Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

 

Menu

 

Aconteceu

Arte Espírita

Artigos

Biografias

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Chico Xavier

Doutrina

Enquete do mês

Entrevista do mês

Espiritismo e ciência

Espiritismo e filosofia

Espiritismo e religião

Eventos

Filmes espiritualistas

Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas (LIHPE)

Livro do mês

Mensagens

Obras básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e espiritismo

Perguntas e Respostas

Sala Filosofia Espírita

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

Vocabulário Espírita

 

 

 

 

 

 

 

Os Princípios Fundamentais da Paz (Aspectos Pedagógicos)

 

 

Marcelo Paes Barreto

  

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos

dou: não vo-la dou como a dá o

mundo. (...).” (João, 14:

 

Deus, o Criador de tudo e de todos, outorgou-nos as leis naturais, como norteado para uma caminhada de serenidade e progresso, desde o princípio da História.

Em cada época, o Pai designou um filho, bem preparado, para lembrar da existência destas Leis, objetivando um melhor encaminhamento de tudo e de todos para o alcance do Bem.

Moisés, procurando cumprir bem a tarefa, educa-se numa família de monarcas, no Egito, para depois elevar os níveis de sociabilidade de seu povo, objetivando mais altos graus de harmonia e paz. Recebe os Princípios Fundamentais, traduzidos em Mandamentos, que, se estudados e assimilados, à época, seriam substanciais pontos de apoio para o crescimento da civilidade.

...

“Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”

( João, 1:17.)

Jesus, o Mestre de todos os mestres, surge na mesma região, para dar cumprimento àqueles Princípios recebidos por Moisés, sintetizando-os na Lei do Amor a Deus e ao próximo. Para isso, do alto do monte, como se estivesse na frente e em cima do tablado da sala de aula da vida, dita as fases para o alcance do nível mais alto da Paz. Fases pedagógicas, em ordem crescente de evolução interna de cada estudante, que, se bem compreendidas, proporcionariam um ser calmo, tranqüilo, consciente, e, por fora, propagador da harmonia social.

A primeira fase, por ele anunciada, foi a humildade, a ser trabalhada internamente, no campo do espírito, exatamente para que fosse, após compreendida, a base de sustentação de todas as outras etapas.

A segunda, o choro, no sentido de saber, conscientemente, enfrentar os momentos de sofrimento durante a vida terrena, evitando-se o desespero, o aumento da dor, o atravancamento da caminhada, e propiciando a oportunidade de reacerto. O consolo viria através do conhecimento para o solucionamento da questão.

A terceira, a brandura. Para alcançar este estágio, necessárias as duas fases anteriores, pois, sem humildade e resignação, impossível o indivíduo cultivar a brandura, tanto no plano interno quanto nas ações e nos atos exteriores. O sujeito brando educa os desejos, controla as emoções, serena as ações.

A partir daí, o discípulo, semelhante ao atleta, estará pronto para os treinamentos mais aguçados, mais afinados, mexendo, efetivamente, no campo complexo da alma, e, objetivando saltos maiores, com consciência e responsabilidade.

Aparece, então, a quarta fase, a vontade de justiça. Justiça nos pensamentos, ações que gostaria de receber! É o projeto de equilíbrio da convivência social mais apurado que alguém trouxe para a sala de aula humana! Começa, o ser praticante, a juntar para si elementos de verdadeira harmonia.

Mais preparado, cônscio da tarefa divina da vida, pode iniciar a quinta atividade, a caridade para com os outros. Ciente e consciente, passa a ser um praticante da misericórdia. Que implica compaixão: sentir pelo semelhante uma vontade profunda de ajudar. E, então, ato contínuo, praticar a misericórdia, efetivando, de alguma maneira, a verdadeira ajuda. Distribuindo o amor pelas ações. Passando, também, a receber e alcançar a misericórdia!

Nesta fase, pode, com firmeza, visualizar o próprio coração, iniciando a limpeza do seu interior, dando seguimento à sexta fase. Tirando de seu patrimônio aqueles pontos enferrujados, que eram traduzidos, na vida prática, pelos maus pensamentos, pelo azedume, pelas más ações, que, em muitos casos, faziam chegar aos conflitos e, até mesmo, aos crimes, impulsionando o aumento da violência grupal e social.

Higienizando-se internamente, passa a plantar a semente da felicidade, na razão direta em que se vê e se sente “limpo de coração”. O terreno está pronto. É uma nova visão do seu interior, aparecendo, também, como um novo ser social.

Seguindo a seqüência pedagógica ensinada por Jesus, o ser humano poderá iniciar uma das mais belas fases de sua existência: a Pacificação do ambiente onde vive em relação com seus semelhantes. Mas isso somente é possível quando respeita a ordem pedagógica do conhecimento! Quando trabalha primeiramente em si, modificando--se internamente, praticando a caridade para consigo mesmo, tendo a coragem de edificar um novo ser, diante da verdade das leis da Criação, consciente de seus objetivos e fins a serem atingidos. Passa a ser um verdadeiro discípulo do Mestre.

