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18 de Abril

 

 

Marcus V. Monteiro*

 

                “ALLAN KARDEC nasceu a 18 de abril de 1857, em Paris. Sua certidão de nascimento não foi passada em cartório, mas impressa nas oficinas do editor Didier e exposta ao público na sua livraria. Cada cidadão que adquiria um volume da nova obra, tomava conhecimento da existência de um novo escritor, que surgia do longínquo passado gaulês: o sacerdote druida ALLAN KARDEC, então reintegrado na vida moderna da antiga e misteriosa pátria. Mas, reintegrado como, de que maneira? Através da reencarnação, na pessoa do professor Denizard Hippolyte Leon Rivail que por sua vez nascera em Lyon, às 19 horas do dia 3 de outubro de 1804, a Rua Sala, 76, filho de Jean Baptiste-Antoine Rivail, juiz, e sua esposa Jeanne Duhamel.” Assim escreve o insigne confrade J. Herculano Pires na Introdução da obra de André Morreil “Vida e Obra de Allan Kardec” (Edição EDICEL), reportando-se ao marco inicial do Espiritismo no Mundo.

            “O LIVRO DOS ESPÍRITOS” com suas 1019 perguntas e respostas organizadas em forma racional e didática por ALLAN KARDEC, segundo o ensinamento dado pelos Espíritos Superiores com a ajuda de diversos médiuns, contém os Princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o futuro da Humanidade, constituindo-se a semente que faria brotar, para permanente colheita, a obra imorredoura de restabelecimento do Cristianismo Redivivo na face fértil do planeta.

            Ao lado do Espírito de Verdade encontramos tudo a plêiade de entidades espirituais que subscrevem a mensagem publicada no “Prolegômenos” de “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, e nas demais que aparecem como autoras das numerosas mensagens transcritas nesse livro e em todas as outras obras da CODIFICAÇÃO.

            É ainda J. Herculano Pires (O ESPÏRITO E O TEMPO, pag. 139) quem escreve: “O importante é procurarmos compreender o que foi esse momento histórico e espiritual do advento do Consolador. A publicação de “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, em primeira edição, a 18 de abril de 1857, em Paris, marca o primeiro impacto da Doutrina Espírita no século. Não é ainda o livro definitivo, em sua forma acabada, que só virá a tomar com a segunda edição. Mas é o primeiro clarão da grande alvorada. Depois virão “O Livro dos Médiuns”, em 1861, desenvolvendo e completando o livrinho “Instruções Práticas”, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em 1864, tendo nessa primeira edição o título de “Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo”, “O Céu e o Inferno”, em 1865, “A Gênese – os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo”, em 1868. Com esse livro concluía a Codificação. Mas encerrando-se apenas no tocante àquela existência, pois o seu trabalho se prolongaria pelos séculos, e os próprios Espíritos o advertiram da necessidade de uma nova encarnação, para prosseguimento da obra iniciada.”

            Desencarnado ALLAN KARDEC, sua obra continua bem viva, pois o Espiritismo – o Consolador prometido por Jesus, é obra de Deus, tal como nos assevera EMMANUEL:

            “A Doutrina Espírita é código de princípios trazido ao mundo pelos mensageiros do Cristo, objetivando a restauração do Evangelho, cuja vivência, no campo das atividades terrestres, o próprio Cristo demonstrou claramente possível.

            Cabe, assim, a nós, - os discípulos e seguidores da Nova Revelação, o dever de não interromper-lhe a marcha, no enlevo improdutivo, diante dos fenômenos, e nem paralisar-lhe a força edificante nas conjeturas estéreis, reconhecendo que compete a nós todos a obrigação de incorporá-la à nossa própria vida, de modo a provar que o Espiritismo é a religião natural da verdade e do bem, que renova e funciona.”

 

*Do Centro de Documentação Espírita do Ceará

 

 

 

 

 

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Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

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