Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

 

Menu

 

Aconteceu

Arte Espírita

Artigos

Biografias

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Chico Xavier

Doutrina

Enquete do mês

Entrevista do mês

Espiritismo e ciência

Espiritismo e filosofia

Espiritismo e religião

Eventos

Filmes espiritualistas

Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas (LIHPE)

Livro do mês

Mensagens

Obras básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e espiritismo

Perguntas e Respostas

Sala Filosofia Espírita

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

Vocabulário Espírita

 

 

 

 

 

 

 

Capela e o Brasil, Acaso ou Possibilidade?

 

 

Waldyr Rodrigues Teixeira

  

O estudo da Doutrina Espírita para mim é uma coisa curiosa, a medida que vamos nos aprofundando nela, ao invés de nos bastar e limitar a busca de novos conhecimentos, ela nos incita a novas buscas, a formular novas idéias, para satisfazer aquela dúvida que surgiu, em virtude do conhecimento adquirido.

Kardec colocou isso muito bem quando disse que a Doutrina não era uma obra acabada, que nunca ficaria pronta, e que ela iria se atualizando em virtude de não existir dogmas e estar apoiada na fé raciocinada.

Mal comparando o homem, mas comparando a idéia, Raul Seixas, em uma de suas músicas diz textualmente: “Prefiro ser aquela metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”

O nosso raciocínio é feito sempre por comparação de alguma coisa conhecida, com outra que vamos achando semelhante.

Se achamos alguma lógica na comparação conservamos a nova idéia, se não achamos, descartamos e ficamos com a idéia anterior.

Isso é a evolução do conhecimento que cada um de nós vai adquirindo, a medida que vamos nos desfazendo, agregando, ou transformando conhecimentos anteriores.

Um dia destes numa reunião de estudo sobre a mediunidade (o tema era sobre “espíritos simpáticos”), uma participante questionou acerca dos “imigrantes”.

Seriam eles considerados “espíritos simpáticos” em virtude de se deslocarem, por afinidade, para outros países abandonando a terra natal?

Enquanto a expositora detalhava a resposta, falando dos vários fatores que poderiam ter influenciado a imigração: guerras; fome; busca de um futuro melhor; aventura; afinidade; etc., um turbilhão de idéias explodiu dentro de mim.

Imediatamente me vi visualizando Capela, a estrela de primeira grandeza situada na constelação do Cocheiro, mencionada por Edgard Armond em “Exilados da Capela”, e posteriormente por Emmanuel em “A Caminho da Luz”.

Conhecida desde a antigüidade, Capela é uma estrela gasosa, e de matéria tão fluídica que sua densidade pode ser confundida com a do ar que respiramos. Sua cor é amarela, o que demonstra ser um sol em plena juventude; e, como um sol, possui sua coorte de planetas.

Há muitos milênios, um dos planetas da Capela, com uma formação bem parecida com o globo terrestre, atingiu a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.

Nessa evolução, ainda existiam, alguns milhões de Espíritos rebeldes, que deviam ser dali expurgados por terem se tornado incompatíveis com os altos padrões de vida moral já atingidos pela evoluída humanidade daquele planeta.

As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberaram então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, a sua reforma moral e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores que aqui habitavam.

Essa troca de populações entre planetas afins de um mesmo sistema sideral, e mesmo de sistemas diferentes, ocorre periodicamente, sucedendo sempre a expurgos de caráter seletivo; numa manifestação da justiça e misericórdia Divina, permitindo reajustamentos e continuidade de avanços evolutivos para as comunidades de espíritos habitantes dos diferentes mundos.

Segundo Edgard Armond no livro citado, esta humanidade atual foi constituída, no seu início, por duas categorias de homens: uma retardada, atrasada, que veio evoluindo lentamente através das formas rudimentares da vida terrena, pela seleção natural das espécies, evoluindo penosamente da inconsciência para o Instinto e deste para a Razão; componentes das raças primitivas das quais os "primatas" foram o tipo anterior melhor definido; e outra categoria, composta de seres exilados da Capela.

No nosso mundo, esses enxotados de um paraíso planetário constituíram o tronco dos árias, descendendo dele os celtas, latinos, gregos e alguns ramos eslavos e germânicos.

