Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

 

Menu

 

Aconteceu

Artigos

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Doutrina

Enquete do mês

Entrevista do mês

Espiritismo e ciência

Espiritismo e filosofia

Espiritismo e religião

Eventos

Filmes espiritualistas

Livro do mês

Mensagens

Obras básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e espiritismo

Perguntas e Respostas

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

 

 

 

 

 

 

 

 

Criação do Espírito

 

 

Claudio C. Conti

 

       Em vários pontos dos ensinamentos contidos na Doutrina Espírita, os Espíritos Superiores, responsáveis pelo trabalho da codificação realizada pela pessoa de Allan Kardec, se referem a nossa capacidade de compreensão sobre alguns assuntos com frases do tipo: “porque não falais senão do que conheceis” (O Livro dos Espíritos questão 22), “falta-lhe para isso o sentido” (O Livro dos Espíritos questão 10),  “ser incompleta a vossa linguagem” (O Livro dos Espíritos questão 28), etc; significando que muitos conhecimentos ainda estão longe da nossa capacidade de compreensão.

Entre muitos exemplos que se poderia citar sobre a nossa incapacidade de compreensão,devido a nossa situação evolutiva, seria a compreensão da natureza de Deus. A simples tentativa de compreender um ser que seja perfeito, em todas as qualidades possíveis e imagináveis, considerando que ainda não temos a compreensão de qualidades outras, diversas das poucas que conhecemos, já seria um exercício mental estafante, além de nossos limites. No entanto, Kardec, no livro A Gênese, capítulo II item 8, diz que:

 “Não é dado ao homem sondar a natureza íntima de Deus. Para compreendê-Lo, ainda nos faltam sentido próprio, que só se adquire por meio da completa depuração do Espírito.Mas, se não pode penetrar na essência de Deus, o homem, desde que aceite como premissa a sua existência, pode, pelo raciocínio, chegar a conhecer-lhe os atributos necessários, porquanto, vendo o que ele absolutamente não pode ser,sem deixar de ser Deus, deduz daí o que ele deve ser.

 “Sem o conhecimento dos atributos de Deus, impossível seria compreender-se a obra da criação. Esse o ponto de partida de todas as crenças religiosas e é por não se terem reportado a isso, como ao farol capaz de as orientar, que a maioria das religiões errou em seus dogmas. As que não atribuíram a Deus a onipotência imaginaram muitos deuses; as que não lhe atribuíram soberana bondade fizeram dele um Deus cioso, colérico, parcial e vingativo.”

Este texto não tema pretensão de esclarecer ou desvendar os ainda mistérios envolvendo a criação dos espíritos, compreendemos a nossa pouca capacidade, relativa ao nosso estágio inicial no longo processo do caminho à perfeição mas, apenas expor algumas considerações, tentando, assim, dar alguma forma ao assunto.

Na questão 81 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta se os Espíritos são formados espontaneamente ou procedem uns dos outros, e obtém como resposta o seguinte: “Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela Sua vontade. Mas, repito ainda uma vez, a origem deles é mistério.”

Esta questão foi selecionada por dois motivos. O primeiro é para assegurar ao leitor que temos consciência de que os Espíritos deixam claro que a origem do espírito é um mistério; o segundo motivo é para salientar que, apesar de tudo, podemos ainda formar uma idéia da origem dos espíritos, por mais geral que seja, sabemos que somos criação de Deus. Fica claro que o espírito não surge do nada, não surge espontaneamente, a origem do espírito está atrelada à vontade de alguém ou alguma coisa, isto é, de Deus.

Como o ponto de partida para qualquer estudo relativo ao Espiritismo, recorrendo ao O Livro dos Espíritos, veremos várias citações a respeito da natureza do espírito. Na questão 23 a, Kardec pergunta qual seria a natureza íntima do Espírito, ao que os Espíritos respondem: “Não é fácil analisar o Espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa. Ficai sabendo: coisa nenhuma é o nada e o nada não existe.”

Nesta questão, os Espíritos responsáveis pela codificação deixam claro que os espíritos são formados por alguma “coisa”,possuem uma constituição sem, todavia, esclarecer sobre a natureza desta“coisa”. Contudo, graças à mente perspicaz de Kardec, durante todo o seu trabalho na Doutrina, manteve-se sempre atento a possíveis lacunas nos ensinamentos. Uma doutrina, seja ela sobre que assunto for, quando é passível de dúvidas e colocações em aberto, não poderia ser considerada como sendo completa e, com isso, daria margens a especulações de toda natureza permitindo,a qualquer um, utilizando má fé, usá-la em seu próprio benefício através de interpretações pessoais.

Encontraremos maiores esclarecimentos na questão 27:

Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?

“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, decerto ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, é suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”

Desta questão é possível tirar algumas informações passíveis de análise. Tentaremos analisá-las da melhor forma que nossa capacidade nos permite.

Primeiramente,como os próprios Espíritos colocam, o fluido cósmico até pode ser considerado como matéria, todavia, é preciso ter em mente que este apresenta características outras que não estão presentes na matéria. É preciso deixar claro que por “matéria” não está apenas sendo considerado a matéria densa que conhecemos mas, também, estados variados do fluido cósmico, com diferentes densidades, apenas excluindo o fluido cósmico na sua forma mais pura,primordial.

 Outra afirmação muito interessante e que merece toda a atenção é que “se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse”. O que isto poderia significar? Pode-se chegar a duas conclusões: a) que o espírito é formado por fluido cósmico; b) que o espírito é formado por “algo” similar ao fluido cósmico. Como a existência de duas substâncias, vamos denominar de “substâncias” apenas pela limitação do vocabulário, em nossa visão ainda muito estreita, seria desnecessário e, mesmo que existissem, no nosso ponto de vista, até onde nossa mente pode alcançar,seriam equivalentes e se justaporiam, podemos, assim, considerar apenas uma substância – o fluido cósmico.

 

 

 

 

 

Nedstat Basic - Free web site statistics 
 

Pensamentos

 

 O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier  

 

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.