temos de nos reportar à situação e às idéias dos hebreus
naquela época. Eles ainda nada sabiam da vida futura, não lhes indo a visão
além da vida corpórea. Tinham, pois, de ser impressionados mais pelo que viam,
do que pelo que não viam. Fala-lhes Deus então numa linguagem que lhes estava
mais ao alcance e, como se se dirigisse a crianças, põe-lhes em perspectiva o
que os pode satisfazer. Achavam-se eles ainda no deserto; a terra que Deus lhes
dará e a Terra da Promissão, objetivo das suas aspirações. Nada mais desejavam
do que isso; Deus lhes diz que viverão nela longo tempo, isto é, que a
possuirão por longo tempo, se observarem seus mandamentos.
Mas, ao verificar-se o advento de Jesus, já eles tinham
mais desenvolvidas suas idéias. Chegada a ocasião de receberem alimentação
menos grosseira, o mesmo Jesus os inicia na vida espiritual, dizendo: "Meu
reino não é deste mundo; lá, e não na Terra, é que recebereis a recompensa das
vossas boas obras." A estas palavras, a Terra Prometida deixa de ser
material, transformando-se numa pátria celeste. Por isso, quando os chama à
observância daquele mandamento: "Honrai a vosso pai e a vossa mãe",
já não é a Terra que lhes promete e sim o céu. (Caps. II e III.)
3) O Respeito mútuo que deve existir entre pais e filhos:
O respeito mútuo deve existir, pois ambos possuem individualidades, formas de
pensamentos e de agir, sentimentos e o livre arbítrio, principal atributo que
Deus nos deu para sermos livres e agir conforme nosso grau moral e intelectual.
O livre-arbítrio significa que podemos fazer o que quiser, na hora que quiser,
da forma que quiser, mas com um detalhe, sendo responsável por todos os atos praticados
ou não. Pois sabemos que o Espiritismo nos ensina que estamos sujeitos a Lei da
Causa e Efeito, isto é, para cada ato praticado, estaremos sujeitos a uma
reação boa ou não, depende do ato praticado. Hoje você colhe o que plantou
ontem e amanhã colherá o que plantar hoje, portanto, use o livre arbítrio de
forma mais racional e caridosa possível.
No livro dos espíritos encontramos:
843. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o
livre-arbítrio, o homem seria máquina.
844. Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu
nascimento?
Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. Nas primeiras fases da
vida, quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento
das faculdades. Estando seus pensamentos em concordância com o que a sua idade
reclama, a criança aplica o seu livre-arbítrio àquilo que lhe é necessário.
845. Não constituem obstáculos ao exercício do livre-arbítrio
as predisposições instintivas que o homem já traz consigo ao nascer?
As predisposições instintivas são as do Espírito antes de encarnar. Conforme
seja este mais ou menos adiantado, elas podem arrastá-las à prática de atos
repreensíveis, no que será secundado pelos Espíritos que simpatizam com essas
disposições. Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez que se tenha a
vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder. (361)
846. Sobre os atos da vida nenhuma influência exerce o
organismo? E, se essa influência existe, não será exercida com prejuízo do
livre-arbítrio?
É inegável que sobre o Espírito exerce influência a matéria, que pode
embaraçar-lhe as manifestações. Daí vem que, nos mundos onde os corpos são
menos materiais do que na Terra, as faculdades se desdobram mais livremente.
Porém, o instrumento não dá a faculdade. Além disso, cumpre se distingam as
faculdades morais das intelectuais. Tendo um homem o instinto do assassínio,
seu próprio Espírito é, indubitavelmente, quem possui esse instinto e quem lho
dá; não são seus órgãos que lho dão. Semelhante ao bruto, e ainda pior do que
este, se torna aquele que nulifica o seu pensamento, para só se ocupar com a
matéria, pois que não cuida mais de se premunir contra o mal. Nisto é que incorre
em falta, porquanto assim procede por vontade sua. (Vede n°s. 367 e seguintes -
Influência do organismo.)
847. Da aberração das faculdades tira ao homem o
livre-arbítrio?
