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Saara Nousiainen
A
depressão é uma enfermidade que não mata mas rouba de suas vítimas a plenitude
de ser.
Quem
sofre desse mal vive apenas parcialmente e durante as crises pode tornar-se
completamente nulo.
A ciência informa que ela ocorre principalmente por falhas na produção
de certas substâncias químicas e cuida de tratá-la com remédios que compensem
essas deficiências.
Pergunto: o que leva o organismo a produzir essas substâncias de forma
deficitária?
Durante os longos anos em que busquei desesperadamente recursos
internos para controlar uma enxaqueca de sofrimentos superlativos e uma
depressão aniquiladora, que não encontravam alívio em nenhuma forma de
tratamento, fui descobrindo, através de pesquisas, observações e experimentações
alguns fatores fundamentais como, por exemplo, a existência do sistema
energético e seu papel nos mecanismos ligados às funções orgânicas, inclusive à
sua química. Restava saber como utilizar esses conhecimentos visando o fim que
me havia proposto, o alívio daquele tormento e, quem sabe, a sua cura.
Guiando-me
então pelo caminho entrevisto fui estabelecendo, pouco a pouco, um roteiro
de procedimentos mediante os quais consegui finalmente controlar aqueles males.
Sintetizando:
sabemos que nosso sistema energético é formado pela bioenergia e a
“psicoenergia “ ou energia psíquica. A bioenergia é a que nutre ou faz
funcionar o organismo e nós a assimilamos dos alimentos, da água, do ar... e a
sua emanação, a partir do corpo, pode ser fotografada com a câmara kirlian. O
livro Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro, das jornalistas
Sheila Ostrander e Lynn Schroeder, narra detalhadamente a descoberta e as
pesquisas soviéticas relacionadas ao corpo bioplásmico (energético) e suas
emanações visíveis e fotografáveis sob determinados fatores.
Já a “psicoenergia” é gerada pelo pensamento e as emoções. É tão sutil
que ainda não se consegue detectá-la através de aparelhos, mas sua existência
tem sido cientificamente comprovada. São bastante conhecidas aquelas
experiências feitas em universidades norte-americanas com plantas que receberam
vibrações de amor por grupos de pessoas e as outras que receberam vibrações de
ódio, sendo que as primeiras cresceram mais belas e viçosas, enquanto as
segundas murcharam e muitas morreram. Igualmente, foram bastante divulgadas
aquelas outras realizadas em grandes hospitais americanos, quando parte dos
internos recebeu preces de grupos de oração, apresentando significativas
melhoras em relação ao grupo controle, sem falar nas inúmeras outras, ligadas à
telepatia.
Sabemos então, que parte da energia psíquica provém dos nossos
pensamentos e emoções, parte recebemos do ambiente exterior, tanto dos locais
por onde nos movemos, quanto dos agentes que no-las direcionam, e temos razões
para crer que outra parte procede do nosso inconsciente, esse porão saturado de
imagens mentais de toda natureza, carregadas com energias compatíveis.
A “psicoenergia” pode ser de boa ou má qualidade. No primeiro caso a
sua fonte geradora mais poderosa é o amor, seguida do otimismo, alegria sã, fé,
oração... No segundo temos o ódio, a inveja, o mau humor, o estresse, o medo, a
ansiedade, sentimentos de frustração, hábito da lamúria e assemelhados. Essa
energia, quando negativa ou de má qualidade, cria bloqueios no sistema
energético formando áreas enfermiças em órgãos predispostos. Além disso,
provoca desequilíbrios no sistema de produção da química orgânica, como no caso
dos neurotransmissores, gerando estados de espírito negativos desde mau humor,
irritação, até a depressão em todos os seus níveis. Também provoca dificuldades
de concentração, insônia ou excesso de sono, pesadelos e os mais diversos tipos
de mal-estar, estando igualmente na raiz da maioria das enxaquecas.
Esse fato venho constatando diuturnamente. Quando me sinto cansada,
irritada ou percebo os primeiros sintomas de uma possível depressão, cuido logo
de fazer o que chamo de “varredura
energética” e, conforme vou conseguindo realizá-la, meus estados de espírito se
modificam na mesma rapidez e intensidade. Num determinado momento parece que o
mundo está desabando, que nada vai dar certo, as perspectivas se mostram
ameaçadoras, enquanto um desalento incontrolável toma conta do psiquismo.
Minutos depois, com a mera “limpeza” do sistema energético as expectativas já
são outras, carregadas de otimismo e confiança, enquanto um suave bem-estar vai
tomando conta do ser.
É simplesmente impressionante observar na prática como isto é real, e
constatar que o estado natural do ser humano é estar de bem com a vida.
Na segunda parte desta matéria vamos repassar alguns desses exercícios.
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