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"Quem
é feliz no caminho,
feliz
será... aonde quer que vá!"
(Propaganda
institucional
do Colégio Energia, de
Florianópolis.)
Ultimamente
temos presenciado o investimento maciço em propaganda, por parte dos principais
colégios de segundo grau e cursos preparatórios para o exame vestibular, em
nossa região. O objetivo maior, é claro, situa-se na disputa por expressiva
fatia de mercado, fazendo com que alunos representem cifrões.
Todavia,
independentemente do interesse comercial e/ou financeiro, há que se considerar
que os marqueteiros têm realmente sido muito felizes na definição das
estratégias, campanhas e slogans. A frase que introduz nosso artigo é um
exemplo notório disso. Fala, pois, da felicidade, enquanto busca e aspiração do
ser e, em conseqüência, motiva-nos a pensar acerca da circunstância de que uma
criatura feliz interiormente, realizada (pelo menos naquele instante temporal),
consegue desenvolver suas diferentes práticas e atividades com tal espírito,
isto é, acaba por permear suas diversas realizações com o entusiasmo, a vontade
e o sentimento que vivencia e, em conseqüência, os resultados que alcançar dependerão
daquelas premissas.
Ficamos a nos
perguntar acerca das formas pelas quais é realizada a divulgação da mensagem
espírita. Isto importa, necessariamente, no resultado que se busca alcançar.
Temos observado que as campanhas publicitárias, as propagandas de TV e rádio,
os releases e demais métodos de divulgação de eventos, programas, livros
ou instituições espíritas, têm uma inadequada forma de abordagem: destinam-se,
tão-somente àqueles que já são espíritas, ou, pelo menos simpatizantes
da filosofia espírita. Desta forma, ficamos num ciclo vicioso de fazer divulgação
do espiritismo para aqueles que já estão sensibilizados para as idéias
espiritistas.
Perde-se, com isso,
uma excelente oportunidade de cativar aqueles que ainda não tiveram a chance de
apreciar o "conteúdo", o teor da mensagem, justamente porque o
"rótulo", a aparência lhes causa uma certa aversão, principalmente se
o indivíduo estiver influenciado pelas idéias e expressões inverídicas acerca
do espiritismo, divulgadas seja pela mídia, seja pelas igrejas tradicionais.
A proposta é, em
verdade, alterar a forma pela qual é divulgada a mensagem espírita, evitando-se
a linguagem exclusivista (que exclui, de primeira, todos aqueles que pensam
diferente). A grande proposta da atualidade é estabelecer um diálogo sincero
com todos, visando o estabelecimento de parcerias, com união de esforços
e iniciativas, visando o equacionamento dos graves problemas sociais de nosso
tempo. Sem preconceitos ou prejulgamentos, insistir nos pontos de convergência
e deixar de lado as pequenas divergências conceituais.
Tudo
isto na busca da real felicidade!
Marcelo
Henrique Pereira
Diretor de Política e Metodologias de Comunicação/ABRADE
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