Já não é senhor do seu pensamento aquele cuja inteligência se ache turbada por
uma causa qualquer e, desde então, já não tem liberdade. Essa aberração constitui
muitas vezes uma punição para o Espírito que, porventura, tenha sido, noutra
existência, fútil e orgulhoso, ou tenha feito mau uso de suas faculdades. Pode
esse Espírito, em tal caso, renascer no corpo de um idiota, como o déspota no
de um escravo e o mau rico no de um mendigo. O Espírito, porém, sofre por
efeito desse constrangimento, de que tem perfeita consciência. Está aí a ação
da matéria. (371 e seguintes)
848. Servirá de escusa aos atos reprováveis o ser devida à
embriaguez a aberração das faculdades intelectuais?
Não, porque foi voluntariamente que o ébrio se privou da sua razão, para satisfazer
a paixões brutais. Em vez de uma falta, comete duas.
849. Qual a faculdade predominante no homem em estado de
selvageria: o instinto, ou o livre-arbítrio?
O instinto, o que não o impede de agir com inteira liberdade, no tocante a
certas coisas. Mas, aplica, como a criança, essa liberdade às suas necessidades
e ela se amplia com a inteligência. Conseguintemente, tu, que és mais
esclarecido do que um selvagem, também és mais responsável pelo que fazes do
que um selvagem o é pelos seus atos.
850. A posição social não constitui às vezes, para o
homem, obstáculo à inteira liberdade de seus atos?
É fora de dúvida que o mundo tem suas exigências, Deus é justo e tudo leva em
conta. Deixa-vos, entretanto, a responsabilidade de nenhum esforço empregardes
para vencer os obstáculos.
Quanto à ação e reação, são baseadas nas leis naturais que
Deus criou, temos:
614. Que se deve entender por lei natural?
A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem.
Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela
se afasta.
615. É eterna a lei de Deus?
Eterna e imutável como o próprio Deus.
4) O por que na mudança de comportamento dos filhos da
infância a adolescência: Durante a infância o espírito encarnado ainda não goza
de todas as faculdades de pensamento, pois é nesta fase que recebe os
ensinamentos dos pais, uma nova oportunidade para aprendizado. E na
adolescência o espírito encarnado aflora todas as suas possibilidades de
pensamentos, tomando consciência de seu ser, quer fazer tudo que os adultos
fazem, etc.
No Livro dos espíritos encontramos:
385. Que é o que motiva a mudança que se opera no caráter
do indivíduo em certa idade, especialmente ao sair da adolescência? É que o
Espírito se modifica?
É que o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era. Não
conheceis o que a inocência das crianças oculta. Não sabeis o que elas são, nem
o que foram, nem o que serão. Contudo, afeição lhes tendes, as acaricias, como
se fossem parcelas de vós mesmos, a tal ponto que se considera o amor que uma
mãe consagra a seus filhos como o maior amor que um ser possa votar a outro.
Donde nasce o meigo afeto, a terna benevolência que mesmo os estranhos sentem
por uma criança? Sabeis? Não. Pois bem! Vou explicá-lo.
As crianças são os seres que Deus manda a novas
existências. Para que não lhe possam imputar excessiva severidade, dá-lhes Ele
todos os aspectos da inocência. Ainda quando se trata de uma criança de maus
pendores, cobrem-se-lhe as más ações com a capa da inconsciência. Essa
inocência não constitui superioridade real com relação ao que eram antes, não.
É a imagem do que deveriam ser e, se não o são, o conseqüente castigo
exclusivamente sobre elas recai. Não foi, todavia, por elas somente que Deus
lhes deu esse aspecto de inocência; foi também e, sobretudo por seus pais, de
cujo amor necessita a fraqueza que as caracteriza. Ora, esse amor se
enfraqueceria grandemente à vista de um caráter áspero e intratável, ao passo
que, julgando seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e
os cercam dos mais minuciosos cuidados. Desde que, porém, os filhos não mais
precisam da proteção e assistência que lhes foram dispensadas durante quinze ou
vinte anos, surge-lhes o caráter real e individual em toda a nudez.
