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Wellington Balbo
Corrupções,
agressões, desrespeitos, catástrofes naturais, desequilíbrios...
Muitos
companheiros de caminhada utilizam-se desses acontecimentos para falar que o
mundo piora dia a dia e que o ser humano está mais insensível.
Colocam
as lentes do pessimismo e como pássaros de mau agouro anunciam o final dos
tempos.
Todavia, A Doutrina Espírita nos explica
diferente, nos informando de que o ser humano está em constante evolução e que sua marcha a
ascensão espiritual é inexorável.
No
Capítulo VIII de O Livro dos Espíritos (Edição FEESP), Lei do Progresso, na
questão de nº 778, Kardec indaga aos
amigos espirituais:
778.
O homem pode retrogradar para o estado natural?
-- Não, o homem deve progredir sem cessar e não pode voltar ao estado de
infância. Se ele progride, é que Deus assim o quer; pensar que ele pode retrogradar
para a sua condição primitiva seria negar a lei do progresso.
A
história da humanidade só corrobora com a tese espírita.
O amigo
leitor já ouviu falar de William Morton (1.819 – 1.868)?
William
Morton, nascido na cidade de Charlton, Estado de Massachussetts em 1.819,
formou-se na faculdade de cirurgia
dental de Baltimore e em 1.842 começou a trabalhar como dentista sendo o
principal responsável pela introdução do uso das anestesias nas cirurgias.
Até então, os pacientes que permaneciam acordados durante processos
cirúrgicos contemplavam um espetáculo de horror ao ver os médicos serrando seus
ossos.
Imagine amigo leitor,
como fazer uma delicada operação para retirada de um tumor com o paciente sentindo dores atrozes?
E
extrair um dente então?
Realmente
pavoroso e doloroso!
Morton
tomou conhecimento das propriedades anestésicas do éter e passou a testá-las,
primeiro em animais, depois nele próprio.
A grande
chance surgiu em 30 de Setembro de 1.846
quando um paciente com fortes dores de dente adentrou o consultório de
Morton e declarou-se disposto a qualquer coisa para que a dor diminuísse.
Morton
administrou-lhe éter e extraiu-lhe o dente, o paciente ao voltar a si relatou
não haver sentido dor.
Morton
não atuou sozinho, tendo contado com o auxílio de vários médicos e cientistas
que também conheciam as propriedades “mágicas” do éter, todavia, destacar seu
nome como o principal introdutor da anestesia nas cirurgias é justo pela sua perseverança e coragem de
empregar um árduo trabalho e seu próprio nome
em prol do progresso humano.
De quando em quando, pousam em nosso planeta
vanguardeiros do bem que espalham bem aventuranças a toda humanidade.
Por isso,
não podemos perder a fé na vida e nas pessoas!
Em
realidade, estamos progredindo dia a dia, temos muito mais motivos para agradecer do que para reclamar.
E
hoje,150 anos após o pioneirismo de Morton,
gozamos todos dessa prodigiosa benção que é a Anestesia transformando em indolor qualquer processo cirúrgico,
possibilitando a medicina salvar vidas e trazer-nos uma melhor qualidade de
vida!
Portanto, quando o leitor se deparar com os
pessimistas incorrigíveis que acreditam que o progresso não existe, fale a ele
sobre William Morton e dê-lhe para consultar um exemplar de “O Livro dos
Espíritos”.
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