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Raimundo de Moura Rêgo
Filho
Mudanças
no clima, situações de risco iminente, desmatamentos excessivos, construções
desordenadas, gases tóxicos...
O homem, em sua descabida e ansiosa
busca pelo progresso, há de ter a si apensada, a tipologia criminal de partícipe,
ou co – autor de tragédias que antes eram somente imputadas nos capítulos
referentes às forças da Natureza.
Ora, basta-nos um pequeno arrazoado
hoje em dia, para que cheguemos a conclusão de que, se o Pai, quando da criação
do mundo, pensava tão somente no progresso das raças nele habitante, não seria
Ele, por sua onisciência que engendraria semelhantes tribulações pelas quais o
homem passa em sua peregrinação de espírito encarnado.
Por certo há de se concluir que se
desmatamos aqui, vastas áreas, haverá um aumento do aquecimento da calota
terrestre nestes lugares, agravando substancialmente a temperatura global.
Sabe-se que não só o desmatamento trabalha neste campo, o aumento de proporção
no buraco existente na camada de ozônio também proporciona variações climáticas
de grande relevância na temperatura terrestre, produzindo a recrudescência de
fenômenos atmosféricos em regiões distintas.
Mas o homem, bradando inocência,
ainda hoje acusa a Natureza da autoria de quase tudo que lhe aconteça.
Assim, quando alagamentos acontecem,
ceifando vidas, acusa a Natureza e, por conseguinte ao Pai, por tais enlutantes
acontecimentos.
Mas notemos o contraste entre duas
coisas: Ao verificarmos as regiões ribeirinhas, notamos com facilidade, a
variedade de construções edificadas as margens dos rios, algumas já adentrando
a estes, as palafitas. Entretanto, mesmo procurando com zelo, não haveremos de
encontrar, senão há até 30 km de distância dos rios, construções erigidas não
por humanos, mas por insetos, as nossas formigas.Há então de ser pensado o
porque de tal acometimento, a resposta nos trás a compreensão de que os
próprios animais, ditos irracionais, já determinam níveis de segurança, para
erigirem suas moradas. Só o homem, eterno Senhor, abusa e descrê, colocando-se
perigosamente a espreitados acontecimentos, vitimando-se por sua própria
invigilância.
Emmanuel, na obra “Fé, Paz e Amor”,
trás a nossos olhos uma página elucidativa sob o título de Flagelos, vejamos:
Ante as calamidades que afligem a
natureza, gerando o espetáculo deprimente das provações coletivas, não te
esqueças daquele mundo vivo que somos nós mesmos, governado por leis que não
poderemos trair.
Lembra-te de que todos os nossos
desacertos na luta e deserções do dever representam deplorável plantação de
males em nossa rota.
A rendição ao vício
e o culto da crueldade criam espessas nuvens de treva em torno de nossos passos
a rebentarem depois, em temporais de lágrimas, que valem por destruidoras
convulsões em nosso campo íntimo.
É por isso que a experiência atual
para nós outros permanece juncada pelos destroços de ontem, quando a nossa
invigilância favoreceu na estrada que nos é própria os flagelos morais que hoje
nos patrocinam as dificuldades e os sofrimentos.
Os obstáculos do templo familiar, os
impedimentos afetivos, os espinheiros profissionais e os tremendos conflitos
interiores que nos assomam à vida constituem dolorosas reminiscências dos
cataclismos da alma que nos mesmos criamos.
Regeneremos assim, o destino,
suportando com heroísmo e serenidade o inquietante reajuste de agora.
Achamo-nos à frente do passado que
ainda vive em nós e, se nos propomos alcançar o futuro de firmamento sem sombra
em que desejamos viver, saibamos carregar a cruz de provas e inibições que nos
mesmos talhamos a fim de que, com ela e por ela, possamos proclamar perante a
Lei o nosso justo resgate, garantindo, dessa forma, a posse de nossa verdadeira
libertação.
Conceituaremos então os flagelos,
como movimentos naturais que trazem como conseqüência desencarnes coletivos,
atingindo e modificando, por vezes, regiões inteiras.
Kardec em “O Livro dos Espíritos” entende
que muitos destes flagelos resultam também, da imprevidência do homem.