Conservam-se bons, se eram fundamentalmente bons; mas, sempre irisados de
matizes que a primeira infância manteve ocultos.
Como vedes, os processos de Deus são sempre os melhores e,
quando se tem o coração puro, facilmente se lhes apreende a explicação.
Com efeito, ponderai que nos vossos lares possivelmente
nascem crianças cujos Espíritos vêm de mundos onde contraíram hábitos
diferentes dos vossos e dizei-me como poderiam estar no vosso meio esses seres,
trazendo paixões diversas das que nutris, inclinações, gostos, inteiramente
opostos aos vossos; como poderiam enfileirar-se entre vós, senão como Deus o
determinou, isto é, passando pelo tamis da infância? Nesta se vêm confundir
todas as idéias, todos os caracteres, todas as variedades de seres gerados pela
infinidade dos mundos em que medram as criaturas. E vós mesmos, ao morrerdes,
vos achareis num estado que é uma espécie de infância, entre novos irmãos. Ao
volverdes à existência extraterrena, ignorareis os hábitos, os costumes, as
relações que se observam nesse mundo, para vós, novo. Manejareis com
dificuldade uma linguagem que não estais acostumados a falar, linguagem mais
vivaz do que o é agora o vosso pensamento. (319)
A infância ainda tem outra utilidade. Os Espíritos só
entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A delicadeza
da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e
dos que devam fazê-los progredir. Nessa fase é que se lhes pode reformar os
caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais,
missão sagrada de que terão de dar contas. Assim, portanto, a infância é não só
útil, necessária, indispensável, mas também conseqüência natural das leis que
Deus estabeleceu e que regem o Universo.
5) O Cuidado dos pais e dos filhos: Apesar dos
ensinamentos, todos devemos nos precaver contra ataques de espíritos obsessores
encarnados e desencarnados que não querem o nosso progresso, e induzem-nos ao
erro e a atos maus contra outras pessoas. Por isso devemos sempre Orar e
Vigiai, como disse Jesus, manter nossos pensamentos no bem e orarmos sempre que
necessário.
No Livro dos espíritos encontramos:
459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em
nossos atos?
Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles
que vos dirigem.
460. De par com os pensamentos que nos são próprios,
outros haverá que nos sejam sugeridos?
Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, freqüentemente, muitos
pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto, não raro, contrários
uns dos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos
com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas
idéias a se combaterem.
461. Como havemos de distinguir os pensamentos que nos são
próprios dos que nos são sugeridos?
Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de que alguém vos fala.
Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar.
Afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa distinção. Muitas vezes,
é útil que não saibais fazê-la. Não a fazendo, obra o homem com mais liberdade.
Se se decide pelo bem, é voluntariamente que o pratica; se toma o mau caminho,
maior será a sua responsabilidade.
660. A prece torna melhor o homem?
Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra
as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um
socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.
a) - Como é que certas pessoas, que oram muito, são, não
obstante, de mau caráter, ciosas, invejosas, impertinentes, carentes de
benevolência e de indulgência e até, algumas vezes, viciosas? O essencial não é
orar muito, mas orar bem. Essas pessoas supõem que todo o mérito está na lonjura
da prece e fecham os olhos para os seus próprios defeitos. Fazem da prece uma
ocupação, um emprego do tempo, nunca, porém, um estudo de si mesmas. A
ineficácia, em tais casos, não é do remédio, sim da maneira por que o aplicam.
6) E se os filhos caírem nos erros: Segundo nosso mestre
Jesus, devemos perdoar Setenta vezes, sete vezes, pois são nossos filhos e
devemos estar a seu lado em todas as horas. Deus que igualmente é pai de todos
nós, sempre perdoa nossas falhas, e por que não nós não perdoamos nossos
filhos. Mas assim como Deus faz, os pais devem passar aos seus filhos o amor e
o carinho, mas seus filhos devem ser responsáveis pelos atos praticados,
sabendo que terão conseqüências nesta ou numa vida futura. Procurar incentivar
seus filhos a não cair no mesmo erro e que eles possam ter atitudes mais
cristãs, pois só com o bem podemos reparar o mal que fazemos.
