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Antonio Paiva Rodrigues*
Freud (Sigmund Freud)
argumentava que o princípio do prazer,
na verdade, exprimia impulsos primitivos, animais. Para seus contemporâneos
vitorianos, a idéia de que o comportamento humano fosse no fundo governado por
compulsões sem nenhum propósito mais nobre que a auto-realização carnal era
simplesmente escandalosa. O escândalo se atenuou nas décadas seguintes, mas o
conceito freudiano do homem como animal foi mantido em segundo plano pelos
cientistas cognitivos. Agora ele está de volta. Neurocientistas como Donald W
Pfaff, da Universidade Rockefeller, e Jaak Panksepp, da Universidade Estadual
de Bowling Green, acreditam hoje que os mecanismos instintivos que regem a motivação humana são ainda mais primitivos
do que imaginava Freud. Nossos sistemas básicos de controle
emocional são iguais aos de nossos parentes primatas e aos de todos
os mamíferos. No nível profundo da organização mental que Freud chamou de ID,
a anatomia e a química funcionais de nosso cérebro não são muito diferentes
daquelas dos animais que vivem nos currais ou dos bichos de estimação.
O instinto é a força oculta que
solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista
a conservação deles, é uma espécie de inteligência. É uma inteligência sem
raciocínio, por ele é que todos os seres provêem às suas necessidades. Os
instintos são automatismos estereotipados e inatos que têm em geral um fim útil
para o individuo e a espécie.
Quando os cultores da psicologia
profunda falam em instinto, devemos entender não o comportamento automático,
mas o correspondente anímico cujo aspecto externo, motor, pode inclusive estar
inibido. O Instinto vem [do latim instinctu] –Tendência
natural; aptidão inata, força de origem biológica, própria do homem e
dos animais superiores, que atua de modo inconsciente, espontâneo,
automático, independente de aprendizado. Espécie de inteligência rudimentar que
dirige os seres vivos em suas ações, à revelia de sua vontade e no interesse de
sua conservação.
O
instinto
torna-se inteligência instinto, age-se sem raciocinar; pela inteligência,
raciocina-se antes de agir. No homem, confundem-se freqüentemente as idéias
instintivas com as idéias intuitivas. Estas últimas são as que ele hauriu, quer no
estado de desdobramento, quer nas existências anteriores e das quais ele
conserva uma vaga lembrança. O instinto não é independente da inteligência. Por ele é que todos os seres provêem às suas
necessidades. O instinto e a inteligência muitas vezes se confundem, mas, muito
bem se podem distinguir os atos que decorrem do instinto dos que são da
inteligência.
O
instinto
existe sempre, independente da intelectualidade, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao
bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança do que a
razão. Nunca se transvia. O instinto seria sempre infalível, se não fosse falseada pela
má educação, pelo orgulho e pelo egoísmo.
O instinto não
raciocina; a razão permite a escolha e dá ao homem o livre-arbítrio. O instinto varia em suas manifestações, conforme as espécies e
às suas necessidades. Nos seres que têm a consciência e a percepção das coisas
exteriores, ele se alia à inteligência, isto é, à vontade e à liberdade.”A
percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências”. O homem que
não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver
nada".(Albert
Einstein de Max Wulfant (1879-1955). (SCIENTIFIC AMERICAN Brasil
- ANO 3 - N°25 - Junho/2004). A Humanidade progride.
Esses homens, em quem o instinto do mal domina e que
se acham deslocados entre pessoas de bem, desaparecerão gradualmente. Mas,
desaparecerão para renascer sob outros invólucros. Como então terão mais
experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. Todo Espírito tem que progredir incessantemente. Aquele que, nesta
vida, só tem o instinto do mal, terá noutra o do bem e é para isso que renasce
muitas vezes, pois preciso é que todos progridam e atinjam a meta. A diferença
está somente em que uns gastam mais tempo do que outros, porque assim o querem.
Aquele, que só tem o instinto do bem, já se purificou, visto que talvez tenha
tido o do mal em anterior existência. Antes de se unir
ao corpo, a alma compreende melhor a lei de Deus do que depois de
encarnada.
Compreende-a de acordo com o grau de perfeição
que tenha atingido e dela guarda a intuição
quando unida ao corpo. Os maus instintos, porém, fazem ordinariamente que
o homem a esqueça. Instinto e razão mais não são do que duas fases de
consciência, o instinto sexual, exprimindo amor em expansão incessante, nasce
nas profundezas da vida, orientando os processos de evolução. O instinto sexual
atrai as criaturas, faz a fusão do magnetismo entre o homem e a mulher, mas o
relacionamento das pessoas corre por conta do sentimento de cada um e não
simplesmente pela energia sexual, pois esta energia é neutra. É neste momento
que surgem as dificuldades de entendimento e união, pois a normalidade do
desempenho sexual, entre os cônjuges, Poe si só, não solucionará os problemas
de relacionamento.