De aluno a colaborador do Mestre, no exercício prático da vida de convivência, também passa a servir de exemplo para a educação da Humanidade, desde a concepção microfamília, até a concepção macrossociedade. Diante dos que erram, perseguem, caluniam, que cometem crimes, passa a demonstrar o comportamento de cristo perdoando, orando e trabalhando pela conversão dos doentes da alma. Passa a ser um soldado do Cristianismo! Soldado que ajuda a prevenir. Defronte do erro procura compreender e ensinar para que o mesmo não se repita. Com os irmãos de caminhada, divulga as leis, seja pelo exemplo, seja pelos meios conhecidos de comunicação.

Jesus, portanto, deixava, há 2.000 anos, para todos nós, o ensinamento, a fim de que, um dia, após o cumprimento das etapas de conhecimento/estudo/aplicação, chegássemos ao estágio de perfeita harmonia interior e efetivos praticantes de sua mensagem: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João, 13:34-35.)

Compreende-se, por conseqüência, que o aluno deve entender a sua condição de aprendiz, cumprindo as suas obrigações, as etapas, para que possa atingir os planos superiores da Criação. Daí ter anunciado a necessidade da continuidade dos estudos, buscando-se a sua amplitude filosófica à medida que a evolução fosse chegando. A Terceira Revelação, o Espiritismo, veio, então, esclarecer, ampliar de vez, evidenciando a extrema importância do aprofundamento dos Princípios Básicos da Paz.

...

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece: mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” (João, 14:16-17.)

Os Espíritos Superiores, autorizados pelo Pai, trouxeram o Espiritismo, em cinco livros básicos, que em função do progresso científico e filosófico da sociedade humana, coadjuvado pelas universidades, pelos cientistas, descobridores e missionários, proporcionaram, definitivamente, para todos os seres, a oportunidade de concretizarem a construção da Paz interior e exterior, rumando, com celeridade controlada, para a concretização da tão almejada felicidade.

Abria-se, com a Doutrina Espírita, embasada em pilares bem sedimentados, a porta da Universidade da Alma, com todas as faculdades que integram a Criação.

Estava, a partir da edição do Pentateuco Kardequiano, consubstanciada a oportunidade de construção, por parte dos operários, agora mais preparados, do “Edifício” que um dia irá reunir todos os seres, num ambiente de fraternidade e amor.

Tratava-se da união da instrução com as técnicas de aperfeiçoamento dos sentimentos, da plena consonância da razão com o coração, numa efetiva descoberta da inteligência emocional, iniciada com Moisés, continuada há dois mil anos por Jesus, e concluída pelos Espíritos Superiores, orientados pelo próprio Mestre, podendo, daí por diante, dirigir o ser todas as suas potencialidades para o bem de si, do semelhante e das coisas que integram a vida.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, os Espíritos Superiores conseguiram trazer os ensinamentos de Jesus, amarrados pedagógicamente com os novos conhecimentos, agora também sustenta- dos pela Ciência, numa verdadeira enciclopédia pedagógica. Cada capítulo prepara a compreensão do posterior, explicando o que passou, elucidando toda e qualquer dúvida até então existente.

Foi e é a perfeita conjugação da chave com a porta, abrindo para o ser o real caminho para a perfeição!

Nesse importante tratado sobre Moral Cristã, podemos verificar, em definitivo, a concretização dos Princípios Básicos da Paz, onde o começo clarifica a eminência e perfeição do Criador, evidenciando a plenitude das leis que regem a tudo e a todos, e a magnitude do Filho, enviado para lecionar isto tudo para a eternidade dos tempos.

O meio da magnífica obra cuida da metodologia a ser aplicada na vida de cada adepto, numa seqüência de profunda pedagogia, das aflições ao perfeito entendimento da caridade, visualizando, num horizonte bem próximo, a felicidade eterna, agora embasada nos caracteres insubstituíveis da perfeição.

O fim demonstra como se poderá transitar pelos mundos criados pelo Pai, trabalhando e progredindo, buscando e achando, pedindo e obtendo.

Com efeito, não existe no mundo outro caminho para a Paz que não seja o estudo, a compreensão e a aplicação dos conhecimentos das Leis naturais, iniciados por Moisés, ampliados substancialmente por Jesus, e complementados pela Doutrina Espírita. As três Revelações, compreendidas e devidamente exercitadas, é que proporcionarão os dias de paz tão procurados pelos integrantes da sociedade terrena.

Quando, efetivamente, conhecedores da verdade, seremos os educadores de nós próprios, e impulsionadores da pacificação dos sentimentos e das ações sociais.

Podemos, portanto, finalizar com a mensagem dos Espíritos Superiores, conclamando Kardec e a todos os trabalhadores, agora conscientes e responsáveis, com tenaz vontade de trabalhar, para a conclusão da grande e eterna obra:

“Ocupa-te, cheio de zelo e perseverança, do trabalho que empreendeste com o nosso concurso, pois esse trabalho é nosso. Nele pusemos as bases de um novo edifício que se eleva e que um dia há de reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade.” (O Livro dos Espíritos, Prolegômenos, 73. ed. FEB.)

 

Fonte: Revista Reformador – Agosto/1998

 

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.

Nedstat Basic - Free web site statistics