No Livro dos Espíritos encontramos:
892. Quando os filhos causam desgostos aos pais, não têm
estes desculpa para o fato de lhes não dispensarem a ternura de que os fariam
objeto, em caso contrário?
Não, porque isso representa um encargo que lhes é confiado e a missão deles
consiste em se esforçarem por encaminhar os filhos para o bem (582-583). Demais,
esses desgostos são, amiúde, a conseqüência do mau feitio que os pais deixaram
que seus filhos tomassem desde o berço. Colhem o que semearam.
7) O Aborto: Em nenhum momento, nem mesmo as mães grávidas,
nem as filhas grávidas, não devem cometer o aborto. Pois desde o momento da
concepção, já há um ser vivo no útero da mãe, o espírito já esta ligado a este
novo ser. O aborto só é permitido caso a mãe corra risco de vida. Toda pessoa
que cometer o aborto, deve estar consciente do crime que cometeu e que terá que
responder por seus atos numa vida futura. Mas nada está perdido, com DEUS é
amor ele sempre dá uma chance a seus filhos, quem cometeu o aborto, deve
procurar fazer o bem, se possível, adotar uma criança abandonada para reparar o
erro.
No Livro dos espíritos encontramos:
357. Que conseqüência tem para o Espírito o aborto?
É uma existência nulificada e que ele terá de recomeçar.
358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer
período da gestação?
Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja,
cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento,
por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento
o corpo que se estava formando.
359. Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em
perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se à primeira para salvar
a segunda?
Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já
existe.
Neste texto de Emmanuel, psicografado por Francisco
Candido Xavier (Chico Xavier), temos um resumo do sexo:
VIDA E SEXO
Que os problemas do sexo agitam atualmente vastos setores
da vida humana, é incontestável. De que forma, porém, as teses do sexo são
tratadas do Plano Espiritual para o Plano Terrestre?
Semelhante indagação, repetidamente endereçada a nós
outros - pequenos servidores desencarnados -, motivou a formação do
despretensioso volume que oferecemos aqui aos leitores amigos. Com ele, não
disputamos qualquer posição nova, ante os devotados lidadores da psicologia
moderna que hoje esquadrinham os meandros da alma humana, para benefício da
saúde mental da comunidade. Com as nossas ligeiras páginas, tão-somente
desenvolvemos conceitos formulados na Codificação Kardequiana, para demonstrar
que as proposições, ao redor do sexo, apaixonadamente focalizadas, na
atualidade da Terra, foram objeto de criteriosas anotações do Mundo Espiritual,
no século passado, na previsão dos choques de opinião, em matéria afetiva, que
a humanidade de agora enfrenta.
Nada mais realizamos que reformular o pensamento e a
definição dos Mensageiros Benevolentes e Sábios que orientaram Allan Kardec,
nos primórdios da Doutrina Espírita, em sua função de Consolador Prometido ao
mundo pelo Cristo de Deus.
E para não mais nos delongarmos em considerações
desnecessárias, concluiremos que, em torno do sexo, será justo sintetizarmos
todas as digressões nas normas seguintes:
Não proibição, mas educação;
Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e
a si mesmo;
Não indisciplina, mas controle;
Não impulso livre, mas responsabilidade;
Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois, aprender
ou reaprender com a experiência.
Sem isso, será enganar-nos, lutar sem proveito, sofrer e
recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem
precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a
luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um.
EMMANUEL
Enfim, devemos todos nós, pais e filhos, seguir os
ensinamentos de Deus e de Jesus, seguir seus exemplos, amar o próximo como a ti
mesmo, fazendo tudo em nossas vidas com amor e responsabilidade.
Fonte:
www.jhbaldin.com/espirita.htm
REFERENCIAS
BIBLIOGRAFICAS:
EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - ALLAN KARDEC - FEB
O LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC - FEB
VIDA E SEXO - EMMANUEL (FRANCISCO CANDIDO XAVIER) - FEB
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