O
instinto sexual é força poderosa de atração, unindo corpos físicos, criando as
experiências afetivas e fazendo os destinos entre as criaturas, dirigindo-as
paras as conquistas dos objetivos da Lei Suprema: O Amor, a Felicidade e a
Harmonia. Ressalte-se que: O sexo não é patrimônio exclusivo da humanidade
terrestre, é tesouro divino em todos os mundos, no Universo Infinito, e
permanece nas mãos das criaturas humanas, que ainda estão muito distantes da
compreensão e vivência das Leis Divinas , num quadro triste de ignorância , perversão
e desequilíbrio. Quando o Espírito conquistou a razão, acordando para Vida
Universal, já possuía por conquista própria um manancial enorme de forças
sexuais advindas de experiências infinitamente recapituladas nos reinos
inferiores da natureza. Com a era da razão, o Espírito alcançou o direito de
livre-arbítrio e conseqüentemente da responsabilidade em seus atos. Não se formam espontaneamente homens, como na origem dos
tempos, porque o princípio das coisas está nos segredos de Deus.
Entretanto, pode dizer-se
que os homens, uma vez espalhados pela Terra, absorvem em si mesmos os elementos necessários à sua
própria formação, para os transmitir segundo as leis da reprodução.
O mesmo se deu com as diferentes espécies de seres vivos. Este caso não é freqüente, e seria
antes uma exceção. A Terra não é o ponto
de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em
geral, nos mundos ainda mais inferiores. Essa, entretanto, não é uma regra
absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja
apto a viver na Terra. Em 1998, um
estudante da Universidade de Évora, procurando exemplares de arte rupestre no
Vale do Lapedo, em Portugal, forneceu pistas que levaram à descoberta de restos
de uma criança, com idade estimada entre dois mil e três mil anos, que foi
identificada, mais tarde, como portadora de características típicas de Homo
sapiens e Neanderthal.
A identificação provocou uma controvérsia entre
antropólogos. Para muitos, Homo sapiens e Neanderthal não teriam se
reproduzido entre si. Para os autores da identificação, o português João
Zilhão, da Universidade de Lisboa, ele coordenou o trabalho da equipe
internacional de 30 especialistas que resultou na publicação da monografia,
batizada com o título inglês Portrait of the Artist as a Child
("retrato do artista quando criança"), com a colaboração do
norte-americano Erick Trinkaus, da Washington University, não há mais o que
discutir, ao deixar a África e colonizar a Europa, a humanidade moderna não
exterminou os antigos habitantes do continente, como se pensava e, ao contrário
disso, misturou-se a eles. A resposta dos meios de comunicação e do
público não poderia ter sido mais avassaladora. Revistas populares saíram-se
com ilustrações mostrando como seria o filho de um sapiens do sexo feminino,
alta e negra com um neanderthal louro e troncudo (tudo errado, lógico, já que o
menino do Lapedo certamente não era um mestiço de primeira geração. Revista SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - ANO 1 -
N° 11/Abril de 2003).
Não
se poderia negar que, além de possuírem o instinto, alguns animais praticam
atos combinados, que denunciam vontade de operar em determinado sentido e de
acordo com as circunstâncias. Há, pois, neles, uma espécie de inteligência, mas
cujo exercício quase que se circunscreve à utilização dos meios de satisfazerem
às suas necessidades físicas e de proverem à conservação própria. A imitação da voz
humana, por alguns animais, origina-se de uma particular conformação dos órgãos
vocais, reforçada pelo instinto de imitação.
Conquanto não tenha alma animal, que, por suas paixões, o nivele aos
animais, o homem tem o corpo que, às vezes, o rebaixa até ao nível deles, por
isso que o corpo é um ser dotado de vitalidade
e de instinto, porém ininteligentes estes e restritos ao cuidado que a sua
conservação requer. Assim, mais culpado é, aos olhos de Deus, o
homem instruído que pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante
que se entrega aos seus instintos. A sobreexcitação dos instintos
materiais abafa, por assim dizer, o senso moral, como o desenvolvimento do
senso moral enfraquece pouco a pouco as faculdades puramente animais. Antes de se
unir ao corpo, a alma compreende melhor a lei de Deus do que depois
de encarnada. Compreende-a de acordo com o grau de perfeição que tenha
atingido e dela guarda a intuição
quando unida ao corpo.
Os maus instintos, porém, fazem ordinariamente que o
homem a esqueça. Todo Espírito tem que progredir
incessantemente. Aquele que, nesta vida, só tem o instinto do mal, terá noutra
o do bem e é para isso que renasce muitas vezes, pois preciso é que todos
progridam e atinjam a meta. A diferença está somente em que uns gastam mais
tempo do que outros, porque assim o querem. Aquele, que só tem o instinto do
bem, já se purificou, visto que talvez tenha tido o do mal em anterior
existência. A Humanidade progride. Esses
homens, em quem o instinto do mal domina e que se acham deslocados entre
pessoas de bem, desaparecerão gradualmente. Mas, desaparecerão para renascer
sob outros invólucros. Como então terão mais experiência, compreenderão melhor
o bem e o mal.
* Estudante
de jornalismo, membro da ACI e gestor de
empresas
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