|
Waldehir Bezerra de Almeida
Sua importância capacita-a para auxiliar terceiros e
defender a própria instituição
A reunião de desobsessão não deve ser vista e
desenvolvida como uma atividade isolada na casa espírita. Esse procedimento
passa para os demais trabalhadores da instituição a falsa idéia de que seus
componentes são pessoas especiais. Ingenuamente crêem que ela se destina só aos
que vêm de fora com problemas de obsessão, esquecendo-se de que todos somos influenciados
constantemente pelos espíritos inferiores, justamente por estarmos trabalhando
na direção do Bem.
Os grupos
A visão dos trabalhos de desobsessão deverá ser sistêmica, ou seja, ela atende
não só aos que vêm de fora, mas, também, assegura relativa harmonia à Casa,
como um todo, e aos seus trabalhadores.
Para sustentar a nossa tese, vejamos o que aconteceu no "Grupo
Meimei", fundado em 31 de julho de 1952, em Pedro Leopoldo – MG, do qual
participou o inesquecível Chico Xavier. O grupo de médiuns dedicados àquele
trabalho se reunia nas noites de quinta-feira. Tudo transcorria em atmosfera de
intimidade. Ausência total de público. Além do quadro habitual da equipe,
somente a presença dos enfermos, assim mesmo quando absolutamente necessária.
Os resultados obtidos naqueles encontros foram publicados em uma inestimável
obra, organizada por Arnaldo Rocha.[1][1]
Informa-nos Rocha que no primeiro ano de trabalho "Os 251 companheiros
menos felizes que compareceram às reuniões estão assim divididos: 77 irmãos ligados
ao pretérito próximo e remoto de componentes da instituição [...]." (ou
seja, 30,7 %.) Já no segundo ano de atividade desobsessiva do Grupo Meimei, dos
364 Espíritos menos felizes atendidos, 66 estavam ligados, também, aos
componentes da agremiação." [1][2]
(ou seja, 18,3 %.) Em função dos dados apresentados, podemos inferir que:
decresceu o assédio dos obsessores aos trabalhadores da Casa, em razão da
reunião de desobsessão;
os médiuns que atuam nas reuniões de desobsessão não são diferenciados dos demais
trabalhadores, a não ser pela carga de maior responsabilidade que assumiram
perante a Espiritualidade Superior.
as reuniões de desobsessão não se prestam apenas ao atendimento de pessoas
estranhas à instituição, já que todos estamos inadimplentes na Contabilidade
Divina.
as reuniões de desobsessão são como defesas a impedir ou diminuir o ataque das
sombras à instituição espírita.
Finalizemos com o ensinamento do mentor André Luiz:
"Cada templo espírita deve e precisa possuir a sua equipe de servidores da
desobsessão, quando não seja destinada a socorrer as vítimas da desorientação
espiritual que lhe rondam as portas, para defesa e conservação de si
mesma."[1][3]
(a 1ª edição do livro Desobsessão foi em 1964)
[1][1]
XAVIER, Francisco Cândido. Instruções Psicofônicas. 3. ed., Rio de Janeiro –
RJ: FEB.
[1][2]
Idem, p. 286 e 287.
[1][3]
XAVIER, Francisco Cândido. Desobsessão. Pelo Espírito André Luiz. 6. ed., Rio
de Janeiro -RJ: FEB, p. 19.
Nota da Redação: Sugerimos leitura e
estudo da obra Desobsessão, ditada pelo Espírito André Luiz ao médium Francisco
Cândido Xavier e editada pela Federação Espírita Brasileira, igualmente citada
pelo autor.
O autor atua em Brasília-DF como
expositor e coordenador de eventos.
Fonte: O Clarim – nov/2005
|