Outros formaram a civilização dos hindus, predominando o gênero de castas que identificava a soberbia e o orgulho de um tipo psicológico exilado.

As mentalidades mais avançadas constituíram a civilização egípcia, retratando na pedra viva a sua "Bíblia" suntuosa, enquanto a safra dos remanescentes, inquietos, indolentes e egocêntricos, no orbe original, fixou-se na Terra na figura do povo de Israel.

Esse o motivo por que, ao mesmo tempo em que existiram civilizações muito adiantadas onde se revelaram conhecimentos elevados de ciência e arte, desenvolvidos pelos exilados, os espíritos originais da Terra mourejavam sob o primitivismo de tribos acanhadas.

Partindo do mesmo raciocínio, da mesma forma que foi colonizado o planeta e acelerada a sua evolução, através do remanejamento de espíritos que embora devedores moralmente detinham grande conhecimento, novamente os construtores de mundos programam um aceleramento do povoamento deste mundo.

Chegamos ao século XV, quando no ano de 1500 d.C. foram descobertas (reveladas) as Americas, e simultaneamente o Brasil, fazendo com que essa revelação para o Mundo conhecido até então, fizesse desabar uma idéia antiga de que, o mundo de então era constituído apenas por um bloco tricontinental composto pela Ásia, África, Europa e cercado por um enorme oceano.

As hostes celestiais motivando principalmente Portugal e Espanha, a expandir seus domínios territoriais e conquistar rotas alternativas de comércio, evitando o Mediterrâneo dominado por italianos e muçulmanos, induzem esses povos, através dos reis católicos Fernando II e Isabel I, a busca de uma rota alternativa contornando a África, com base na tese da esfericidade da Terra, para chegar às Índias – nome genérico que incluía todo o Oriente.

Através de Cristóvão Colombo, e de Américo Vespúcio, financiados por aqueles reis, a parte ocidental do planeta vai ser revelada (descoberta) e desenvolvida.

As primeiras imigrações que colonizaram as Americas inicialmente foram de quatro grandes povos - espanhol, português, inglês e francês, e posteriormente grandes invasões holandesas.

A dispersão do Povo de Israel pelo mundo após a diáspora, e sobretudo após a instituição da Inquisição na Península Ibérica, neste caso em Portugal, promoveu a próxima imigração para o resto do mundo de então, inclusive as ilhas e as colônias portuguesas de além-mar.

No Novo Mundo, um dos lugares favoritos foi o Brasil, para onde, na segunda metade do século XVI, muitos cristãos-novos vieram aportar.

Na mesma época os portugueses foram protagonistas do primeiro grande fluxo migratório europeu para o Brasil.

Trouxeram as tradições culturais e religiosas da península ibérica e, ao mesmo tempo, introduziram o Brasil no sistema colonial.

Uma das maiores transferências de espíritos encarnados foi promovida: o hediondo tráfico negreiro. Comprados ou capturados na África, estima-se que cerca de quatro milhões de escravos e escravas chegaram no Brasil. Nessa "imigração" compulsória, em virtude das condições terríveis das viagens, muitos foram resgatados pela morte antes da chegada no lugar de destinação.

Não parou mais a colonização e transferencia de espíritos encarnados para o nosso Brasil: suíços, alemães, austríacos, eslavos, húngaros, turcos, árabes, sírios, libaneses, japoneses, coreanos, que acrescentados a todos os outros povos anteriores, tiveram um papel preponderante de extrema importância para a formação da cultura e do povo brasileiro.

Segundo dados oficiais, de 1870 a 1953 foram registrados um total de mais de quatro milhões e novecentos mil almas transferidas para o nosso país, formando um povo lindo com uma cultura diversificada e de grande valor histórico.

Graças a essa transferencia de cultura e conhecimentos de todos esses nossos irmãos, os brasileiros que somos todos nós, seus descendentes, temos dado exemplo de convivência pacifica com a maioria de nossos irmãos planetários, pois já convivemos com eles diariamente dentro de nosso país.

Será que existe alguma similaridade com Capela? Só o futuro poderá nos dizer...

 

Fontes:

Exilados de Capela - Edgard Armond

A Caminho da Luz - Emmanuel - F. C. Xavier

A Gênese - Allan Kardec

 

 

 

 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.

Nedstat Basic - Free web site statistics