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Rildo G. Mouta
A mentora espiritual Joanna de Ângelis, no livro
“Florações Evangélicas”, afirma, referindo-se à aplicação do passe: “Recorre
aos recursos espíritas; ora, e ora sempre, para adquirires resistência contra o
mal que infelizmente ainda reside em nós; permuta conversação enobrecida, pois
que as boas palavras renovam as disposições espirituais; utiliza o recurso
do passe socorrista, rearticulando as forças em desalinho (o grifo e nosso);
sorve um vaso de água fluidificada, restaurando a harmonia das células em
desajustamento e, sobretudo, realiza o bom serviço.”
O passe, todos nós o sabemos, “é transfusão de
energias psíquicas, alterando o nosso campo vital; é, antes de tudo, uma
transfusão de amor.” 1
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Surgiu nas eras mais remotas. Segundo alguns
historiadores, os sacerdotes do antigo Egito eram iniciados nos segredos do
magnetismo. Portanto, não surgiu com Mesmer, como muitos acreditam. Pois, já no
século XVII Van Helmont utilizava o termo “magnetismo animal”.
Tempos depois, em 1814, o médico inglês Jaime Braid,
profundamente impressionado com as experiências de Charles Lafontaine, criou as
bases do hipinotismo moderno. Haviauma diferença, entretanto, entre Mesmer e
Braid: o primeiro era materialista e o segundo A espiritualista.2 Allan Kardec,
referindo-se às pessoas possuidoras de força magnética, considera-as uma
variedade de médiuns, quando declara na questão 175 de O Livro dos Médiuns:
“Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a
curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente (...).”
...
Quanto a Jesus, o Mestre bem-amado, devido à sua
iluminadíssima perfeição espiritual, possuía uma força magnética tal que curava
com um simples toque do doente em suas vestes. Basta examinarmos o Evangelho de
Lucas (8:43-46).
Senão, vejamos:
“E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia
doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera
ser curada. Chegando por detrás dele tocou na orla do seu vestido, e logo
estancou o fluxo do seu sangue.” E disse Jesus:
“Quem é que me tocou? Pois saiu de mim uma virtude.”
Essa virtude, saída dEle, e que a todos curava de
imediato, era devido à elevadíssima força moral e espiritual do Mestre, já o
dissemos, a qual, aliada à sua vontade, agia fortemente sobre seus fluidos
regeneradores, curando a quantos se lhe aproximavam.
Hoje em dia, essa virtude é denominada fluido
magnético, que todos nós possuímos, mas da qual ainda não podemos fazer idéia
precisa.
Referências Bibliográficas:
1 Meneses Ronaldo. Prática
Espírita e Coerência Doutrinária. 1. ed., DPL – São Paulo.
2 Michaelus. Magnetismo
Espiritual. 7. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995, p. 12.
Fonte: revista Reformador – fev/2002
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