Falaremos então, daqueles que, entre
aspas, independem da ação do homem.
As enchentes naturais, os furacões,
maremotos, terremotos, erupções vulcânicas, avalanches etc.
Em relação a estes, diz o homem já
ter se colocado em tecnológica e cientificamente sobre eles.
No Japão, o homem já consegue erigir
prédios que não são comprometidos pelos terremotos, acontecendo o mesmo nos
Estados Unidos da América.
A história nos mostra o homem,
fazendo no deserto, o nascer da vida nos campos de Israel, Por exemplo,... Mas
a insensibilidade deste mesmo homem tem feito com que grande massa de espíritos
desencarne, vitimada pela invigilância, fazendo-nos afirmar que o homem se
assina como partícipe em muitas dessas tragédias, ditas tipicamente naturais.
Em “Obras Póstumas” respondem-nos os
espíritos que é o espírito, não o corpo, o mais importante, tal; como nas
guerras, o general não há de se preocupar com o fardamento de seus soldados.
Isso nos trás a percepção de que não haveria, de por assim se dizer, um
desencarne injusto, conforme a leitura desses mesmos espíritos. Ainda em “Obras
Póstumas” nos lembram quando tratam do tema “Expiações Coletivas”: A própria espiritualidade
trabalha para que de alguma forma aqueles que precisem, de alguma forma passar
por
esta experiência, ali estejam reunidos no momento exato em que o flagelo ocorra.
Emmanuel, em suas considerações anteriores, afirmou
ser o homem e sua imprevidência, como causadores de muitos desses flagelos.
Poderíamos num rápido pensar, apontar algumas mostras
dessa imprevidência, citando a pouca preocupação para com a higiene pública, as
construções em áreas de risco, um exemplo que apontando na área da higiene
pública, está a luta contra o alastrar endêmico da Dengue, onde seu transmissor
é ainda encontrado em muitos lares e pasmem, até mesmo dentro de tubulações
próprias do estabelecimento público que cuida de sua erradicação. As enchentes
e alagamentos produzidos pelo entupimento ou inexistência de sistemas de
escoamento de esgotos públicos mostram também, o dedo do homem, cultivando a
morte do próprio homem.
O Homem, distanciado de sentimento melhor para
consigo mesmo e para com seu próximo, tem sido grande incentivador desses
flagelos.
Lembramos ainda, a existência de espíritos ainda em
grande atraso moral, que ainda buscam, pela beligerância a conquista de nações
inteiras, escravizando seus povos, atraídos pelas riquezas minerais destas
nações. Doutra feita é este mesmo Homem, que fanatizado torna-se joguete na mão
de insidiosos espíritos perturbados e lança-se contra seus próprios irmãos em
atentados suicidas... Urge o tempo de estarmos todos, silentes e concentrados
num único pensamento pela paz e concórdia entre os povos, esta a verdadeira
globalização.
Mas, como em tudo há também, para abrandar e proteger
o projeto divino, a mão do Criador, a espiritualidade encontra sempre um final
justo e bom para acontecimentos que venham a dizimar milhares de vidas. É que,
no mesmo momento em que estas legiões de espíritos regressam para a pátria
espiritual, igual quantidade de espíritos, estes mais apetrechados moral e
intelectualmente, aportam em nosso orbe, em diversos locais. São estes
espíritos, que pela imitação de seus atos, por parte dos que aqui ainda se encontram,
num primeiro momento e depois, pelo conhecimento que farão das qualidades
morais dos espíritos recém chegados, conquistarão as altiplanuras da evolução,
conduzindo-se por atos e obras mais edificantes, alijando do seio da família
mundial os baixos sentimentos, ao mundo de regeneração que sabemos estar por
chegar.
Assim, a espiritualidade, pelo obséquio da justiça
soberana de Mais Alto, responde aos flagelos e tragédias, muitas vezes criados
pela ação invigilante do próprio homem.
É preciso estudar um pouco mais a Lei de
Causa e Efeito, relacionando isso com o estudo do registro energético do
perispírito, de modo a entendermos o correto mecanismo do "resgate e
expiação".
Bibliografia:Kardec, Allan - Obras Póstumas
Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos
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